Quimilokos de Plantão!

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Tabela Periódica em Miniatura

Olá olá olá pessoas!
É com muito prazer que apresento à vocês hoje um trabalho maravilindo produzido pela Mariana Mantovani.
Ela trabalha com biscuit, e desenvolve uns kits com elementos químicos da Tabela Periódica!
Ela também os vende separadamente!
São fofiiissimos!
^^!
O objetivo maior do Projeto dela é fazer a Tabela Periódica, com cada átomo com 1 cm x 1 cm. Já foram feitas 4 famílias (alcalinos, lcalino-terrosos, halogênios e gases nobres), cada uma com uma característica para indicar o período: cor, formato, número de antenas, olhos...
Gente VALE A PENA!!
A Mariana é Química, recém-formata pela Unifesp, e muito de seu mateial pode ser visualizado em: https://www.facebook.com/pages/Atto-Biscuit/446441265406952

ALCALINOS

GASES NOBRES
 Um mol de abraços a todos!!!

Festival do Minuto


FESTIVAL DO MINUTO lança concurso com o tema “Ciência”
Os melhores vídeos concorrem a R$ 10 mil em prêmios 
As inscrições vão de abril a 30 de agosto 
São aceitos vídeos de qualquer formato e que tenham até 60 segundos de duração

“Ciência”. Nos deparamos com ela nas mínimas coisas do dia a dia – da lâmpada elétrica ao telefone celular, do banho quente aos tratamentos de saúde, da conservação ambiental ao uso da internet. Por isso, o termo pode trazer inúmeras ideias! É nisso que aposta o concurso do Festival do Minuto, que conta com o apoio da FAPESP e está em sua segunda edição.
Para participar, nada melhor do que deixar a imaginação fluir sobre qualquer ciência, seja ela exata, humana ou sobre a vida. Ciência da computação, engenharia, física, matemática, química, zootecnia, botânica, biologia, antropologia... E, como sempre, valem vídeos de até 60 segundos em qualquer formato: filmes de animação, vídeos feitos com câmeras digitais, celular, ipad etc. O que importa, mais uma vez, é a criatividade. O concurso segue aberto até o dia 30 de agosto. Ao todo serão entregues R$ 10 mil em prêmios. 
Os interessados - de todas as idades e de qualquer parte do mundo – podem inscrever seus vídeos. Regulamento e informações, além do envio do vídeo, estão disponíveis no site www.festivaldominuto.com.br.
Lembrando que quem tem até 14 anos deve se inscrever pelo Minuteen - www.minuteen.com.br, espaço dedicado a crianças e adolescentes que estão começando a familiarização com equipamentos digitais.
E há ainda o www.escoladominuto.com.br que dá dicas de como realizar um vídeo de 1 minuto. Trata-se de um portal que, após o preenchimento de um cadastro simples e rápido, exibe depoimentos de realizadores e dicas do curador e diretor de cinema Marcelo Masagão. Ele fornece dicas para a pesquisa de temas, de softwares de imagem e som, de iluminação, entre outros tópicos importantes para a produção e orientação dos vídeos.

Sobre a FAPESP, apoiadora do concurso
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) é uma das mais importantes agências brasileiras de apoio à pesquisa científica. Criada em 1962, a FAPESP, ao longo dos seus 50 anos, concedeu cerca de 105 mil bolsas de pesquisa – da graduação ao pós-doutorado – e apoio a mais de 92 mil auxílios para pesquisadores do Estado de São Paulo. O apoio é dado a pesquisas em todas as áreas das ciências, bem como tecnologia, engenharia, artes e humanidades. A FAPESP também apoia pesquisas em áreas consideradas estratégicas para o País, por meio de programas em grandes temas, como biodiversidade, mudanças climáticas e bioenergia.
Para saber mais, acesse www.fapesp.br.

Sobre o Festival do Minuto
O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991, e propõe a produção de vídeos com até um minuto de duração. É, hoje, o maior festival de vídeos da América Latina e também o mais democrático, já que aceita contribuições de amadores e profissionais, indistintamente. A partir do evento brasileiro, o Festival do Minuto se espalhou para mais de 50 países, cada um com dinâmica e formato próprios. O acervo do Minuto inclui vídeos de inúmeros realizadores que hoje são conhecidos pela produção de longas-metragens, como os diretores Fernando Meirelles (Ensaio Sobre a Cegueira e Cidade de Deus,), Beto Brant (O Invasor, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios) e Tata Amaral (Antônia e Hoje).
Para saber mais, acesse www.festivaldominuto.com.br.

