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Fantabuloso!! Mind Blowing! ...Earth Compared To The Rest Of The Universe - Amazing G...

Vale a pena assistir!
E, depois das comparações propostas...me digam: Ainda acham que estamos sozinhos neste Universo inteiro????

Entenda a história d'O Guia do Mochileiro das Galáxias

Você acorda em uma bela manhã, senta-se para tomar o café e percebe um alvoroço no seu quintal. Eis, então, que você percebe que está prestes a ter a sua casa demolida por empreiteiros para a construção de uma via expressa. Do nada, um velho amigo aparece dizendo que vocês precisam dar no pé o mais rápido possível e que ele não tem como te explicar agora, mas pede para que você confie nele. Maneiro, não?
É assim que começa, uma das mais incríveis jornadas pelo espaço-tempo-nonsense e não estamos falando de Doctor Who. Sim! É Ele! Nada mais, nada menos que as aventuras de Arthur Dent e Ford Prefect ou como é mais conhecido: O Guia do Mochileiro das Galáxias. Acredite: você não vai querer sair de carona pelo espaço sem ele.

Como nasceu O Guia do Mochileiro das Galáxias

Esta série de ficção-científica-space-ópera-cômica foi concebida em 1978 por Douglas Adams, como uma rádio-novela, depois compilada em livros a partir de 1979. A série foi exibida em live action em 1981, e em 2005 ganhou um filme.
O Guia do Mochileiro da Galáxias narra as aventuras de Arthur Dent que, por motivos de: Vogons explodem a Terra para dar espaço à construção de uma passagem espacial, se vê forçado a fugir do planeta, com o seu estranho amigo Ford Prefect.
Seu companheiro é, na verdade, um alienígena, colaborador e escritor para uma das maiores revistas espaciais do universo voltada para caroneiros interespaciais, “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. A revista tem bilhões de tiragens, e é uma tela com milhões de dicas e verbetes, com uma frase escrita em letras garrafais em cores berrantes DON’T PANIC (Não entre em Pânico) – que serve de conselho para todas as situações que o mochileiro pode vir a passar.
Com poucos segundos para saber o que está acontecendo, Arthur parte para uma grande aventura à bordo do Coração de Ouro pilotada por Zaphod Beeblebrox e Trillian – uma garota que é uma antiga paixão de Dent. Como não estavam fazendo nada de interessante até o momento, eles partem em busca da pergunta para a “Questão da Vida, o Universo e Tudo mais”, cuja a resposta todos já sabem.
Um livro filosófico
Não se enganem, O Guia do Mochileiro da Galáxias é um livro altamente filosófico cheio de insights e questões sobre a vida e a existência em suas várias camadas. Além de contar com o robô depressivo mais querido do mundo: o Marvin! Ele também tem ótimas piadas, diga-se de passagem. Tudo isso sem perder a toalha. Toalha? Sim um dos objetos mais versáteis de toda a galáxia. Se você consegue cruzar o universo sabendo onde a sua toalha está, você é o cara.


Episódios do Nerdologia + Documentário THC

Boa tarde QUIMILOKOS de plantão!!
Nesta postagem de hoje deixarei algumas dicas para melhor compreender o Filme Interestelar, que foi passado em sala de aula, mas que poderá auxiliar também aqueles que não tiverem (e nem tem, rsss) aula comigo, mas acompanham este meu blog!

Primeiramente dois vídeos do canal NERDOLOGIA do youtube:

1 - Buracos Negros

2 - A Física de Interestelar


Deixarei também o Documentário passado em aula "O Universo além do Big Bang"


Além do mais, lembrem-se dos Mitos Cósmicos de Criação citados em aula, Indiano, Egípcio, Chinês...em especial o Nórdico, representado através da Série Vikings (que você encontrará no Episódio de número 5 da Primeira Temporada), e o trecho recortado do Filme NOAH - ambos também disponíveis no youtube.


Bom, acho que vocês têm bastante coisa para fazer já, não é mesmo?!
Um ótimo trabalho a todos!
E, em especial aos meus alunos agora: não quero as atividade em folhas avulsas, ok?! Quero ele todo respondido (perguntas e respostas) em seu próprio caderno, o qual recolherei em sala!
Um mol de abraços!!

