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Um pouco sobre o GRAFENO!!

Olá olá olá!!
Como combinado, eis os vídeos sobre o Grafeno!

Este primeiro, é um videozinho muito bacana, sobre a transformação do grafite em diamante:


Este outro vídeo é uma reportagem do Jornal da Band, de 2017:



Os dois próximos vídeos são do canal SP Pesquisa, dividido em dois blocos!!
Valem muito a pena ser assistidos!






Espero que tenham gostado!!
Um mol de abraços!

"O Universo além do Big Bang" - Documentário THC

Oi oi ois pessoas!
Aos meus alunos dos 3ºs anos, como prometido, segue o Documentário passado em aula:
 "O Universo além do Big Bang"



Divirtam-se!!

Inquisição e Bruxaria - continuação texto "Um Breve História da Química"


INQUISIÇÃO E BRUXARIA

“A época do Renascimento foi uma das épocas menos dotadas de espírito crítico que o mundo conheceu. Trata-se da época da mais profunda e grotesca superstição, da época em que a crença na magia e na feitiçaria se expandiu de modo prodigioso, infinitamente mais que na Idade Média.”                                                                                                                          Koyrè


           A Inquisição tinha como função primordial inquirir ou investigar toda e qualquer opinião ou doutrina contrária ao ensinamento oficial da Igreja, e nasceu da necessidade de combater os hereges, que se multiplicavam na Europa ocidental a partir do século XIII. Inicialmente confinada a tribunais ordinários, a Inquisição tornou-se, em 1231, por delegação papal, especialidade dos dominicanos, que tinham independência quase total na repressão das heresias.
                        A bruxaria e a demonologia apareceram, paradoxalmente, no mesmo momento em que a Revolução Científica transformava a maneira de a humanidade pensar, migrando de uma concepção geocêntrica para a heliocêntrica, deixando também, com isso, de ser antropocêntrica.
                        Na Europa, no período que vai de 1550 a 1650, há uma verdadeira “epidemia de bruxaria”, justamente quando explode a Ciência Moderna. Assim como o Cristianismo não venceu o Paganismo, e muito dele incorporou, a Ciência não derrotou a magia.
                        Para lutar contra o mau da bruxaria tanto a Igreja Católica quanto a protestante organizaram uma verdadeira cruzada de “caça as bruxas”.
                        Era uma época em que a crença nos maleficium, danos provocados por meios ocultos, eram fatos corriqueiros. Os supostos atos de malefício despertavam a raiva do povo. Naqueles dias, nem a Igreja nem as autoridades seculares perdiam tempo perseguindo bruxas. Embora muitos malefícios violassem a lei civil ou eclesiástica, havia bem poucos processos por tais ofensas antes do século XIV. Na verdade circulavam rumores de que os próprios clérigos estivessem envolvidos com a feitiçaria, ou ao menos com as práticas ocultas mais elevadas, conhecidas como rituais mágicos; e já que os clérigos figuravam entre os poucos com capacidade para ler os antigos livros de magia, tais suspeitas eram compreensíveis.
                        A atitude dos europeus em relação à bruxaria começava a mudar e haveria um tempo em que qualquer bispo católico, no lugar de deter-se para salvar suspeitos de bruxaria, provavelmente estaria enviando centenas deles para a morte. A partir do século XIV, o continente testemunharia um frenesi de ódio e uma homicida caça as bruxas que ceifaria a vida de milhares de inocentes durante aproximadamente trezentos anos. Alastrando-se como fogo, a fúria se desencadearia primeiramente num lugar, depois em outro, até incendiar a vida civilizada – França, Itália, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Inglaterra, Escócia, Áustria, Noruega, Finlândia e Suécia, e, por breve período, saltaria o Atlântico, inflamando até o Novo Mundo.
                        Quando a caça as bruxas invadia uma cidade, seus horrores marcavam quase todos os aspectos da vida do lugar. Ninguém estaria a salvo! Em inúmeros tribunais civis e nas temidas cortes da Inquisição, a acusação era sinônimo de condenação, e a condenação, uma sentença de morte. Flageladas e mutiladas pelos torturadores, a carne dilacerada e os ossos quebrados, as infelizes vítimas confessavam coisas que hoje parecem uma mistura absurda de acusações sérias e tolas. Os que tivessem sorte seriam decapitados ou mortos de maneira relativamente mais humanas antes que seus corpos fossem reduzidos a cinzas em fornos. Mas os mais azarados eram queimados vivos – em fogueiras de madeira verde para que a agonia se prolongasse – caso cometessem transgressões que despertassem irritação ainda maior, como, por exemplo, renegar a própria confissão.
                        Quando a carnificina atingiu o auge nos domínios germânicos, em meados de 1600, povoados inteiros eram dizimados de uma só vez.