Aproximando os cientistas da sociedade

Texto de Mauro Rebelo
Publicado nas categorias: Divulgação Cietífica, Educação, Scienceblogs.
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O mundo hoje é diferente do que era há 5000 anos. Do que era há 500 anos. Do que era há 50 anos. Até mesmo do que era há 5 anos. Por causa da ciência.
Leopoldo De Meis mostrou que, desde que a ciência foi institucionalizada, o número de cientistas passou de algumas dezenas de pessoas que trabalhavam isoladasnos séc XIV e XV, para, nos dias de hoje, alguns milhões trabalhando em universidades e institutos de pesquisa, e publicando seus achados em revistas especializadas de circulação internacional. Os resultados dessas pesquisas transformaram completamente (exponencialmente) a sociedade. Passamos dos 5 km/h que conseguíamos alcançar com nossas próprias pernas à 200.000 km/h que alcançamos com foguetes capazes de nos levar a outros planetas. Nossa expectativa de vida aumentou de 15 anos no pleistoceno para 90 anos em países desenvolvidos depois que o cientista Pasteur mostrou,  no século XIX, a relação entre a contração de doenças e a higiene pessoal. E a população cresceu então de 1 bilhão de habitantes em 1800 para 2 bilhões em 1930, 3 em 1960 e 7 bilhões em 2012. Podemos transmitir texto, sons, imagens, dados de um canto a outro do planeta imediatamente através de cabos de fibra ótica no fundo dos oceanos e satélites em órbita no espaço.
Ainda assim, o que observamos nesse começo de século é uma sociedade cada vez mais distante da ciência. (veja ‘O que os brasileiros pensam da ciência?‘) Porque?!
A resposta para essa pergunta é complexa e o melhor que eu deveria fazer é ficar quieto, ao invés de arriscar uma resposta. “Mantenha-se discreto e nada de mau te acontecerá” dizia o saudoso prof. Tito Eneas Leme Lopes. Mas eu sou atrevido e vou dar o meu palpite. Para mim, a velocidade de produção de informação e, principalmente, de transmissão da informação, superaram, em muito, a velocidade de educação da população.
O processo educacional, há séculos, está focalizado em uma pessoa: o professor. Na grécia antiga, o ensino era para muito poucos: um professor ensinava de 3 a 4 pupilos e o método principal era a imitação. Depois vieram as universidades na idade média e ainda ali, apesar de discursos para uma dezena de pessoas, o ensino continuava sendo para poucos: aqueles que podiam entrar em contato direto com um mestre ou tutor. Foi apenas no século XIX, com a invenção do quadro negro por um Escocês, que o ensino pode ser ampliado e um professor podia transmitir seu conteúdo para dezenas de pessoas. Desde então apareceram o behaviourismo e o construtivismo, massificamos as formas de avaliação e aumentamos o número de professores e escolas, mas um professor continua ensinando ainda um número bastante limitado de alunos. Isso indica, para mim, que alcançamos o limite e não há como superar esse número com a escola tradicional.
(pausa para os professores na sala atirarem pedras no cientista)
A consequencia dessa deficiência no ensino é que, de certa forma, os cientistas modernos, apesar de todos os nossos meios de comunicação, estão mais isolados do que os cientistas estavam no  renascimento. Isso porque a sociedade, em geral, hoje em dia é tão incapaz de entender o que os cientistas fazem como era há 500 anos. (Veja ‘A universidade é o carrasco da ilusão da sociedade‘)
E assim criamos um paradoxo: as pessoas nunca usaram tanto a ciência (e a tecnologia), nunca foram tão dependentes da ciência e, ao mesmo tempo, nunca estiveram tão distantes dela. É como se os computadores, os tecidos, as viagens, os remédios, as comidas, os livros… como se tudo isso viesse de algo que não foi, em um passado recente, uma idéia de um pesquisador em um laboratório.
Parte da culpa é dos cientistas. Eles nunca se esforçaram muito para traduzir seus achados para a população, apesar da população pagar pela produção desse conhecimento científico. “Nos dêem financiamento e nos deixem trabalhar em paz. Afinal, vocês não entenderiam mesmo o que estamos fazendo” escreveu o biólogo Stephen J. Gould sobre essa ‘atitude arrogante’ do cientista em ‘Seta do tempo, Ciclo do tempo’. Essa postura arrogante não contribuiu para aumentar o diálogo com a população. Mas é verdade que não foi só com arrogância que se construiu essa falta de diálogo. Uma certa timidez de muitos cientistas e um tanto de excentricidade de outros, ajudaram a criar um esteriótipo pouco atraente para a sociedade. Em nossa defesa, tenho que dizer, mesmo sob o risco de alimentar a imagem arrogante, que não podemos ignorar o fato da ciência ser difícil (sem tirar o mérito de ser Loira do Tchan, que eu também acho difícil), e que o público leigo tem mesmo dificuldade de entender, e que não podemos fazer muito com relação a isso. Trabalhamos com coisas pouco intuitivas, intangíveis e altamente especulativas. A industria do entretenimento, por exemplo, trabalha justamente com o oposto: nossos sensibilidade inata para a fofoca (veja ‘Ti-ti-ti! A fofoca como instrumento de ensino‘), a beleza (veja ‘A beleza nas letras‘ ) e o medo (veja ‘Por que as pessoas sentem medo?‘). Por isso Big Brother, Paris Hilton e Crepúsculo fazem tanto sucesso. Em uma sociedade sem mentes preparadas pela educação para entender a ciência, os cientistas continuarão isolados.
Ainda há, acredito eu, três outros fatores que contribuem para aumentar essa distância entre a ciência e a sociedade.
O primeiro fator é o mais delicado, o mais perigoso, e o que impõe o maior desafio para o cientista que quer se comunicar com o grande público: É o fato da ciência requerer um rigor que nós, pessoas leigas, não queremos nas nossas vidas. Na verdade, um rigor que não podemos ter. Grande parte dos nossos problemas, no dia-a-dia, são resolvidos por empirismo e intuição. O cientista tira das pessoas as certezas construídas por essas duas forças, sem colocar nada no lugar! Quero dizer, o que a ciência tem a oferecer para colocar no lugar do vazio da morte da ilusão (que é o incrível prazer de compreender o incompreensível e a avassaladora paz de espírito de fazer parte de algo tão maior do que nós mesmos que a nossa própria linguagem é incapaz de expressar com precisão), está fora do alcance da maioria das pessoas. Não falo isso com arrogância. Aprendi com o Millor que “somos todos ignorantes, apenas assuntos diferentes”. Eu mesmo não posso explicar pra vocês o Bóson de Higgs ou os fenômenos quânticos do emaranhamento e da sobreposição porque eu, simplesmente, não sei. Não sei porque é muito difícil e pra entender temos que ter muitos e mãos anos estudando e preparando a nossa mente para compreensão desses conceitos. E dificilmente podemos fazer isso sem que afete a maneira como vemos o mundo de forma geral, nossa vida cotidiana, nossos hábitos, nossa alimentação, nosso corpo e nossos relacionamentos com outras pessoas. “Mauro, você tem que entender que as pessoas não entendem bem uns 95% do que você fala” me disse uma vez uma amiga querida. Conversar com um cientista pode ser irritante por causa do rigor que ele aplica mesmo a eventos banais do cotidiano. Da mesma forma que pode ser irritante para o cientista conversar com pessoas leigas que acreditam em superstições e outras formas de pensamento que não requerem o mesmo rigor de análise do método científico. E talvez estejam certos! Fomos feitos para buscar alimento, buscar abrigo, reproduzir, fugir ou lutar e nosso cérebro não está planejado ou preparado para entender a teoria das supercordas, a matéria escura ou o nosso próprio cérebro. Em certo aspecto, eu mesmo me pergunto se não exageramos na nossa ansia de ‘entender’ tudo. Os seres humanos são capazes de coisas maravilhosas como a Nona Sinfonia de Beethoven, Hamlet de Shakespeare e o gol do Roberto Dinamite no Botafogo em 1976; que mostram que a ciência não pode nos dar tudo que precisamos para viver bem. Mas se quisermos dar a população tudo o que a ciência tiver a oferecer para que eles possam viver melhor, vamos ter que encontrar uma forma melhor de nos comunicarmos com eles.
O que me leva ao segundo ponto: aumentamos os nossos meios de comunicação, mas não sabemos ainda como nos comunicar. A escola, e principalmente a universidade, tem feito um trabalho incrível em pasteurizar nossa comunicatividade ao focar o ensino apenas na competência de ‘interpretação’ da informação (que é efetivamente importante) como se as competências de identificar, descrever, listar não fossem fundamentais para o processo de comunicação e necessárias para a interpretação. O resultado é que nossos alunos (e professores, e executivos, e cientistas, e todo mundo) não conseguem exercer concisão, coesão, clareza e criatividade em seus textos. Criam mensagens enormes que não dizem nada (veja ‘Quem foi que disse?’) e deixam os leitores desesperados: “Mas eu não tenho tempo de ler nada, eu só leio e-mails” disse um espectador desesperado em uma palestra da escritora Sonia Rodrigues, por causa volume de e-mails desnecessariamente extensos de trabalho que lê e responde todos os dias. “Para bom entendedor, meia palavra basta” o ditado popular mostra como nossa habilidade de interpretar deveria jogar a nosso favor. E jogaria, desde que usássemos as palavras corretas: os sete lugares do pensamento (Veja ‘Em busca dos 7 lugares de pensamento‘)  que os gregos e romanos já haviam identificado como ancoras de qualquer discurso. “Mas no caso de você ser um mal entendedor, vou te escrever umas 5 páginas”. Seja por medo, vaidade ou incompetência, não queremos abrir mão do nosso texto e escrevemos mais do que o necessário sem escrever o necessário. O resultado são leitores cognitivamente exauridos, exaustos e frustrados por serem incapazes, depois de todo esforço, de compreenderem a mensagem. “Existem várias formas de ser compreendido: ser claro é a principal” me disse a professora Cristine Barreto. Esse é um problema generalizado. Está em todos os ambientes e grupos sociais, e os cientistas não escapam. Se “Comunicação não é o que você fala, é o que os outros entendem”, temos que explicar para os cientistas que ninguém está entendendo nada.
O terceiro pode ser considerado o mais polemico, pelo menos pela comunidade científica. É que a ciência que é feita no mundo hoje é… chata! Extremamente chata! John Hudges especula, em seu livro ‘O fim da ciência’, se não teríamos já descoberto tudo que há pra descobrir e se agora não estamos apenas no fase de produzir “mais medições, mais precisas” (frase pronunciada por Lord Kelvin, na Royal Academy de Londres, em 1899, quando realmente se acreditava que tudo que havia para ser descoberto na física já havia sido descoberto – sendo que não poderiam estar mais equivocados). Hoje publicamos em torno de 1,6 milhões de trabalhos científicos por ano. Muitos desses trabalhos tem pouca ou nenhuma relevânica científica (acrescentam pouco ao que já se sabe), não enobrecem o espirito humano, não produzem nenhuma aplicação prática e muitas, muitas vezes, estão simplesmente errados. Isso porque muitas, muitas vezes, são produzidos por vaidade, influência econômica, modismo, carreirismo ou sem o menor conhecimento de estatística. “O cidadão comum é passível de aborrecimento” a frase pronunciada por Cícero na Roma antiga se referia aos discursos dos políticos que eram ininteligíveis aos cidadãos comuns por serem incrivelmente entediantes (que eram então excluídos das decisões políticas do império), mas poderia muito bem se aplicar aos cientistas hoje. Os cientistas fazem questão de usar uma linguagem rebuscada que dificulta ainda mais o acesso ao conhecimento hermético que produzem, tornando esse ainda mais chato. O ser humano foi equipado com um poderoso senso de estética (que pode ser prejudicado depois da 3a cerveja) para suportar as dificuldades da vida e também com uma curiosidade inata que o ajuda a explorar novos ambientes e possibilidades. Por isso não gostamos do que é feio e nos entediamos com coisas que permanecem constantes e com artigos científicos da Nature. A pesquisa científica precisa, urgentemente, deixar de ser chata.
Precisamos, todos nós cidadãos, e especialmente nós cientistas, enfrentarmos esse problema para aproximarmos a sociedade da ciência. A Internet mudou a forma de fazer entretenimento, jornalismo, negócios e política. Está na hora de usarmos todo esse potencial dessa WEB 2.0 para educar e incluir cientificamente a população. Os blogs são parte importante desse mecanismo. Antigamente o conhecimento produzido por um cientista no laboratório percorria um longo caminho até chegar ao estudante na sala de aula. Os artigos científicos eram publicados em revistas especializadas, que depois eram reunidos em revisões, livros texto e eventualmente chegavam ao livro didático, que com sorte o professor utilizaria em sala de aula. Hoje ele pode, ele próprio, em 3 passos, criar um blog e comunicar-se não apenas com estudantes, mas com TODO MUNDO! No mundo todo!
Essa é uma tarefa de todos mas principalmente do cientista, porque apenas ele pode traduzir o conhecimento complexo que está sendo produzido dentro dos laboratórios para a população leiga. Se fizermos isso, mais do que cumprir o nosso papel e a nossa responsabilidade social, estaremos capitaneando uma revolução na educação. Qualquer um que detenha um conhecimento e que tenha acesso a um computador e a internet, pode se tornar um professor para um número incalculável de pessoas, que, por quererem conhecimento e terem acesso a um computador (ou tablet, ou celular, ou TV) conectado a internet, se tornam alunos. O foco do processo educacional deixará de ser ‘o professor que detém o conteúdo e o transmite dentro de sala de aula para um número limitado de alunos’ e com isso realizamos a maior e mais poderosa inovação na educação de todos os tempos. A inovação que finalmente permitirá incluir científica, digital e socialmente, os 7 bilhões de seres humanos no planeta!
E o momento é esse! A última pesquisa de opinião encomendada pelo MCT em 2010 mostra que 65% da população brasileira tem interesse pela ciência (mais que pela política, mas ainda menos que pelo esporte) e que a internet já é a principal fonte de acesso a notícias para jovens e adultos até 30 anos. Só que um alto percentual (40%) da população que não se interessa por ciência, explica que simplesmente não consegue entender do que se trata. A maioria não conhece um cientista ao ponto de confiarem mais na palavra do médico ou dos jornalistas quando se trata de ciência. Mas a população tem noção de que ciência é capaz de coisas maravilhosas e tenho certeza que são capazes de perceber, mesmo sem entender, que hoje podemos explicar coisas que apenas 500 anos atras pareciam mágicas. Coisas que 5000 anos atras eram mágicas! Mas não podemos permitir que a compreensão desses fenômenos, e dos avanços tecnológicos e sociais permitidos por eles, fiquem restritos a uma parcela da população só por serem difíceis, pouco intuitivos ou por estarem além da nossa compreensão. Isso seria condenar a maioria das pessoas a viver a margem da sociedade, da história e do futuro. Condená-los a viver a margem do seu próprio potencial e a é colocar nas mãos de outrem o poder de tomar decisões importantes para a vida, sua e dos seus.
Todos nós, cientistas, leigos, educadores, estudantes, precisamos aprender a viver e a nos comunicar em um mundo saturado de informação. Para ter sucesso nesse mundo, temos que aprender novas habilidades: selecionar, priorizar e sintetizar informação, para podermos gerar conhecimento e propor soluções inovadoras para problemas novos e antigos. Essas são habilidades complexas que apenas a mente que se dedicou ao estudo de pelo menos uma disciplina por mais de 10 anos é capaz de desenvolver. O presidente da Apple Steve Jobs dizia que na internet “a maioria de nós continua apenas consumidores, ao invés de autores”. Os cientistas precisa tomar a iniciativa de um movimento para formar ‘autores’ e incluir científica, digital e socialmente a população.

