Quimilokos de Plantão!

Google+ Followers

Buscador QUIMILOKO! [pesquise no próprio Blog e na WEB]


Dúvidas?! Entre em nosso Bate Papo Quimiloko!

As Reações Químicas e a Formação das Cavernas

As cavernas formam-se normalmente em áreas de rochas calcárias, embora na zona costeira possam ocorrer em outros tipos de rochas. As rochas calcárias são formadas por calcita (carbonato de cálcio, CaCO3), que dissolvem-se quando entram em contato com a água que contém suficiente teor de ácidos. Estes são provenientes da chuva ácida ou do dióxido de carbono (CO2) existente na atmosfera e na decomposição da matéria orgânica, que em contato com a água formam o ácido carbônico, H2CO3.Num segundo momento, a água ácida penetrando pelas fendas do calcário ataca a rocha, produzindo o bicarbonato de cálcio (Ca(HCO3)2), que é solúvel e facilmente transportado pela água. Com a dissolução do bicarbonato de cálcio, as fendas vão-se alargando lentamente e formando as cavernas.Vamos ver como tudo isso pode ser escrito através das equações químicas?
1- Acidulação da água (formação do ácido carbônico):
H2O
+
CO2
–>
H2CO3
água
dióxido de carbono
ácido carbônico
2- Dissolução da rocha pelo ácido carbônico:
H2CO3
+
CaCO3
–>
Ca(HCO3)2
ácido carbônico
carbonato de cálcio
bicarbonato de cálcio
As águas da chuva, aciduladas pelo gás carbônico da atmosfera e do solo, ao penetrarem pelas fendas da rocha calcária, vão dissolvendo-a e transportando o bicarbonato de cálcio (Ca(HCO3)2) em solução até emergirem no teto de uma caverna pré-existente.
Foto:Clayton F. Lino (Gruta do Lago Azul-Bonito)
A gota dessa solução aquosa fica pendurada no teto até que atinja volume e peso suficiente para cair. Nesse período ocorre a liberação do gás carbônico (CO2) e, como conseqüência, ocorre a precipitação de parte do bicarbonato dissolvido. Formam-se assim os primeiros cristais de carbonato de cálcio (CaCO3), que vão dar origem à estalactite.
A gota, ao cair, ainda carrega consigo bicarbonato de cálcio (Ca(HCO3)2) em solução, o qual vai sendo depositado no piso logo abaixo, formando uma estalagmite. O crescimento oposto da estalactite e da estalagmite faz com que essas peças muitas vezes se unam, dando origem à colunas.Vamos ver a equação química que expressa este fenômeno?
3- Precipitação do carbonato de cálcio:
Ca(HCO3)2 –>
CaCO3
+
H2O
+
CO2
bicarbonato de cálcio
carbonato de cálcio
água
dióxido de carbono
Abaixo temos um esquema que representa resumidamente tudo que aprendemos. Vamos revisar?

Baraka - Um Poema Visual

     



    Certa vez, dois Professores fantásticos (Rogério e José Pedro, ^^!) me apresentaram este Vídeo, tão fantástico quanto suas aulas! Hoje, é a minha vez de tentar, de alguma forma, retribui-los por tamanha fonte de conhecimento e fascínio, e repassar adiante, à minha turma de Química Ambiental da Uni-ANHANGUERA (2015/1).
     Aproveitem, meus[as]queridos[as]!
     Tenho certeza que nunca mais enxergarão o mundo com o mesmo olhar!  
   