                        A Igreja foi a principal responsável pelas mudanças nas atitudes das pessoas e na política oficial que resultaram na grande caçada as bruxas. Depois da queda do Império Romano, a Igreja era a única instituição com força suficiente para manter algum tipo de ordem e universalidade cultural na Europa ocidental. Mesmo quando o poder de Roma declinou, missionários cristãos, como são Patrocínio e são Bento viajaram pelo império e além de seus limites, propagando o Evangelho tanto para os colonizadores como para os assim chamados bárbaros. Os missionários fundaram monastérios nos quais dedicados estudiosos podiam se retirar da turbulência mundana para manter acesa a frágil chama do conhecimento. Na própria Roma, o papado realmente se fortaleceu na medida em que se esvanecia a autoridade secular. Assim quando os germanos conquistadores marcharam sob o arco imperial Trajano, muitos de seus líderes já haviam se convertido ao Cristianismo.
                        Com o passar do tempo, a influência da Igreja tornou-se mais abrangente. No entanto, muitos dos que se declaravam cristãos no norte da Europa ainda se mantinham fiéis a certas crenças pagãs de seus antepassados. Até as práticas mais comuns, tais como: usar amuletos, ler horóscopos e dizer encantamentos para curar enfermos, deviam ser execradas como aberrações demoníacas. Portanto, parecia natural que os indesejáveis curandeiros, videntes e feiticeiros, bem como os alquimistas, fossem condenados como participantes das demoníacas hostes do diabo.
                        Por mais irônico que pareça, durante muitos séculos o que mais atormentou a Igreja não foram às bruxas, mas sim um outro inimigo. Ainda pior que o paganismo, do ponto de vista dos sacerdotes, era a heresia – variações na doutrina ou lapsos na crença desautorizados pela Igreja, que podiam originar cismas. Desde o início do cristianismo, diversos tipos de rebeldes eclesiásticos indispunham-se com a hierarquia central, rompendo com ela para formar suas próprias seitas. Esses grupos dissidentes deram início a novas seitas na Turquia e na Armênia e, na tentativa de eliminá-las, a Igreja imputava-lhe um número fantástico de acusações, tais como adorações ao demônio, incesto, infanticídio e canibalismo.
                         Multiplicaram-se as prisões...Todos que reclamassem da perseguição às bruxas não tardavam a incluir-se entre os prisioneiros. Os inquisidores declaravam que apenas as bruxas se opunham às fogueiras e, portanto, todos que as contestassem também seriam queimados.
                        Na medida em que a Igreja católica acelerava sua campanha para libertar o mundo das feiticeiras, seu principal inimigo terreno transformou-se em seu aliado. No século XVI a Reforma protestante consumara aquilo que todas as dissidências anteriores não haviam conseguido: dividir o movimento cristão da Europa ocidental em dois campos antagônicos. Mas Martinho Lutero, cujos ataques contra a corrupção da Igreja haviam provocado a cisão, não discordava das autoridades da Igreja romana com relação à feitiçaria: considerava as bruxas tão perigosas quanto acreditavam os católicos. João Calvino, seu companheiro protestante, também não revelava tolerância maior para com as bruxas: como Lutero, via nelas apenas o perigo. Nas outras partes da Europa, a perseguição às bruxas continuava a se inflamar, alastrando-se por todos os lugares. Em 1579, o Concílio da Igreja de Melun declarava:
                        “Todos os charlatães, adivinhos e outros que pratiquem necromancia, piromancia, quiromancia e hidromancia serão condenados à morte.”
                        Todo o horror dos julgamentos por bruxaria e suas desastrosas conseqüências na economia da Europa inevitavelmente levaram a uma reação por parte daqueles que tinham coragem suficiente para opinar: na Alemanha, Friederich von Spee(século XVII), Johan Weyer(1563); na Itália, Samuel de Cassini(1505); na Espanha, Alonso Salazar de Frias(1611); na França, Gabriel Naudè(1625);na Holanda, Balthasar Bekker(1691) e, na Inglaterra, Robert Calef(1700).
                        A essa altura, a obsessão pelas bruxas já começava a fenecer na Europa. Comerciantes e governantes viam-na como um problema para a economia. Os intelectuais percebiam que tudo aquilo era irracional e inconsistente, contrário à nova    mentalidade científica que começava a despontar e que seria mais tarde conhecida como Iluminismo.
                        Mesmo que a Igreja e o Estado tivessem abdicado da perseguição, o medo e o ódio cuidadosamente alimentados por essas instituições durante séculos a fio não foram imediatamente erradicados. Muito tempo após os últimos tribunais, relatos de ataques contra supostos feiticeiros, surgiam ocasionalmente nas regiões rurais da Europa, onde perduravam velhas crenças.