Núcleo de átomo em formato de pera aponta para Nova Física

Núcleo de átomo em formato de pera aponta para Nova Física:
"Assim como a maçã de Newton mudou nossa concepção do mundo, agora é a vez da pera cumprir seu papel na inauguração de uma Nova Física."

Essa e a chamada de uma publicaçao no site da Inovaçao Tecnologica!
E, siiiiim, vale a pena ser lido na integra!!

Divirtam-se!
Um mol de abraços a todos!!

QUIMILOKOS no INFOENEM mais uma vez!!

Após um ano da eleição do QUIMILOKOS entre os 10 melhores do Brasil de Química, novamente fomos indicados aos leitores do INFOENEM.
Eles iniciaram uma série de publicações que traz, matéria por matéria, dicas de como se preparar para o Enem. Essa semana foi a vez da Química.

Dentre as dicas e orientações de estudo, foram feitas indicações (através de links) de uma lista de sites e blogs que que eles recomendam aos leitores para busca de conteúdo e complemento em seus estudos para o Enem 2013. 
E, vejam só: o QUIMILOKOS faz parte desta lista! 

E, aproveitando  deixa, gostaria de estar divulvando o material produzido por este grupo do pessoal do INFO ENEM, que traz umas apostilas de preparação para os estilos de provas do Enem, em especial, o de 2013:

Vale muito a pena estar conhecendo o material produzido por eles! 
=]

Um mol de abraços a todos!!