QUESTIONÁRIO

O Guia do Mochileiro das Galáxias
Interestelar
O Universo além do Big Bang
As aventuras de Peabody e Sherman
Química Orgânica - Física


1 - No início do primeiro livro da série, “O guia do mochileiro das galáxias”, Arthur Dent descobre que a Terra está prestes a ser destruída, mas consegue escapar por pouco. Onde o personagem trabalhava antes de deixar seu planeta natal para sempre?

2 - O primeiro livro conta que a Terra foi destruída em uma quinta feira pelos Vogons, uma raça de criaturas mal-humoradas, burocráticas, intrometidas e insensíveis. Afinal, porque eles tiveram que demolir o planeta? 

3 - Segundo o Guia, um mochileiro interestelar deve sempre carregar certo objeto, que pode ter inúmeras utilidades, inclusive nas batalhas corpo-a-corpo. Que objeto é este? Cite, pelo menos 3 utilizações diferentes apresentadas no Guia.

4 - O peixe-babel é uma criatura incrível que, quando introduzido no ouvido de alguém, lhe permite compreender tudo o que for falado em qualquer outra língua. Atualmente, já existem equipamentos sofisticados, semelhantes a fones de ouvido, que possuem a mesma função do peixe-babel (http://super.abril.com.br/tecnologia/este-fone-de-ouvido-faz-traducao-simultanea/). Do que esse animal, citado no livro, se alimenta?

5 - A nave Coração de Ouro é um dos principais veículos apresentados na história. Ela foi construída no planeta Damogran e roubada por Zaphod Beeblebrox, que era o presidente da galáxia. A nave se move graças a um sistema inovador. Que sistema é esse? Descreva seu funcionamento. Em seguida faça uma comparação às “viagens” através de buracos negros e de buracos de minhocas (Dica: “velocidade de dobra”).

6 - Entre os vários lugares visitados por Arthur Dent universo afora está o planeta Magrathea. O que havia de tão importante e significativo lá?

7 – De acordo com o livro, um supercomputador nos informou de que a resposta para a Grande Questão da Vida, o Universo e Tudo Mais é 42 (só falta saber qual é a pergunta). Qual era o nome desta máquina? De que maneira ela funcionava?

8 – O Guia do Mochileiro possui um verbete para falar sobre “o melhor drink do universo” - aquele que provoca um efeito semelhante a ter o crânio esmagado por uma fatia de limão envolvida em uma barra de ouro de bom tamanho. Que bebida é essa? Identifique no Guia, trechos que falem acerca da substância álcool.

9 – “O zerézimo de segundo durante o qual o buraco existiu teve as mais improváveis repercussões no passado e no futuro. Num passado remotíssimo, ele causou perturbações profundas num pequeno grupo aleatório de átomos que cruzavam o espaço vazio e estéril, fazendo com que se agrupassem das maneiras mais extraordinárias. Estes agrupamentos rapidamente aprenderam a se reproduzir (era essa uma das características mais extraordinárias deles) e acabaram causando perturbações muito sérias em todos os planetas onde foram parar. Foi assim que começou a vida no Universo.” (Douglas Adams).
Faça uma pesquisa e encontre pelo menos duas Teorias de Origem do Universo diferentes. Em seguida, dê a definição de cada uma delas. Por fim, faça uma analogia ao que é proposto/citado no Guia do Mochileiro das Galáxias.
 
10 – No decorrer das aulas falamos a respeito de algumas Teorias e Mitos. Qual a diferença entre uma “Teoria Cosmológica de Origem do Universo” e um “Mito Cósmico de Criação”? Na questão anterior você pesquisou sobre algumas Teorias, agora, encontre pelo menos três Mitos de Criação diferentes, e reconte-os. Ao final da recontagem, ilustre (seja por imagem colada ou desenhada).