                        Talvez episódios turbulentos, alguns ocorridos recentemente, em pleno século XX, sejam apenas o estremecer de uma força que já pereceu, como se fossem os espasmos musculares involuntários que continuam após a morte de um animal. Isto certamente é uma opção preferível a outra possibilidade que essa analogia sugere: que o monstro caçador de bruxas não está morto, mas apenas se agitando enquanto dorme.
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ALGUMAS SUGESTÕES, para conhecer mais sobre o assunto, através das mídias:

Filmes: “O Violino Vermelho”.
                 “O Perfume – a história de um assassino”.
                 “Cruzada”
                “Harry Potter e a Pedra Filosofal”
                “The Physician”

Livros: “O Perfume – a história de um assassino”
Autor: Patrick Süskind
Editora: Record
             “O caminho Jedi”
Autor: Daniel Wallace
Tradução: Raquel Novaes
Editora: Bertrand Brasil

Séries:Castlevania”
               “Fullmetal Alchemist Brotherhood”
               “Os Pilares da Terra”
               “Mundo sem fim”
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FONTE: SOUSA, R. M. CRUZ, T. M. G. S. Alquimia, um resgate Histórico, Técnico e Cultural. Monografia/Projeto de Curso para obtenção do título de Pós-Graduação “Lato Senso” em Ensino de Química, pela Universidade Estadual de Goiás – UEG, na Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas, sob orientação da Professora Mestre Luciana Pereira Marques, em 2004.

Química e Literatura

Olá olá!!
Esta é uma postagem em especial aos meus alunos do Ensino Médio, mas pode também ser útil a quem gosta de associar literatura à Química.
Para acessar aos livros propostos em sala de aula, basta clicar no link: Livros de Química para download, ou clicar na ABA de mesmo nome logo no início deste Blog.
Na página que e abrir ao clicar no link, as última sugestões de livros são os literários, lá vocês encontrarão tanto o Volume 01 de O Guia do Mochileiro das Galáxias (alunos dos 3ºs anos), quanto O Perfume - a história de um assassi
no (Alunos do 2º ano E). Em relação ao George e o Segredo do Universo, infelizmente não encontrei cópia em PDF completa disponível, apenas o 1º capítulo, disponível pela própria editora, que você pode acessar por aqui: http://editora.globo.com/crescer/pdf/171_livro_george.pdf.
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Neste último final de semana, fui até a Livraria Leitura, no Goiânia Shopping, e a gerente está reforçando o estoque deles para atender à vocês! Aproveitem!!
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Bom, espero que iniciem a leitura o quanto antes, para que possamos estar desenvolvendo as atividades em sala de aula, à tempo.
Combinados?!
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Um mol de abraços a todos!
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Um pouco sobre o início...Será mesmo que começou por aqui?!