Desafios QNInt - 1ª Edição – 2013

Bom dia pessoas!!
Recebi um e-mail esta semana, da Equipe da QNInt, que gostaria de estar disponibilizando  vocês:

"A Sociedade Brasileira de Química, em parceria o Portal Química Nova Interativa, está promovendo um concurso com o objetivo de valorizar a importância da Química nas nossas vidas.
Trata-se de um desafio voltado para estudantes de todos os níveis de ensino, os quais podem participar com a produção de músicas e vídeos sobre o tema, sendo premiados os melhores trabalhos.
Em vista da importância dessa iniciativa, gostaria de solicitar que o blog Quimilokos divulgasse o concurso para o seu público de leitores.
O endereço eletrônico para maiores informações sobre os Desafios QNInt é
http://qnint.sbq.org.br/desafios/
Atenciosamente,
Guilherme Andrade Marson
Equipe QNInt "

PARA SABER MAIS:

Desafios QNInt - 1ª Edição – 2013

Em 2013 a Sociedade Brasileira de Química lança os Desafios Química Nova Interativa, premiando jovens criativos que gostam de Música, Vídeo e Química.

Quais são os desafios?

O desafio da QNint é o desafio dos Químicos: valorizar a importância da Química nas nossas vidas.
Você pode participar em três modalidades:
QNint Videos: para quem sabe fazer vídeos e animações.
Quimúsica: para quem sabe cantar ou tocar um instrumento, sozinho ou num grupo, com composição própria, em qualquer gênero musical.
Karaoquímica: para quem não sabe tocar, mas gosta de cantar e é bom de letra, criando paródias de músicas existentes
Seja qual for o seu talento musical, use a criatividade para manter acesa a mensagem do Ano Internacional da Química - Química para um mundo melhor!

Quem pode participar?

Podem participar dos desafios estudantes de qualquer nível educacional, do ensino fundamental ao ensino superior.
Para participar cadastre-se aqui e envie sua produção. Seu trabalho será colocado no ar para livre acesso e votação dos internautas.
Participe com quantos trabalhos quiser! A participação é gratuita.

Como será a premiação?

Será premiado o melhor trabalho em cada tipo de desafio para cada uma das categorias: Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior. Cada premiado receberá um netbook com o pacote QNint tools e uma medalha da SBQ.
Os segundos colocados em cada categoria receberão menção honrosa e medalha da SBQ.
Cada participante pode concorrer nas três categorias, mas poderá receber apenas um prêmio.

Como serão escolhidos os vencedores em cada categoria?

A seleção será feita em duas etapas.
Primeira etapa: serão selecionados os 20 trabalhos mais votados pelos internautas em cada categoria.
Segunda etapa: os 20 trabalhos mais votados em cada categoria serão classificados levando-se em conta a criatividade, qualidade conceitual e acabamento técnico.
Serão automaticamente excluídos trabalhos:
  • com erros conceituais graves ou com muitos erros conceituais
  • com problemas técnicos que impeçam a reprodução
  • que contenham conteúdo ofensivo de qualquer natureza
  • que utilizem linguajar vulgar ou chulo
  • que não contemplem a proposta temática dos desafios, como por exemplo músicas para memorizar fórmulas ou símbolos da tabela periódica

Quais as datas importantes?

Maio de 2012 Lançamento dos desafios na 35ª RASBQ
20 de agosto de 2013 : Encerramento das submissões e da votação online
20 de setembro de 2013 Divulgação dos resultados
20 de outubro de 2013 Premiação em local a definir

Bom, conto com a participação de vocês e, é claro, VOCÊ, MEU ALUNO!!!!
Um mol de abraços a todos!!

III SELIQ - SEMINÁRIO DE ESTÁGIO DA LICENCIATURA EM QUÍMICA DO IQ – UFG 27 e 28 de Fevereiro de 2013

E lá vou eu!!
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  COMISSÃO ORGANIZADORA
Profa. Dra. Nyuara Araújo da Silva Mesquita (UFG) – Coordenadora
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4139805P8

Prof. Dr. Márlon Herbert Flora Barbosa Soares (UFG)
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4706110E7

COMISSÃO CIENTÍFICA
Prof. Dr. Márlon Herbert Flora Barbosa Soares (UFG) - Coordenador
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4706110E7

Prof. Dr. Wilmo Ernesto Francisco Junior (UFAL)
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4742904A7

Profa. Dra. Andrea Horta Machado (UFMG)
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4786119E5

Profa. Dra. Agustina Rosa Echeverría (UFG)
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4791769E3

Profa. Dra. Anna Maria Canavarro Benite (UFG)
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4706975E3

Profa. Dra. Nyuara Araújo da Silva Mesquita (UFG)
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4139805P8

Prof. Dr. Cláudio Roberto Machado Benite (UFG)
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4133992U3


PROGRAMAÇÃO

27 de Fevereiro de 2013

9:00 – Abertura do Evento
Mesa Diretora:
Prof. Dr. Neucírio Ricardo Azevedo (Diretor do Instituto de Química);
Profa. Dra. Marilda Shuvartz (Coordenadora de Estágio da UFG);
Prof. Dr. Márlon Herbert Flora Barbosa Soares (Coordenador de Licenciatura do IQ – UFG);
Profa. Dra. Nyuara Araújo da Silva Mesquita (Coordenadora do III SELIQ)

10:00 – Palestra de Abertura
“Ensino de Química para a Diversidade”
Profa. Dra. Anna Maria Canavarro Benite (UFG)

12:00 – 14:00 – Almoço

14:00 - Palestra A
“Contribuições da Pesquisa em Educação Química no Processo de Elaboração de um Livro Didático”.
Profa. Dra. Andrea Horta Machado – COLTEC – UFMG

15:30 – Café da Tarde

16:00 – Mesa Redonda
“O estágio supervisionado: diferentes visões, diferentes contextos”.
Prof. Dr. Márlon Herbert Flora Barbosa Soares (UFG) – Coordenador
Profa. Dra. Andrea Horta Machado (UFMG)
Prof. Dr. Wilmo Ernesto Francisco Junior (UFAL)
Profa. Dra. Marilda Shuvartz (UFG)

18:00 – 21:00 Sessão I de Apresentação Oral de Trabalhos Científicos Selecionados
 18:00 – 18:30 -T001 - Grupo de estudos entre alunos ingressantes (calouros) e veteranos do instituto de química da UFG: análise do processo de reformulação. DIAS, A. A. NAVES, A. T. ECHEVERRÍA, A. R.
18:30 – 19:00 – T002 - Análise dos obstáculos epistemológicos no ensino de química a partir das respostas dos vestibulandos: em foco as propriedades periódicas. Carla de GODOY, C. MESQUITA, N. A. S.
19:00 – 19:30 – T003 - programa de cotas na universidade federal de goiás: perfil de ingressos nos cursos de química da universidade federal de goiás do ano de 2009. FILHO, L. H. B. SOARES, M. H. F. B.
19:30 – 20:00 – T004 - A Educação Ambiental como componente da gestão do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Vermelho. CRUZ, M. V. S. ECHEVERRÍA, A. R.
20:00 – 20:30 – T005 - Ensino de ciências e identidade negra: estudos sobre configuração da ação docente. ALVINO, A. C. B. SANTOS, M. A. SANTOS, V. L. L.  SOUZA, E. P. L.  BENITE, A. M. C.