    Baraka, uma antiga palavra Sufi que pode ser traduzida simplesmente por bênção (blessing), por respirar (breath), por essência da vida, é um poema visual, um filme sobre o mundo e o que há de espiritual e doentio nele, os contrastes das diferentes culturas e as semelhanças que elas têm na sua angústia e esperança na busca por Deus e na sua relação com a natureza.
    Filmado em 1992, em 23 países (Argentina, Brasil, Camboja, China, Equador, Egito, França, Hong Kong, Índia, Indonésia, Irã, Israel, Itália, Japão, Quênia, Kuweit, Nepal, Polônia, Arábia Saudita, Tanzânia, Tailândia, Turquia e EUA) Baraka pode ser considerado, de certa forma, um documentário experimental, já que não possui narração ou diálogos, apenas imagens, que incluem um vasto registro de rituais religiosos, maravilhas naturais, processos de mecanização e diversos estilos de vida e a música, fundamental para a criação da atmosfera envolvente e mística do filme.
    Segundo os críticos, Baraka é um filme que, de modo não-verbal e não-linear, discute o sagrado e o humano; a ordem natural e a entropia; a santidade e o materialismo. Portanto, é um filme dialético, totalmente dependente da percepção e interpretação do espectador. Não importa quem você seja ou onde viva: você também está em Baraka.
    É como se Deus resolvesse traçar um paralelo rápido entre as coisas mais diferentes que criou, passando por todo o mundo e se debruçasse sobre a Terra, olhando tanto as coisas boas como as ruins, mas sem julgar nada. Mesmo as guerras são poéticas em Baraka. São parte da vida e, como várias outras coisas mostradas no filme, devem ser repensadas.
    A espiritualidade é latente no filme inteiro. De acordo com a Antropologia, o aumento da capacidade cerebral fez com que o homem formulasse questões mais complexas, dentre elas de onde viemos e para onde vamos. A busca pela resposta levou diversas culturas diferentes a admitirem a existência de um ser superior, um Deus. Em Baraka, é como se de repente todas as culturas resolvessem mostrar qual o seu Deus, sendo que o ocidente é responsável por algumas das imagens mais tristes e chocantes do filme. Na sua negação de um Deus primitivo que é objeto de cultos e sacrifícios, o ocidente cultua a mecanização, a ciência, colocando em segundo plano a humanidade, no sentido da compaixão. Esse é o significado da cena dos pintinhos dentro da máquina, o mesmo significado das cenas de guerra: nenhum.
    Baraka é um filme sobre a vida, um registro da humanidade que propõe não uma aceitação do que somos, mas a reflexão de que estarmos acostumados com alguma coisa não quer dizer que ela seja correta, assim como algo de outra cultura nos chocar não significa que seja algo ruim ou bárbaro.  É para quem está de saco cheio de filmes com muito efeito especial e pouco conteúdo, e da previsibilidade dos roteiros básicos e rasos do tipo mocinha conhece mocinho, dificuldades os separam, mocinhos sofrem, mas ficam juntos no final.


Carl Sagan - O astrônomo que divulgava ciência como ninguém

Carl Sagan foi um cientista que, definitivamente, não teve medo de especular. É claro que ele sabia muito bem separar o que era ciência do que era especulação. Mas o jeito irresistível através do qual relacionava conceitos científicos com conteúdos imaginativos pertinentes tornava seu pensamento único e fascinante para o público leigo. Não é à toa que ele é considerado um dos maiores divulgadores de ciência de todos os tempos. Além de inspirar toda uma geração de novos cientistas (em grande medida com a série Cosmos), Sagan também adotava um tom poético e filosófico nos assuntos que discutia, tornando suas reflexões ao mesmo tempo belas e dotadas de elementos capazes de despertar uma consciência humanista nas pessoas.
Se fôssemos apresentar todas as frases de impacto do astrônomo que têm o potencial de tornar uma pessoa melhor, provavelmente teríamos de escrever um livro. Mesmo assim, resolvemos escolher algumas citações e pensamentos de Carl Sagan que sintetizam certos aspectos centrais da visão que ele tinha das coisas. Se “somos todos poeira de estrelas” é a única referência que você tem sobre as ideias de Sagan, então os tópicos abaixo podem lhe ajudar a se aprofundar um pouco mais no jeito tão especial que ele tinha de encarar o cosmos – e nós mesmos. Confira:
dente de leão: a nave da imaginação de 'Cosmos' (Foto: Reprodução)
A ciência é muito mais do que um corpo de conhecimentos. É uma maneira de pensar. A afirmação é fundamental para entender a forma como o cientista enxergava o próprio ofício. Completamente apaixonado pelo que fazia, para ele ciências como a física ou a astronomia não se limitavam a um punhado de fórmulas frias e conceitos abstratos. Muito pelo contrário, eram ferramentas poderosas e fascinantes que nos permitiam sondar o desconhecido, além de expandir nosso entendimento sobre a realidade da maneira mais confiável possível.