Uma breve história da Química

         Alquimia, uma mistura de ciência, arte e magia, que floresceu durante a Idade Média, tendo uma dupla preocupação: a busca do Elixir da Longa Vida, que conservaria a juventude, garantiria a imortalidade, a cura das doenças do corpo e a descoberta de um método para a transformação de metais comuns em ouro (Transmutação), que ocorreria na presença de um agente conhecido como “Pedra Filosofal”.
            Os laboratórios eram antros negros e sinistros, cheios de odores nauseabundos. As prateleiras e mesas estavam sempre cheias de frascos de formas e cores bizarras. Em torno, espalhavam-se em desordem, papéis cobertos de sinais cabalísticos.
            Um dos seus sonhos era a transformação de qualquer metal em ouro. Acreditavam que todos os metais eram, na realidade, ouro, o “metal perfeito”, em estado de impureza. Esforçavam-se, por isso, para encontrar um fermento misterioso que tivesse a propriedade de transformá-los. Chamavam esse fermento sólido de “Pedra Filosofal”.
            À procura pelo ouro não era motivada por razões econômicas, mas sim porque, com sua resistência a corrosão, representava a perfeição divina. Contudo, muitos charlatões se aproveitaram de encenações simulando a transmutação para enriquecer a custa da boa-fé de alguns (ingênuos) adeptos da Alquimia.
            Na China, as especulações dos alquimistas conduziram ao domínio de muitas técnicas de metalurgia e a descoberta da pólvora. Os chineses foram os inventores dos fogos de artifício e os primeiros a usar a pólvora em combate, no século X.
            Esses objetivos nunca foram alcançados pelos alquimistas, mas permitiram o desenvolvimento de vários aparelhos e técnicas laboratoriais importantes. Muitos progressos no conhecimento das substâncias provenientes de minerais e vegetais foram obtidos no Ocidente e no Oriente. Desenvolveram processos importantes para a produção de metais, de papiros, de sabões e de muitas substâncias, como o ácido nítrico (chamado na época de aquafortis), o ácido sulfúrico (oleumvitriolum), o hidróxido de sódio e o hidróxido de potássio.
            No século XVI , o suíço Theophrastus Bombastus Paracelsus propôs que a Alquimia deveria se preocupar, principalmente, com o aspecto médico em suas investigações. (Isso ficou conhecido como Iatroquímica). Segundo ele, os processos vitais podiam ser interpretados e modificados com o uso de substâncias químicas contribuindo no diagnóstico e no tratamento de algumas doenças foi digna de nota.
            Os últimos anos do século XVI e o transcorrer do XVII firmaram os alicerces da Química como Ciência, com a publicação do livro Alchemia , do alemão Andreas Libavius. Nos séculos XVIII e XIX , os trabalhos de Lavoisier, Berzelius, Gay-Lussac, Dalton, Wöhler, Avogadro, Berthelot, Kekulé e tantos outros deram origem à chamada Química Clássica . No século XX , com o grande avanço tecnológico, presenciou-se uma vertiginosa evolução do conhecimento químico. Modernas técnicas de investigação foram desenvolvidas, utilizando conceitos de Química, Física, Matemática, Computação e Eletrônica.
            A Química tornou-se, então, uma Ciência, que acompanhou todas as etapas da evolução da cultura humana, mas, ainda hoje, é considerada por muitos como um produto de magia.



RENASCIMENTO
            Finda-se o período Medieval e, com ele, a hegemonia da Igreja Católica que começa, a partir desse momento, a ser questionada. Trata-se de um momento em que os direitos das nações e dos cidadãos sobrepuseram-se à tradição universal da autoridade religiosa.
Para que ocorressem tais mudanças na forma como o homem via o mundo e via a si próprio, passamos por um período conhecido por Renascença, o momento dessa grande transição.


O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO NA RENASCENÇA
·         Química: Teve uma enorme influência da Alquimia, principalmente com Paracelso que, além de alquimista, era médico renomado. Outro nome importante foi o do médico e químico alemão Andréas Libavius, que escreveu Alquimia, considerado o mais bonito livro de química do século XVII. Nesse período, mesmo fortemente marcados pelo hermetismo (transmutação), a Alquimia prestou significativa colaboração nas técnicas de metalurgia e de mineração, os primeiros ramos da química a contribuir para os aperfeiçoamentos tecnológicos.
·         Física: Não teve um desenvolvimento significativo nesse período: destacaram-se os estudos de magnetismo por Simon Stevin, de mecânica por William Gilbert e alguns trabalhos de óptica.
·      Ciências Médicas: Ganharam impulso com o surgimento das Universidades e com o início da experimentação na anatomia. Maior destaque se dá ao belga André Vesálio.
·         Astronomia: Neste ramo, destaca-se Nicolau de Cusa (Nikolaus Krebs) com a proposição de que a Terra não seria o único lugar no universo em que havia vida.
·         Arte: Na Renascença, merece destaque o artista e sábio Leonardo da Vinci (1452-1519), que foi um homem de saber enciclopédico, exímio conhecedor de anatomia, geologia, botânica, hidráulica, óptica, matemática, arquitetura, engenharia, fortificações militares e filosofia. Sabe-se que os objetos do pensamento humano são: a filosofia, as artes, a religião e os conhecimentos científicos. De todos, somente a Ciência, por suas características,  universalizou-se. Não se tem uma arte universal, uma religião universal, uma filosofia universal, mas se tem uma ciência universal. Foi assim, no Renascimento, com o concurso dos povos árabes, que começou o desenvolvimento da Ciência e que chegou até os nossos dias.