28 de Fevereiro

13:00 – 14:30 – Sessão de Apresentação de Painéis

15:00 – Lançamento de Livro
“Temas em Educação Inclusiva: fundamentos para a sala de aula de ciências.”
Eveline Borges Vilela e Anna Maria Canavarro Benite

“PIBID – Novos ou Velhos Espaços Formativos: perspectivas para a formação docente em Rondônia e no Brasil.”
Wilmo Ernesto Francisco Junior e Marli Lúcia Tonatto Zibetti

16:00 – 17:30 – Palestra B
“Avaliação de Livros Didáticos: da importância política à necessidade formativa.”
Prof. Dr. Wilmo Ernesto Francisco Junior - UFAL

18:00 – 20:00 Sessão II de Apresentação Oral de Trabalhos Científicos Selecionados
18:00 – 18:30 -T006 - Apropriação do conhecimento científico relacionada ao conceito de mol pelos licenciandos do curso de química da UFG. GOMES, D. D. F.  MESQUITA, N. A. S.  
18:30 – 19:00 – T007 - Dilemas encontrados por professores de química na educação dos deficientes visuais – sobre intervenção pedagógica em instituição de apoio. MORAIS, W. C. S. CAVALCANTE, K. L. e BENITE, A. M. C.
19:00 – 19:30 – T008 - Organização dos estágios de licenciatura em química dos institutos de ensino superior de Goiânia-GO e contribuições às necessidades formativas docentes. LIMA, C. C. A e MESQUITA, N. A. S.
19:30 – 20:00 – T009 - A abordagem quântica no ensino médio na visão do professor. FILHO, E. P. S. SILVA, G. K. C. e SOARES, M. H. F. B.
20:00 – 20:30 – T 010 - Cultura africana e ensino de ciências: estudos sobre configuração da identidade docente. ARANTES, C. M. e BENITE, A. M. C. 

21:30 – Confraternização de Encerramento.

Lista 1 de Orgânica - para 3ºs anos CEJA e CPMG - AS

Boa tarde a todos!!
Graças à Jaqueline, do 3ºB do Colégio Estadual Jardim América, eis nossa LISTINHA BÁSICA inicial!
Ela é tanto para meus alunos do CEJA, quanto para os do CPMG - Ayrton Senna, ok pessoinhas?!
LEMBREM-SE: Colada e resolvida no caderno!!
BOM TRABALHO!
Um mol de abraços a todos!




Algumas curiosidades


SAIBA MAIS
A ESTRELA DE NÊUTRON
O metal ósmio é o material mais denso da Terra (d = 22,6 g/cm3): 2 vezes mais denso que o chumbo (d = 11,4 g/cm3) e 22 vezes mais denso que a água (d = 1 g/cm3 à 4oC)
Um dos mais densos materiais do Universo é o que constitui uma estrela de nêutron. A cabeça de um alfinete feito de uma estrela de nêutron pesaria um milhão de toneladas.

POR QUE OS CUBOS DE GELO BÓIAM?
Os cubos de gelo que colocamos num copo com água ou com bebida ficam boiando porque a densidade do gelo é menor que a da água. Ou seja, um certo volume de gelo possui massa menor que igual volume de água. Esse fenômeno explica também os icebergs, imensos blocos de gelo que flutuam na água do mar.
Em regiões polares, a presença de grandes blocos de gelo – icebergs -  (água pura) é normal, flutuando na água do mar, que possui água e sais dissolvidos. Isto ocorre pois o gelo (d = 0,92 g/cm3) é menos denso que a água do mar (d = 1,03 g/cm3).

BOIAR NO MAR MORTO É MAIS FÁCIL
Por serem demasiadamente salgadas, as águas do mar Morto são mais densas que as de outros mares e oceanos. Sua densidade é de 1,119 g/cm3. Por isso, é praticamente impossível uma pessoa afogar-se nesse mar, pois seu corpo, quando mergulhado na água, recebe um grande empuxo (o corpo mergulhado na água é empurrado para cima com uma força igual ao peso do volume de água que desloca), que o mantém facilmente na superfície.
O mar Morto é assim tão salgado porque há 10.000 anos a capacidade de água que recebe dos rios e das chuvas é muito menor do que a que se evapora. Para se ter uma idéia da escassez de chuvas nessa região, basta comparar o índice de precipitação pluviométrica em São Paulo e na região do mar Morto. Enquanto em São Paulo, muitas vezes, em um dia chove cerca de 100 mm, naquela região a quantidade de chuva fica em torno de 45 mm por ano.

APLICAÇÃO DA DENSIDADE
® DETERMINAÇÃO DA QUALIDADE DO LEITE
Ver imagem em tamanho grandeO leite é constituído de vários materiais dissolvidos na água, apresentando um valor de densidade característico. A adição de outros materiais ou de água, altera sua densidade, permitindo verificar por meio do densímetro apropriado, se houve alguma alteração do produto (uréia dissolvida em água apresenta um valor de densidade muito próximo ao leite, por isso alguns fazendeiros inescrupulosos, para aumentar o seu lucro, adicionam uréia ao leite, quando não utilizam um produto mais barato: a própria urina da vaca).

® VERIFICAÇÃO DA CARGA DA BATERIA
As baterias dos automóveis possuem ácido sulfúrico em quantidade apropriada, logo com um valor definido de densidade. A medida do valor dessa densidade (feita com densímetro apropriado) indica se a bateria está descarregada ou não.

® VERIFICAÇÃO DA QUALIDADE DO ÁLCOOL COMBUSTÍVEL
Com o densímetro, pode-se conferir a qualidade do álcool pela determinação de sua densidade.
O álcool combustível vendido nos postos de abastecimento contém uma certa quantidade de água (álcool hidratado). Essa mistura é padronizada e apresenta um valor definido de densidade. Ao lado das bombas de álcool existe um recipiente transparente contendo a mistura água/álcool e duas bolinhas de densidades diferentes (uma com densidade um pouco maior que a mistura – que fica no fundo do recipiente – e outra com uma densidade um pouco menor que a mistura – que fica na parte superior do recipiente). Quando a proporção água/álcool é alterada, modifica-se a densidade da mistura, fazendo com que as bolinhas fiquem no mesmo lado (as duas na parte superior ou na parte inferior).

FONTE: http://www.profpc.com.br/Mat%C3%A9ria_propriedades.htm
 

Matéria e suas propriedades

Olá olá olá, pessoas!
Atenção meus[as] queridos[as] dos 9ºs anos do Externato São José!!
Faz parte do nosso conteúdo de Avaliação, ok?!
Boa leitura, bons estudos!!

MATÉRIA


Tudo em que você puder pensar, destas páginas que você está lendo até a cadeira que você está sentado, a água que você bebe, tudo é feito de matéria. Mas a matéria não é apenas uma coisa que você pode tocar. Inclui o ar que se respira. Os planetas no Universo, seres vivos e inanimados, insetos e rochas. Tudo é feito de matéria.

Portanto definimos matéria como tudo aquilo que possui massa e que por sua vez ocupa lugar no espaço.

Toda matéria é constituída de pequenas partículas chamadas átomos, que por sua vez são formadas de partícula ainda menores, chamadas partículas subatômicas.

A Química envolve o estudo da matéria e do que ela é feita, e como os átomos se unem para formar materiais diferentes.