Toda criança começa como uma cientista nata, e então nós arrancamos isso delas. Entre as características que ele valorizava em um cientista e em qualquer outra pessoa estão a curiosidade e a imaginação, traços típicos das crianças. Para o astrônomo, pensar cientificamente era algo como interrogar de forma metódica diversos aspectos da natureza, o que não deixa de ser uma forma de curiosidade aplicada. A respeito da imaginação, ele acreditava ser um dos motores fundamentais do conhecimento humano.
Um livro é a prova de que os humanos são capazes de fazer mágica. Além da forte inclinação por especular, Sagan também era um intelectual com enorme capacidade de relacionar diferentes áreas do conhecimento – e fazia isso excepcionalmente bem. Para conseguir esta naturalidade em transitar por diversos repertórios, é preciso muita leitura e erudição multidisciplinar. Cosmos, por exemplo, é repleto de narrativas sobre a história da ciência, e em vários momentos o astrônomo declara sua admiração pelos livros.
Nós somos uma maneira de o cosmos se autoconhecer. Se somos feitos de poeira de estrelas sistematicamente organizada para formar seres dotados de consciência, então podemos dizer que somos o universo pensando sobre si próprio. A abordagem se insere na convicção de que nós, humanos, não somos tão diferentes assim da realidade física que nos cerca, e de que interagimos com ela constantemente – de formas que estamos apenas começando a entender. Em outras palavras, você e o cosmos estão intimamente conectados. O astrônomo costumava citar mitos de nossos antepassados que nos concebiam como filhos tanto do céu quanto da terra.
Nossa obrigação de sobreviver e prosperar é devida não apenas a nós mesmos, mas também ao cosmos, antigo e vasto, do qual surgimos. Sagan possuía um profundo senso de reverência com relação à vida e ao ser humano. Ele acreditava que estar vivo e ter uma consciência era não apenas um privilégio, mas também uma grande responsabilidade. Como salientou em diversos momentos, nossa espécie atingiu um ponto crítico de sua história, no qual tem o próprio destino nas mãos. Todo o conhecimento e bagagem evolutiva que acumulamos nestes poucos milênios podem ser usados de forma a engrandecer nossa civilização – ou então destruí-la por completo, se insistirmos nos erros do passado.
Discursos apaixonados de grandes cientistas dão vida e beleza a conceitos abstratos da ciência (Foto: Sérgio Bernardino/flickr/creative commons)
Cada um de nós é, sob uma perspectiva cósmica, precioso. Se um humano discorda de você, deixe-o viver. Em cem bilhões de galáxias, você não vai achar outro. A reflexão segue a mesma linha do raciocínio apresentado acima – a vida inteligente é rara. Nosso conhecimento sobre o Universo ainda é limitado, é verdade, mas pelo pouco que exploramos já conseguimos chegar a esta conclusão. Sob esta perspectiva, a vida na Terra, principalmente a humanidade, ganha um status quase que sagrado, pois é fruto de um processo contínuo de evolução que se arrasta há 4,5 bilhões de anos. Todos carregam esta bagagem compartilhada dentro de si. Quando enxergamos a vida desta forma, o ato de matar qualquer ser vivo ganha novas e gigantescas proporções.
Diante da vastidão do espaço e da imensidão do tempo, é uma alegria dividir um planeta e uma época com Annie. A frase é adereçada a Ann Druyan, esposa do astrônomo, mas poderia muito bem se aplicar a qualquer outra pessoa. A constatação é de um poder imenso. Apenas pense em como é improvável, nos termos de uma perspectiva cósmica, você e outro amontoado de átomos que formam um ser consciente terem a chance de interagir um com o outro, em um minúsculo planeta chamado Terra e em um período de tempo específico. Reflita: são mais de 100 bilhões de galáxias em nosso Universo, que existe há pelo menos 13,8 bilhões de anos.