IMPEDIMENTOS PARA O AVANÇO CIENTÍFICO
                        Torna-se necessário avançar! Já não bastava mais apenas o conhecimento herdado da Antiguidade Clássica. Porém, havia impedimentos e dificuldades para que a Ciência progredisse. Dentre eles podemos destacar:
·         A mitificação da Ciência Grega: Os livros de Aristóteles tinham sido comentados por Tomás de Aquino e logo foram adotados pela Igreja, tornando-a intocável. Dessa forma, a primeira dificuldade foi superar esta mitificação, ou seja, admitir que a Ciência grega continuava com equívocos que deviam ser reparados. Roger Bacon, monge franciscano e um dos precursores da Ciência experimental no século XIII, chegou a dizer que a Ciência grega estava toda errada, o que certamente era um exagero.
·         Restrições Religiosas: O patrocínio das Ciências pela Igreja exigia que todo conhecimento científico estivesse de acordo com a interpretação dada pelos doutores da época às Sagradas Escrituras, fazendo com que todos que não concordassem fossem considerados hereges. O surgimento do protestantismo mudou um pouco essa situação, na medida em que os protestantes achavam que a Ciência ajudava a compreender melhor a obra de Deus.
·         Superstições e Magias: Quando a Ciência nasceu ela trazia em si todo um revestimento de magia. Foi preciso que a mente humana se afastasse das superstições herdadas da Idade Média e passasse à observação dos fenômenos, à sua catalogação, análise e conclusão através de um modo racional de pensar. Inicialmente, com grande dificuldade, devido à falta de uma metodologia, até que se chegou ao Método Científico, que foi a pedra de toque para que a Ciência vencesse todas essas dificuldades e, enfim, desabrochasse.
A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA DO SÉCULO XVII
                        Para romper com todos os impedimentos ao avanço científico, foi preciso que homens corajosos superassem tais dificuldades e realizassem a conhecida Revolução Científica, período que se iniciou no século XV e se estendeu até o século XVII.

                        Sabe-se que a Ciência, em todos os tempos, foi construída por milhares de trabalhadores anônimos. Credita-se grande parte das descobertas desse período (século XVII) à tríade Copérnico-Galileu-Newton, mas ao lado desses três gigantes, vamos encontrar muitos nomes que deixaram o anonimato para se incorporar a essa tarefa de construção do saber científico.

Um mol de abraços a todos!!


O Segredo do Abismo - Questionário 2017


Um ótima tarde a todos!
Estou anexando o questionário referente ao filme trabalhado em aula nos últimos dias: "O Segredo do Abismo". É um filme antigo, mas apaixonante. E, como já discutimos em sala, extremamente rico em conteúdo.
Sei que não tem [ao menos não encontrei] uma versão completa disponível de forma gratuita na internet, mas temos esta versão no youtube, que já ajuda para aqueles que acharem que devam assistir mais uma vez antes de responder. hehehe!!



QUESTIONÁRIO DO FILME E RELAÇÃO COM OS CONTEÚDOS ABORDADOS

1)No início do filme, quando uma equipe de americanos se reúne para tentar resgatar sobreviventes do submarino nuclear afundado, uma das personagens cita aos militares um tipo de “síndrome” que ataca pessoas quando estão em altas profundidades. Essa síndrome recebe o nome de “Síndrome de alta pressão”, a qual, justamente um dos militares passa a sofrer. Descreva quais os sintomas apresentados por quem passa a sofrer por esse tipo de síndrome.
2)Para mergulhos em alta profundidade, utiliza-se um líquido de coloração meio rósea, réplica   sintética do líquido amniótico que respiramos na placenta de nossas mães por 9 meses. Sobre esse líquido, responda:
a)Quais as diferenças entre ele e a água comum? Por que não afogamos quando o inalamos?
b)Trata-se de um perfluorocarbono.A qual “função” química estudada, pertence essa substância?
c)Por que se utiliza esse tipo de líquido em profundidades muito altas ao invés dos cilin- dros comuns de oxigênio?

3)Após a leitura do Ensaio publicado na Revista Ciência Hoje [volume 44 nº260 – “Ventilação Líquida: da   ficção   à   realidade”]   pode-­se   perceber   novas   utilizações   para   os   perfluorocarbonos.  
Cite a(s) fornecida(s) no Ensaio, e sugira outra forma de utilização, em benefício humano.

4)Diferencie implosão de explosão.