CRIAÇÃO DA MATÉRIA: COMO TUDO REALMENTE ACONTECEU
Muitos cientistas acreditam que toda matéria foi criada em uma explosão chamada Big Bang, que produziu muito calor e energia. Algumas dessas porções dessa energia transformaram-se em pequenas partículas. As partículas reuniram-se em átomos que formaram todo o Universo em que vivemos.
Big Bang
Muitas teorias são tão criativas que se assemelham às mais fantasiosas narrativas de ficção científica. A teoria do Big-Bang, um modelo para explicar a formação do Universo, é um bom exemplo dessa criatividade.
Em 1929, o astrônomo norte-americano Edwin Hubble propôs, a partir de algumas evidências experimentais, que o Universo estaria em expansão. Um balão de borracha sendo inflado seria um modelo modesto dessa expansão que estaria ocorrendo com todos os corpos celestes.
Por volta de 1950, o astrônomo ucraniano George Gamov sugeriu uma explicação fantástica. Segundo ele, o Universo, como conhecemos, seria o resultado de uma vasta explosão inicial, que foi chamada de Big-Bang. As galáxias e todos os demais corpos celestes seriam "fragmentos" dessa explosão. Em 1965, dois físicos norte-americanos, Arrio Penzias e Robert Wilson, detectaram misteriosas radiações eletromagnéticas que parecem reforçar a hipótese do Big-Bang. Mas não devemos estranhar se novos fatos, ou diferentes interpretações de dados já conhecidos, alterarem o modelo do Big-Bang. Afinal, podemos perceber que nunca saberemos realmente corno tudo começou.

EXISTE ALGO QUE NÃO SEJA MATÉRIA?
No espaço sideral, onde se movimentam os corpos celestes, o meio é o vácuo que significa ausência de matéria. O vácuo também pode ser obtido em laboratório, com instrumentos especiais.


PARA SABER MAIS

Os passos para a antimatéria
Nos princípios do século XX, os físicos começaram a compreender que toda a matéria é constituída de certos tipos de partículas. Mas somente em 1930 o físico Paul Dirac estabeleceu que todo tipo de partícula tinha que ter seu correspondente oposto.
Em 1932, o norte-americano Anderson descobriu o positron (antielétron), a primeira antipartícula cientificamente detectada.
Em 1956, a equipe de Segre (um italiano naturalizado norte-americano) conseguiu produzir artificialmente antiprótons e antinêutrons, que constituem o núcleo do átomo.
Em 1971, para surpresa dos norte-americanos, a Agência Tass, da Ex-União Soviética, informou que cientistas russos haviam conseguido obter formalmente, pela primeira vez, a antimatéria, usando imensas quantidades de energia. A descoberta se deve a uma equipe orientada pelo físico Prochkin.
Em 1978, os italianos fizeram uma nova experiência: geraram antiprótons e mantiveram-nos “presos” durante 85 horas em um intenso campo magnético. Com isso, conseguiram aumentar o período de vida de uma antipartícula produzida em laboratório, até então era um décimo milionésimo de segundo ou cem mil microssegundos.
A antimatéria pode vir a ser uma fonte incalculável de energia para o futuro.
Há cálculos que indicam que a energia liberada por 35 miligramas de antimatéria é suficiente para colocar em órbita um ônibus espacial do tamanho da Challenger, que atualmente usa como combustível 2 mil toneladas de hidrogênio líquido.
(Folha de S. Paulo, dezembro de 1978)

Finalmente está pronta a antimatéria
Em setembro de 1996, uma equipe do Cern, Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, em Genebra, Suíça, montou o primeiro átomo de antimatéria. Era um “anti-hidrogênio”, que equivale ao hidrogênio comum, o mais simples dos elementos químicos. O núcleo do antiátomo não era um próton normal, de carga elétrica positiva, mas um antipróton, de carga negativa. À volta do núcleo havia um antielétron, positivo, em lugar de um elétron normal, negativo. Atenção: alguns disseram que a antimatéria tinha sido descoberta em 1996.  Besteira pura. Ela é conhecida desde os anos 30, de 32 exatamente, mas apenas na forma de partículas subatômicas. Só no ano passado se construiu um antiátomo inteiro.
(Revista Superinteressante, janeiro de 1997)

Com um pedaço de madeira um marceneiro faz uma mesa. Com uma barra de ouro, um ouvires faz uma pulseira. O pedaço de madeira e a barra de ouro são exemplos de corpos. A mesa e a pulseira são exemplos de objetos. Desta forma, podemos definir:
CORPO
É qualquer porção limitada de matéria
OBJETO
É um corpo trabalhado e que tem alguma utilidade.
Relacionando os exemplos acima com matéria, podemos afirmar que:

Madeira ® tábua ® mesa
(matéria)    (corpo)   (objeto)

Ouro ® barra de ouro ® pulseira
(matéria)     (corpo)        (objeto)


A ENERGIA é que faz as coisas acontecerem: um raio em dia de tempestade ou o simples ato de amarrar os cordões do sapato. Os animais usam energia para andar e correr; as plantas usam para crescer. Os ventos são energia; as ondas e marés, correndo através do oceano, também. E quando um carro anda, ele usa energia armazenada no combustível. Nada disso aconteceria se não houvesse forças trabalhando. Sempre que a energia é usada, há forças envolvidas. Força é sempre necessária para fazer as coisas se moverem, ou mudar como que elas se movem e, claro para imobilizá-las. Ela também é responsável por separar coisas ou colocá-las juntas. Sem forças nem energia, nada aconteceria no Universo. O Sol fornece a maior, parte da energia conhecida na Terra, na forma de luz. Chega mais energia do Sol à Terra em uma hora do que aquela que se poderia consumir em um ano. As plantas precisam de  energia do Sol para crescer; e muitos animais comem plantas e aproveitam essa energia armazenada.
Windsurfing
Praticar windsurf envolve o uso de forças e energia. Os praticantes usam sua própria energia para controlar a prancha e saltar sobre as ondas. A energia do vento cria a força que impulsiona a vela. Se houver forças demais um uma mesma direção, a prancha pode virar. Os windsurfistas precisam, portanto, exercer sua força contra o vento para, desse modo, equilibrar tudo e se  manter na onda.

Se uma lâmina de zinco for analisada as suas propriedades (dureza, condutividade, brilho, etc), dizemos que a lâmina de zinco é o sistema em estudo, e todo o universo ao seu redor é chamado de meio ambiente (ou ambiente externo ou ambiente). Entre o sistema em análise e o meio ambiente existem fronteiras de separação bem definidas. No exemplo citado, o meio ambiente é o ar que envolve o sistema (lâmina de zinco), e a fronteira de separação é a própria lâmina de zinco.
Portanto definindo sistema ficamos com:
Sistema é qualquer porção limitada de matéria a ser submetida a um estudo.

CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS
Sistema é classificado em função da capacidade de trocar matéria e energia com o meio ambiente.
Sistema aberto: tem a capacidade de trocar tanto matéria quanto energia com o meio ambiente.
Sistema fechado: tem a capacidade de trocar somente energia com o meio ambiente.
Sistema isolado: não troca matéria nem energia com o meio ambiente. A rigor, não existe nenhum sistema completamente isolado.
Ex.: um exemplo aproximado desse tipo de sistema é a garrafa térmica, normalmente usada para conservar a energia térmica dos líquidos. No entanto, mesmo as melhores garrafas térmicas existentes trocam energia com o meio ambiente por não serem perfeitamente isoladas.



Tipos de Sistemas



Sistema Aberto

Sistema Fechado

Sistema Isolado







O Sistema efetua trocas de energia e de matéria com o exterior.

O Sistema efetua trocas de energia com o exterior, mas não efetua trocas de matéria.

O Sistema não efetua trocas de energia nem de matéria com o exterior.