Nós somos, cada um de nós, um pequeno universo. Um assunto abordado com frequência por Carl Sagan era a dimensão das coisas muito pequenas, como aquelas que compõem nossos corpos. Ele frequentemente colocava o minúsculo em escala com o gigantesco, equiparando, por exemplo, a quantidade de átomos em uma molécula de DNA com a de estrelas em uma galáxia típica. É uma forma elegante de demonstrar como somos muito pequenos e muito grandes ao mesmo tempo. Em uma outra comparação do gênero, dizia que existem mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todas as praias da Terra.
O Universo não parece nem benigno nem hostil, mas meramente indiferente às preocupações de criaturas tão insignificantes como nós. O cientista defendia que era melhor tentar se agarrar à realidade do jeito que ela realmente é do que persistir em ilusões, por mais reconfortantes que elas sejam. No fundo, ele queria dizer que, por menos acolhedor e mais adverso que o cosmos possa nos parecer, a verdade é que ele opera independentemente de nossos desígnios. Seremos nós que sempre vamos precisar nos adaptar ao Universo se quisermos sobreviver nele, e não o contrário. A chave para esta adaptação estaria em tentar constantemente entender a natureza das coisas por meio da ciência.
O que sobrou da supernova SN1006c (Foto: nasa)
O céu nos chama. Se não nos autodestruirmos, um dia vamos nos aventurar pelas estrelas. A exploração espacial era um tópico especialmente caro a Sagan, e ele próprio participou de diversos projetos da NASA, como o da sonda Voyager 1, que deixou recentemente o Sistema Solar. Em sua concepção, os poucos milênios de vida sedentária da humanidade não apagaram nosso instinto por explorar novos lugares e expandir nossos horizontes, traços típicos das sociedades voltadas para a caça e coleta. Ele acreditava que o gosto pela exploração era uma herança evolutiva para aumentar as chances de sobrevivência de nossa espécie, e que portanto, cedo ou tarde, vamos nos espalhar pelo espaço.
Toda civilização sobrevivente é obrigada a se tornar viajante espacial, pela razão mais prática que se pode imaginar: manter-se viva. A ideia da expansão pelo espaço no pensamento do astrônomo não se reduzia a um capricho meio romântico ou então à tendência humana de explorar. Ela tinha mais a ver com uma espécie de instinto de sobrevivência. Não é tão difícil de entender este argumento: se a humanidade inteira está confinada na Terra e algo acontece com o planeta, estamos condenados à extinção. Asteroides são uma grande ameaça, mas nosso próprio sol pode nos engolir daqui a 5 bilhões de anos, quando seu combustível acabar e ele virar uma gigante vermelha.
Uma das grandes revelações da era da exploração espacial é a imagem da Terra, finita e solitária, de alguma forma vulnerável, transportando a espécie humana inteira pelos oceanos do espaço e do tempo. Entre as mensagens inspiradas pela ciência mais belas da história certamente está Pale Blue Dot (pálido ponto azul), de autoria de Carl Sagan. Pouco depois de a sonda Voyager  1 ultrapassar Saturno, foi ele quem deu a ideia de tirar uma foto da Terra, que dali aparecia como um pixel azul suspenso em um raio de sol. Ou então um grão de areia suspenso no céu da manhã, como ele mais tarde interpretou. Entre as muitas formas que podemos enxergar nosso frágil planeta, uma delas é como uma nave, que sempre nos transportou pelo espaço e pelo tempo.
Esta é realmente uma publicação fantástica, a meu ver! Por isso não tinha como não compartilhar aqui no blog com vocês! Um mol de abraços a todos!!