11 – A definição de vida é motivo de muitos debates. Segundo a Química e a Física, o início da vida na Terra deu-se com:
a) o big bang, que deu origem ao universo e consequentemente à vida.
b) o aumento dos níveis de O2 atmosférico, que permitiu a proliferação dos seres aeróbios.
c) o surgimento dos coacervados, os quais, em soluções aquosas, são capazes de criar uma membrana, isolando a matéria orgânica do meio externo.
d) o surgimento de uma bicamada fosfolipídica, que envolveu moléculas com capacidade de autoduplicação e metabolismo.
e) o resfriamento da atmosfera, que propiciou uma condição favorável para a origem de moléculas precursoras de vida.

12 – Em relação ao documentário apresentado em sala de aula, “O Universo além do Big Bang”, por que o pesquisador Michio Kaku diz que o nome BIG BANG seria inadequado para descrever a teoria que recebe esse nome?

13 – Três questionamentos, no mínimo, ainda não são respondidos pela Teoria do Big Bang. Aponte-os.

14 – Foram apresentadas em sala também algumas teorias sobre Buracos Negros e Buracos de Minhocas, juntamente com a proposta de assistir aos filmes: “Interestelar” (exibido na escola) e “As aventuras de Peabody e Sherman” (proposto para casa), filmes estes que apontam algumas destas teorias. Elenque as teorias citadas em ambos os filmes e, em seguida, dê a definição de cada uma.

15 – No decorrer da história de “Interestelar”, é apresentado outro sistema solar com planetas ditos ‘promissores’ à vida, para que as pessoas do planeta Terra possam ser realocadas. O planeta com os melhores dados apresentados foi o do Dr. Man. Apesar de terem sido forjados por ele, os dados indicavam uma atmosfera daquele planeta muito semelhante à do nosso. Cite, pelo menos, 3 componentes apresentados, e o motivo de sua importância à vida.

16 – Um conceito interessante que surge a partir dos estudos sobre o filme Interestelar é o de “espaguetificação”. Determine este conceito e, em seguida, dê uma explicação química para o que acontece com um determinado corpo ao entrar em um Buraco Negro (Dica: Nerdologia).

17 – O estudo das estrelas, do universo e toda sua origem e constituição nos auxilia no estudo das partículas. Faça uma breve pesquisa e encontre pelo menos outras 4 partículas que constituem um determinado átomo, que não sejam: prótons, elétrons e nem nêutrons. Conceitue e exemplifique cada partícula escolhida (Dica: “George e o segredo do Universo”).

18 – Cite pelo menos 3 pesquisadores (filósofo, alquimista, físico, químico, astrofísico...) apresentados durante este período de estudo, fazendo uma breve biografia de cada um.
19 – Qual a relação entre estudar/observar a origem do universo e também de nosso planeta e da vida em si, com a Química, especificamente a Química Orgânica?

20 – Antes de ser denominada “Química do Carbono”, a química orgânica era classificada como a “Química dos seres vivos”. Baseados em que teoria foi atribuída essa denominação?

 











“O espaço é grande. Grande, mesmo.
Não dá pra acreditar o quanto ele é desmesuradamente
inconcebivelmente estonteantemente grande.”
(Douglas Adams)

Caro aluno de 3º ano do CPMG - AYRTON SENNA: O Questionário deverá estar COLADO  e RESPONDIDO em seu caderno!!
O caderno será recolhido IMPRETERIVELMENTE no dia 08 de março e 2017.



Introdução à Química Orgânica - Turmas de 2017

A expressão “química orgânica” tem origem no século XVIII, quando se acreditava que os compostos de carbono só poderiam ser obtidos de organismos vivos [Teoria da Força Vital]. A primeira separação da Química em Inorgânica e Orgânica ocorreu por volta de 1777. Essa separação foi proposta pelo químico alemão Torbern Olof Bergman (1735-1784), que definiu:

· Química Inorgânica é a parte da Química que estuda os compostos extraídos dos minerais.
· Química Orgânica é a parte da Química que estuda os compostos extraídos de organismos vivos.