PROPRIEDADES DA MATÉRIA


As panelas não são feitas de aço e plástico por acaso. O cabo é de plástico porque ele é um bom isolante de calor – evita que o cabo fique muito quente e queime sua mão. A panela é de aço, bom condutor, para deixar o calor chegar até o alimento. Bom isolamento ou boa condutividade são exemplos de uma específica propriedade da matéria. Algumas propriedades, como a condutividade, podem ser medidas. Outras, como o cheiro de um objeto, podem ser apenas descritas. Os cientistas medem as propriedades de muitos materiais diferentes. Eles fazem isso à temperatura e pressão do ambiente para que se possa fazer comparações precisas.

As propriedades da matéria podem ser divididas em 3 grupos: gerais, funcionais e específicas.



São aquelas que podemos observar em qualquer espécie de matéria.
As principais são:
MASSA
Medida da quantidade de matéria que existe num corpo.
No início a massa era avaliada pela estimativa da carga que um ser humano ou um animal poderia levantar ou carregar (medida subjetiva). Posteriormente, passou a ser obtida por meio do uso de balanças (medida objetiva). Essa utilização já era comum por volta de 2000 a.C., e esse progresso foi, sem dúvida, provocado pela intensificação do comércio.
     Balança Rodoviária Eletrônica
Na antiguidade, as unidades de massa variavam de uma região para outra, o que trazia muita confusão. Com o passar do tempo, levou-se uma uniformização, e hoje o padrão adotado, pelo Sistema Internacional (SI), em quase todos os países é o quilograma e seus múltiplos e submúltiplos (toneladas, gramas, miligramas, etc.).

EXTENSÃO (VOLUME)
Lugar no espaço ocupado pela matéria.
Desde a antiguidade, jarros e vasilhas foram utilizados como unidades de medida para comercializar líquidos como o vinho, o leite, etc. É o caso da ânfora dos romanos, equivalente a aproximadamente 25,44 litros. Curiosamente, até o século XIX era comum, no interior do Brasil, a compra e venda de arroz, feijão, milho, etc. em litros, já que as balanças eram raras e custavam caro. Atualmente, a unidade oficial, estabelecido pelo Sistema Internacional (SI), é o metro cúbico (m3). No entanto, a unidade mais usada é o litro (L) e também o centímetro cúbico (cm3). Além disso, também persistem unidades antigas, como por exemplo tintas são vendidas em galões.
IMPENETRABILIDADE
Ver imagem em tamanho grandeVocê já tentou colocar dois objetos no mesmo lugar? Ou um ficará ao lado do outro ou por cima ou na frente, mas nunca exatamente no mesmo lugar. Fazer com que ambos ocupem o mesmo espaço é totalmente impossível, pois duas porções de matéria não podem ocupar o mesmo lugar no espaço no mesmo tempo.
Às vezes parece que essa propriedade não é válida. Quando dissolvemos açúcar no café, por exemplo, temos a impressão que ambos passam a ocupar o mesmo lugar. Mas isso, não é verdade: enchendo uma xícara de café até a borda, observamos que, à medida que o açúcar é colocado, o nível do café sobe e ele transborda.

DIVISIBILIDADE
Ver imagem em tamanho grandeCom o auxílio de um martelo, podemos reduzir a pó um pedaço de giz, de grafite, de granito, de madeira, etc. Isso é possível porque a matéria pode ser dividida em pequenas partículas. Da mesma forma, com um gota de anilina podemos tingir a água contida num copo. Isso ocorre porque a anilina tem a propriedade de dividir-se em partículas muito pequenas, que se espalham pela água.
Toda matéria pode ser dividida sem alterar a sua constituição, até um limite máximo ao qual chamamos de átomo.

COMPRESSIBILIDADE
Se você empurrar o êmbolo de uma seringa de injeção com o orifício de saída tapado, vai perceber que o êmbolo empurra até certo ponto o ar contido na seringa. Isso aconteceu porque o ar ao ser comprimido tem o seu volume reduzido.
Portanto podemos definir compressibilidade como capacidade da matéria se submetida à ação de forças externas (pressão), o volume ocupado pode diminuir.
Dependendo do tipo de matéria, a compressão pode ser maior ou menor. O ar, por exemplo, é altamente compressível; já a água se comprime muito pouco.
Desta forma temos:
Os gases são facilmente comprimidos.
Os líquidos são comprimidos até um certo ponto.
Nos sólidos quase não se percebe a compressão.
Esquema mostrando como funciona o elevador de automóvel e a direita: a força do ar comprimido é utilizado em elevadores de automóvel.

ELASTICIDADE       
Continuando com o exemplo dado acima, depois de comprimir o ar dentro da seringa e mantendo o orifício de saída tapado, quando soltamos o êmbolo, o ar retoma o volume que tinha antes da compressão.
Ver imagem em tamanho grandeDesta forma podemos definir elasticidade como uma propriedade em que a matéria, dentro de um certo limite, se submetida à ação de uma força causando deformação, ela retornará à forma original, assim que essa força deixar de agir. Isto ocorre porque seus espaços interatômicos e intermoleculares diminuem ou aumentam.


INDESTRUTIBILIDADE 
Quando um pedaço de lenha é queimado, os materiais que fazem parte da composição da madeira se transformam em cinza e fumaça. Essa transformação mostra que não houve destruição da matéria, mas sim a transformação em outra matéria. Desta forma podemos concluir que a matéria não pode ser criada nem destruída, apenas transformada. E esse fato, que é um dos princípios básicos da Química, se deve à característica de indestrutibilidade da matéria.


Além das propriedades gerais que acabamos de estudar, a matéria apresenta outras propriedades, como cor, brilho e sabor. O sal, por exemplo, apresenta sabor, já a água destilada não. Portanto, as propriedades que são características de cada substância se denominam propriedades específicas da matéria.
São classificadas em: físicas, químicas e organolépticas.

PROPRIEDADES FÍSICAS
São propriedades que caracterizam fisicamente a matéria. As propriedades físicas importantes são: os pontos de fusão, solidificação, ebulição e liquefação da matéria; a condutividade; o magnetismo; a solubilidade; a dureza; a maleabilidade; a ductibilidade; a densidade; o calor específico.

PONTOS DE FUSÃO E SOLIDIFICAÇÃO
São as temperaturas nas quais a matéria passa da fase sólida para a fase líquida e da fase líquida para a fase sólida respectivamente, sempre em relação a uma determinada pressão atmosférica.
fusão: o ferro transformando-se em líquido

Solidificação: a água transformando-se em sólido

PONTOS DE EBULIÇÃO E CONDENSAÇÃO
São as temperaturas nas quais a matéria passa da fase líquida para a fase gasosa e da fase gasosa para a líquida respectivamente, sempre em relação a uma determinada pressão atmosférica.
ebulição: quando a água começa a ferver.
Condensação ou liquefação: as gotículas de água no vidro embaçado.

CONDUTIVIDADE
Certas matérias conduzem bem o calor e a eletricidade, como é o caso dos metais. O mesmo não acontece com outras substâncias, como o iodo, a água e o fósforo, que se apresentam resistentes na condução do calor e da eletricidade.
Usos do cobre: o cobre é um bom condutor de calor e eletricidade. Por isso, é utilizado para fazer utensílios de cozinha e para canos de água quente em residências e indústrias. Também serve para diferentes equipamentos elétricos, como fios condutores de eletricidade e bobinas de motores. O cobre não oxida facilmente por isso possui alta duração.