Filme: "O Segredo do Abismo" e Química Orgânica

Olá pessoal.
O material que estou disponibilizando hoje, refere-se ao filme "O Segredo do Abismo", indicado em sala de aula. 
Para saber um pouquinho mais sobre os PERFLUOROCARBONOS citados no filme, e sua utilização, acesse: 
Ventilação Líquida: da ficção à realidade., e leia o Ensaio escrito por Cristiano Feijó Andrade, Luiz Alberto Forgiarini Junior (doutorando) Programa de Pós-graduação em Ciências Pneumológicas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Paulo Francisco Guerreiro Cardoso Departamento de Cirurgia, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Segue logo abaixo o arquivo para ser lido on-line, para quem preferir.


Logo abaixo estão algumas poucas questões, de situações que gostaria que fossem melhor observadas no decorrer do filme. e respondidas EM SEU CADERNO (perguntas e respostas), combinados?!

1)No início do filme, quando uma equipe de americanos se reúne para tentar resgatar sobreviventes 
do submarino nuclear russo afundado, uma das personagens cita aos militares um tipo de “síndrome” que ataca pessoas quando estão em altas profundidades. 
Essa síndrome recebe o nome de “Síndrome de alta pressão”, a qual, justamente um dos militares passa a sofrer. 
Descreva quais os sintomas apresentados por quem passa a sofrer por esse tipo de síndrome.

2)Para mergulhos em alta profundidade, utiliza-­se um líquido de coloração meio rósea, réplica 
sintética do líquido amniótico que respiramos na placenta de nossas mães por 9 meses. 
Sobre esse líquido, responda:
a)Quais as diferenças entre ele e a água comum? Por que não afogamos quando o inalamos?
b)Trata­-se de um perfluorocarbono. A qual “função” química estudada, pertence essa substância?c)Por que se utiliza esse tipo de líquido em profundidades muito altas ao invés dos cilindros comuns de oxigênio?

3)Após a leitura do Ensaio publicado na Revista Ciência Hoje [volume 44 nº260 – “Ventilação Líquida: da   ficção   à   realidade”]   pode-­se   perceber   novas   utilizações   para   os   perfluorocarbonos.
Cite a(s) fornecida(s) no Ensaio, e sugira outra forma de utilização, em benefício humano.

4)Diferencie implosão de explosão.

5)O submarino nuclear de que se trata o filme trazia em si algumas ogivas nucleares, que o tornavam de grande risco. Em um determinado momento, os militares fizeram uma comparação [em nível de potência], entre as ogivas [ou mísseis] que ali estavam, e a Bomba de Hiroshima. Identifique a comparação sugerida:
a) 4  Hiroshimas                            
b) 5  Hiroshimas                               
c) 8  Hiroshimas                               
d) 10  Hiroshimas

6)Para   que   não   viesse   a   óbito   por  hipotermia,   uma   de   nossas   personagens   sofreu   um   afogamento espontâneo   para   ser   remanejada   para   um   novo   ambiente,   onde   haveria   maior teor   de   oxigênio   para respirarem, e maior aquecimento, e onde seria novamente re-­acordada.
Defina o que vem a ser hipotermia.  


Sinopse e detalhes do Filme



Uma equipe de uma platorma civil de exploração de petróleo se vê repentinamente com a missão de tentar resgatar o USS Montana, um submarino nuclear que afundou misteriosamente com 156 tripulantes e, após o ocorrido, não houve mais contato. A plataforma é usada para a "Operação Salvo", a operação de resgate que visa resgatar a tripulação do Montana, pois apesar de saberem onde está o submarino um furacão se aproxima e, assim, a Marinha não terá tempo hábil de chegar ao local. Com isso, a equipe da plataforma se torna a melhor opção para realizar o salvamento, ficando acertado que o tenente Coffey (Michael Biehn) supervisionará as operações. Entretanto, Bud Brigman (Ed Harris), um mergulhador que chefia a plataforma, diz à operação que acaba de pressentir que sua equipe corre perigo, mas Brigman não poderia imaginar que iria se deparar com algo totalmente surpreendente.