Com base nessa definição, Jöns Jacob Berzelius (1779-1848) formulou a Teoria da Força Vital, ou Vitalismo, segundo o qual os compostos orgânicos necessitavam de uma força maior, a vida, para serem sintetizados.
            Em 1828, um aluno de Berzelius, Friedrich Wöhler (1800-1882), derrubou essa Teoria, sintetizando em laboratório a uréia, CO(NH2)2 , um composto orgânico integrante do suor e da urina dos animais, pelo simples aquecimento de um composto inorgânico extraído de minerais, o cianato de amônio , NH4OCN.
     Δ
NH4OCN → O = C(NH2 )2

Abandonada a Teoria da Força Vital, a denominação deixou de ter sentido, porém foi mantida por tradição.
A Química Orgânica está intimamente ligada à vida na Terra. Se os compostos de carbono fossem removidos do corpo humano, não restaria mais do que água e alguns resíduos de minerais. O mesmo aconteceria com qualquer organismo vivo.
Carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, hormônios, enzimas e muitos remédios são compostos orgânicos. Da mesma maneira, plásticos, perfumes, aromatizantes, sabões, detergentes, borracha e outra infinidade de matérias contêm compostos orgânicos. Percebeu-se então que a definição de Bergman para a Química Orgânica não era adequada. Devido à presença constante do carbono nos compostos orgânicos conhecidos na época, como a uréia, o ácido tartárico, a glicerina, o ácido cítrico e o ácido lático, dentre outros, o químico alemão Friedrich August Kekulé (1829-1896) propôs em 1858 a definição aceita atualmente:

Química Orgânica é a parte da Química que estuda praticamente todos os compostos do elemento carbono.

Desse modo, a Química Inorgânica é a parte da Química que estuda os compostos dos demais elementos e alguns poucos compostos do elemento carbono, que são denominados compostos de transição. Esse pequeno grupo de compostos, chamados de transição, possui o carbono, mas tem propriedades semelhantes às dos compostos inorgânicos. Dentre eles podemos citar o gás carbônico, o monóxido de carbono, o cianeto de hidrogênio e o isocianato de hidrogênio.

            Com a síntese da uréia, Wöhler deu início a um grande campo de pesquisa, o das sínteses orgânicas. Hoje são conhecidos por volta de 7 milhões de compostos orgânicos contra 200 mil inorgânicos.
  • Comparecendo com apenas 0,08% em massa do planeta e aproximadamente 12% nos seres vivos, o que torna o carbono um elemento químico tão especial?
  • Se os compostos de carbono podem ser sintetizados em laboratório, por que estudá-los separadamente dos compostos inorgânicos?
POSTULADOS DE KEKULÈ
A segunda metade do século XIX presenciou o nascimento das primeiras concepções realmente consistentes sobre estruturas químicas. Em 1852, o químico inglês Edward Frankland [1825-1899] publicou um trabalho em que aparecia a expressão valência [do latim valentia = que tem força, poder]. Segundo Frankland, cada átomo teria o poder de ligar-se a um número fixo de outros átomos, ou seja, a uma certa valência. O hidrogênio, por exemplo, teria valência 1, e o oxigênio, valência 2. Isso permitia prever que a fórmula da água poderia ser H – O – H , ou seja H2O. 
Oito anos mais tarde, em 1860, o químico italiano Stanislao Cannizzaro [1826-1910] mostrou que substâncias diferentes poderiam ter a mesma proporção de átomos, ou seja, a mesma fórmula mínima. Assim, tanto o etileno como o ciclohexano, poderiam apresentar a fórmula CH2. Foi a partir dessa observação que nasceu a diferença entre a fórmula mínima (CH2) e a fórmula molecular: C2H4 (etileno) e C6H12 (ciclohexano).
Mas qual seria a geometria das moléculas, ou seja, como poderiam ser construídas as fórmulas estruturais espaciais?
            Entre 1858 e 1861, praticamente na mesma época dos trabalhos de Cannizzaro, vários cientistas elaboravam outras teorias sobre estruturas moleculares. Foi assim que o químico inglês Archibald Couper [1831-1892] sugeriu que cada valência do átomo fosse indicada por um traço, dando origem à fórmula estrutural plana, também conhecida no meio científico como fórmula de Couper. Na mesma época, mas de maneira independente, surgiram trabalhos semelhantes, como o do químico alemão August Kekulé.