MAGNETISMO
Quando uma determinada matéria tem a propriedade de atrair o ferro, significa que ela apresenta propriedade magnética. Um exemplo de substância magnética natural é a magnetita (pedra imã natural), um minério de ferro.
Imã atraindo prego e limalha de ferro.

DUREZA
É a resistência que uma espécie de matéria apresenta ao ser riscada por outra.
Quanto maior a resistência ao risco, mais dura é a matéria.
Escala de dureza de Mohs
Friedrich Mohs, um mineralogista alemão, criou uma tabela de dez minerais, com dureza relativa. Quanto mais alto o número, mais duro o mineral. Os minerais de valores numéricos altos (6, 7, 8) riscam os de valores relativos mais baixos (1, 2, 3, 4)




Dureza Mineral Fórmula química
1 Talco, (pode ser arranhado facilmente com a unha) Mg3Si4O10(OH)2
2 Gipsita (ou Gesso), (pode ser arranhado com unha com um pouco mais de dificuldade) CaSO4·2H2O
3 Calcita, (pode ser arranhado com uma moeda de cobre) CaCO3
4 Fluorita, (pode ser arranhada com uma faca de cozinha) CaF2
5 Apatita, (pode ser arranhada dificilmente com uma faca de cozinha) Ca5(PO4)3(OH-,Cl-,F-)
6 Feldspato / Ortoclásio, (pode ser arranhado com uma liga de aço) KAlSi3O8
7 Quartzo, (capaz de arranhar o vidro. Ex.: Ametista) SiO2
8 Topázio, (Capaz de arranhar o quartzo) Al2SiO4(OH-,F-)2
9 Corindon, (Capaz de arranhar o Topázio) Al2O3
10 Diamante, (Mineral mais duro que existe, pode arranhar qualquer outro e é arranhado apenas por outro diamante ) C






O diamante é a matéria mais dura que se conhece, é utilizado em brocas que cortam o mármore e em estiletes de cortar vidro.

Existem vários tipos de diamantes, uns mais valiosos que outros. Só os mais caros são empregados na fabricação de jóias. Depois de lapidado, o diamante recebe o nome de brilhante.
O maior diamante já encontrado no mundo foi o Cullinan, procedente da África do Sul. Sua massa era de 3106 quilates (cerca de 620 gramas). O maior diamante encontrado no Brasil foi de 726 quilates (aproximadamente 150 gramas). O peso de um diamante é expresso em quilates. Um quilate, que é dividido em 100 pontos, equivale a 200 mg.
Obs.: você não deve confundir dureza (resistência ao risco) com a tenacidade (resistência ao impacto). Por exemplo: se você der uma martelada sobre um diamante, ele se despedaçará. Mas, se a martelada for sobre um pedaço de ferro, o máximo que poderá acontecer é ficar a marca do martelo sobre o ferro. Agora, se você passar o diamante sobre uma chapa de ferro, ficará um risco.
Conclusão
O diamante é mais duro que o ferro.
O ferro é mais tenaz que o diamante.

MALEABILIDADE
A matéria que pode ser facilmente transformada em lâminas é considerada maleável. Exemplos: ferro, alumínio, prata, ouro e chumbo.
Artesanato em ferro e madeira

DUCTIBILIDADE
É a propriedade que permite a matéria ser transformada em fio. É o que acontece com os metais: os fios de cobre, por exemplo, são usados para conduzir a eletricidade que chega em nossa casa.
Por ser um bom condutor de eletricidade, o cobre é usado como fio que conecta os aparelhos as tomadas

BRILHO
É a capacidade que a matéria possui em refletir a luz que incide sobre ela. Quando a matéria não reflete a luz, ou reflete muito pouco, dizemos que ela não tem brilho. Uma matéria que não possui brilho, não é necessariamente opaca e vice-versa. Matéria opaca é aquela que não deixa atravessar a luz. Assim, uma barra de ouro é brilhante e opaca, pois reflete a luz sem se deixar atravessar por ela.

CALOR ESPECÍFICO
É a quantidade de calor necessária para aumentar em 1 grau Celsius (1oC) a temperatura de 1 grama de massa de qualquer matéria. Por exemplo, o que demoraria mais para ferver, 1 litro de água (que tem 1000 g de massa) ou 2 litros de água (que tem 2000 g de massa)? Logicamente, 1 litro de qualquer substância ferve antes que dois litros, pois seu volume é menor. Mas, em ambos os casos, o calor específico é o mesmo, ou seja, 1 cal/g 0C.
Veja alguns valores que indicam o calor específico medidos à 15oC:
Água: 1,000 cal/goC); álcool etílico: 0,540 cal/goC; alumínio: 0,215 cal/goC; ferro: 0,110 cal/goC; zinco: 0,093 cal/goC.

DENSIDADE
Por que os icebergs conseguem boiar na água do mar?
Também chamada de densidade absoluta ou massa específica (d) de um corpo definido como a relação entre a massa do material e o volume por ele ocupado.
Essa definição é expressa da seguinte forma:
onde: m = massa do corpo (kg ou g)
V = volume ocupado pelo corpo (cm3 ou mL e L ou dm3)
D = densidade (kg/L ou g/L ou g/cm3)

Para sólidos e líquidos, a densidade é normalmente expressa em g/cm3, para gases, costuma-se expressar a densidade em g/L.
Quando dizemos que o metal ouro apresenta densidade de 19,3 g/cm3 à 20oC, isso significa que o volume de 1cm3 de ouro possui massa de 19,3 g.
A densidade varia com a temperatura, pois os corpos geralmente dilatam-se (aumentam de volume) com o aumento da temperatura. Quando não se menciona a temperatura, fica subentendido que ela é de  20oC.

PROPRIEDADES QUÍMICAS
Caracterizam quimicamente os materiais através de reações químicas. Por exemplo:

COMBUSTÃO
Quando a matéria queima (combustível), significa que ela está reagindo com o oxigênio do ar. Essa propriedade se chama combustão. Para que ocorra combustão, é fundamental a presença do oxigênio (comburente).
Um exemplo disso é a queima da vela: se você colocar um copo virado sobre a vela acesa, a chama vai consumir o oxigênio contido no interior do copo e, nesse instante, a vela se apaga.
Assim que acendemos uma vela, observamos a formação de um líquido em seu topo, logo abaixo da  chama. De onde veio este líquido? Veio da massa branca, a parafina de que é feito a vela, e que se derreteu sob a ação do calor da chama. O calor da chama também provoca a evaporação desse líquido.
Isto pode ser provado: colocando várias vezes uma faca na horizontal sobre o pavio, notamos que se forma na faca uma película branca e gordurosa, constituída de parafina que voltou a se liquefazer ao entrar em contato com a lâmina mais fria da faca. Esfriando-se um pouco mais, a parafina líquida torna-se sólida.
A chama é portanto produzida pela queima do vapor de parafina proveniente da vela. A parafina líquida sobe pelo pavio, o que torna mais fácil seu contato com o oxigênio, facilitando a combustão.

São as propriedades capazes de impressionar os nossos sentidos, como a cor, que impressiona a visão, o sabor e o odor, que impressionam o paladar e o olfato, respectivamente, e o estado de agregação da matéria (sólido, líquido, pó, pastoso), que impressionam o tato.


FONTE: http://www.profpc.com.br/Mat%C3%A9ria_propriedades.htm

Um mol de abraços a todos!!!!