CURIOSIDADES SOBRE O FILME


Formato pioneiro

O Segredo do Abismo foi o primeiro filme lançado no formato de laserdisc, uma espécie de proto-DVD.
Prêmios
- Ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado em outras 3 categorias: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Som.
Literatura e cinema
Ainda antes do início das filmagens de O Segredo do Abismo, o diretor James Cameron entrou em contato com o escritor Orson Scott Card sobre a possibilidade de produzir um livro sobre a história do filme que iria realizar. Ao saber da proposta através de seu agente Card inicialmente a descartou, dizendo que não fazia "novelizações" de filmes. O escritor mudou de idéia após saber que o pedido havia sido feito por Cameron, mas exigiu do diretor que tivesse liberdade para desenvolver a "novelização" da maneira como achasse melhor. Após um encontro com Cameron, Card escreveu três capítulos que apresentavam os personagens Bud e Lindsay Brigman em um período anterior ao que é mostrado no filme. Após receber tais capítulos, James Cameron os entregou aos atores Ed Harris e Mary Elizabeth Mastrantonio, no intuito de ajudá-los na composição de seus personagens.
Diplomados
Todos os atores de O Segredo do Abismo tiveram que obter certificados de mergulhadores antes do início das filmagens.
Entrega total
A grande maioria das cenas de O Segredo do Abismo foram realizadas pelos próprios atores do elenco, e não por dublês.
Para vê-los e ouvi-los melhor
As máscaras de mergulho utilizadas foram desenhadas especialmente para o filme, de forma a permitir a melhor visualização das faces dos atores. Dentro das máscaras foram ajustados microfones que permitiram que os diálogos ditos pelos atores fossem captados e utilizados no filme. Os sons feitos pelos reguladores das máscaras foram também gravados, mas posteriormente eliminados na edição de som.
Estrutura recorde
Grande parte das filmagens subaquáticas de O Segredo do Abismo foi realizada em um tanque de reator nuclear ainda em construção em Gaffney, na Carolina do Sul. Lá também foi construído o maior set de filmagens subaquático já feito até então, em um tanque de 7 milhões de galões d'água.
Adversidades
O tanque utilizado em O Segredo do Abismo tinha 40 pés de profundidade, mas como tinha muita luz na superfície a produção foi obrigada a construir um "tampão gigante" e ainda colocar bilhões de minúsculas bolhas pretas de plástico para bloquear a luz. Durante uma violenta tempestade o "tampão" acabou sendo destruído, o que fez com que o restante das filmagens ocorresse à noite.
O dilema da citação
A versão original de O Segredo do Abismo a ser exibida nos cinemas foi forçada a retirar do início do filme, ainda antes do surgimento dos créditos, a frase de Nietzsche que dizia "...when you look long into an abyss, the abyss also looks into you" (traduzindo, "quando você olha por muito tempo dentro do abismo, o abismo também olha dentro de você"). O motivo por tal retirada foi que esta mesma frase fora utilizada em Inocente ou Culpado (1988), sendo que Cameron queria evitar as acusações de imitação em seu filme. Entretanto, tal frase foi incluída na versão do diretor, lançada anos depois.
Tanque preservado

Devido a questões financeiras, o set de filmagens subaquático de O Segredo do Abismo nunca foi desmontado. Ele permanece montado no tanque de reator nuclear da Carolina do Sul, agora esvaziado, sendo que a Fox colocou ao seu redor diversos avisos a possíveis curiosos e fotógrafos de que aquele material é de sua propriedade e que fotos e filmagens são proibidas de acordo com a lei do copyright.
Director's cut
Em 1992 foi lançada uma versão alternativa chamada O Segredo do Abismo - Versão do Diretor, que continha 28 minutos de material extra em relação à versão original do filme.

O Segredo do Abismo : Poster


Bom filme e um ótimo trabalho!!

     “Abandonar a Ciência é o caminho de volta à pobreza e ao atraso.” 
[Carl Sagan]     


Loading...