            Para explicar a razoável quantidade de compostos orgânicos já conhecidos, alguns com fórmulas moleculares semelhantes, Kekulé propôs hipóteses extraordinárias:
  •  O carbono teria quatro valências.
  •  Os átomos de carbono poderiam formar cadeias.
  •  Os átomos de carbono poderiam unir-se entre si, utilizando uma ou mais valências. [Surgia assim o conceito de ligação simples, dupla e tripla].
# A estrutura tetraédrica do Carbono

Apesar de as propostas de Couper e Kekulé serem de grande importância, eram apenas fórmulas planas, em duas dimensões. Colocou-se, então, a seguinte questão: essas fórmulas corresponderiam às geometrias reais das moléculas? Ou seja, de que maneira os átomos estariam efetivamente dispostos no espaço?
As primeiras respostas surgiram 15 anos depois, com os trabalhos independentes do químico holandês Jacobus H. Van’t Hoff [1852-1911] e do químico francês Joseph Achille Le Bel [18471930].

            Em 1874, esses jovens cientistas propuseram um conjunto de hipóteses, de elevada criatividade e profunda importância para o futuro da Química Orgânica.
Veja:
·         As quatro valências do carbono estariam dirigidas para os vértices de um tetraedro.
·         As quatro valências seriam espacialmente equivalentes.
·         As ligações simples, dupla e tripla seriam correspondentes a diferentes formas de união entre dois
tetraedros. 

Cientistas descobrem molécula de carbono com 6 ligações
Nas aulas de química aprendemos que carbono só pode formar quatro ligações, porque só tem quatro eletrões compartilháveis. No entanto, parece que essa regra já não se aplica.
Um grupo de cientistas confirmou a existência de uma molécula de carbono exótica que pode formar seis ligações – o que significa que a Teoria da tetravalência do Carbono está ultrapassada.
Figura 1-Modelo tradicional da molécula de carbono
Em 1973, investigadores alemães propuseram que poderia ser teoricamente possível criar uma molécula de carbono com seis ligações, usando hexametilbenzeno anel hexagonal plano consiste em seis átomos de carbono (cinzentos), que se ligam a seis “braços” de carbono extra e aos átomos de hidrogênio (brancos).
Os átomos de carbono formam uma ligação com três outros átomos de carbono, ou uma ligação com um carbono, e três átomos de hidrogênio.
Numa ligação típica, são compartilhados dois elétrons – um de cada átomo. Os eletrões restantes que não são compartilhados permanecem no meio do anel para reforçar as ligações existentes.
Figura 2-Molécula de hexametilbenzeno
Jynto / Wikimedia

No passado, os cientistas alemães questionaram o que aconteceria se a molécula de hexametilbenzeno perdesse dois elétrons.
Os especialistas propuseram que isso forçaria a molécula a formar uma versão muito menos estável, positivamente carregada, de si mesma, que basicamente colapsaria numa espécie de pirâmide.
Como o composto só é estável quando criado em ácido extremamente potente, ninguém tinha verificado a forma da molécula, até agora.
Uma equipe de cientistas liderada pelo químico Moritz Malischewski, da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, decidiu tentar sintetizar uma molécula de hexametilbenzeno para confirmar a sua estrutura.
Assim que o composto cristalizou, a equipa usou raios-X para criar um modelo 3D, e descobriu que dois elétrons tinham sido empurrados para fora da estrutura, o que mudou dramaticamente o seu interior.

(dr) Moritz Malischewski, Konrad Seppelt
Figura 3-Pirâmide de carbono de cinco lados
Um átomo de carbono saltou do anel e adquiriu uma nova posição no topo, transformando a forma hexagonal numa pirâmide de carbono de cinco lados. Como resultado, o carbono em cima da pirâmide estava ligado a seis outros átomos de carbono – cinco no anel abaixo, e um acima.
No entanto, o estudo publicado na revista Angewandte Chemie revela que estas seis ligações de carbono não são tão fortes ou estáveis como as quatro ligações da maioria dos compostos.

A confirmação de uma teoria com 40 anos significa que os especialistas têm, agora, a certeza de que a ligação de carbono é muito mais complexa do que pensávamos – e que há a possibilidade de existirem estruturas moleculares ainda mais estranhas.

  
 REFERÊNCIAS:

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