5)O submarino nuclear de que se trata o filme trazia em si algumas ogivas nucleares, que o tornavam de grande risco. Em um determinado momento, os militares fizeram uma com paração [em ní vel de potência], entre as ogivas [ou mísseis]  que ali estavam, e a Bomba de Hiroshima. Identifique a comparação sugerida:
a) 4  Hiroshimas              b) 5  Hiroshimas                  c) 8  Hiroshimas                  d) 10  Hiroshimas

6) Para   que   não   viesse   a   óbito   por  hipotermia,   uma   de   nossas   personagens   sofreu   um   afogamento espontâneo   para   ser   remanejada   para   um   novo   ambiente,   onde  haveria   maior   teor   de   oxigênio para respirarem, e maior aquecimento, e onde seria novamente re­acordada. Defina o que vem a ser hipotermia.

7) (Enem-2009) O fim da Guerra Fria e da bipolaridade, entre as décadas de 1980 e 1990, gerou expectativas de que seria instaurada uma ordem internacional marcada pela redução de conflitos e pela multipolaridade.
O panorama estratégico do mundo pós-Guerra Fria apresenta
a)  o aumento de conflitos internos associados ao nacionalismo, às disputas étnicas, ao extremismo religioso e ao fortalecimento de ameaças como o terrorismo, o tráfico de drogas e o crime organizado.
b)  o fim da corrida armamentista e a redução dos gastos militares das grandes potências, o que se traduziu em maior estabilidade nos continentes europeu e asiático, que tinham sido palco da Guerra Fria.
c)  o desengajamento das grandes potências, pois as intervenções militares em regiões assoladas por conflitos passaram a ser realizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), com maior envolvimento de países emergentes.
d)  a plena vigência do Tratado de Não Proliferação, que afastou a possibilidade de um conflito nuclear como ameaça global, devido à crescente consciência política internacional acerca desse perigo.
e)  a condição dos EUA como única superpotência, mas que se submetem às decisões da ONU no que concerne às ações militares.

8) (ENEM-99) “Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética, não foram um período homogêneo único na história do mundo. (...) dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década de 70. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS”. (HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras, 1996)

O período citado no texto e conhecido por "Guerra Fria" pode ser definido como aquele momento histórico em que houve:
a) corrida armamentista entre as potências imperialistas europeias ocasionando a Primeira Guerra Mundial.
b) domínio dos países socialistas do sul do globo pelos países capitalistas do Norte.
c) choque ideológico entre a Alemanha Nazista/União Soviética Stalinista, durante os anos 30.
d) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências orientais, como a China e Japão.
e) constante confronto das duas superpotências que emergiam da Segunda Guerra Mundial.

9) (Cesgranrio) A URSS transformou-se, após 1945, numa das potências mundiais, tanto no campo econômico como técnico. Um dos melhores exemplos dessa transformação é o:
a) desenvolvimento da política espacial, representada pela 1ª viagem em torno da Terra por Gagarin.
b) desenvolvimento da indústria cinematográfica e das teorias em torno da fusão nuclear.
c) desenvolvimento da indústria automobilística e o incremento do sistema industrial privado.
d) crescimento do mercado interno, com o desenvolvimento de novas técnicas de cultivo agrícola e aumento de salários.
e) crescimento da produção agrícola em função do fim da intervenção do Estado no setor e de técnicas administrativas americanas.

10) (Cesgranrio) No início da década de 60, o arsenal nuclear à disposição das grandes potências era suficiente para destruir a humanidade, caso fosse utilizado em uma situação de confronto. Ao assumir o governo, o Presidente Kennedy (1961-63) defendeu a substituição da política externa norte-americana de confronto por uma de entendimento com a URSS, cujo objetivo era o desarmamento gradual das duas superpotências.  Esse programa do governo Kennedy foi conhecido como:
a) Doutrina Drago.
b) Doutrina Monroe.
c) Corolário Roosevelt
d) Nova Fronteira.
e) Política de Boa Vizinhança.


 “Abandonar a Ciência é o caminho de volta à pobreza e ao atraso.”

[Carl Sagan]

Aos meus alunos do CEPMG - Ayrton Senna, um ótimo trabalho!!
O QUESTIONÁRIO deve estar respondido m seu Caderno de Sala.

Quimilokos Solidários


Há um tempinho tenho colocado em prática um pouco além do "ensinar em sala de aula". Tenho tentado trabalhar outro lado em meus alunos, e despertar (ou aflorar) no mesmos, a prática de levar ao próximo um pouco do que você aprendeu até hoje, ou apenas um sorriso a uma criança.
Sentar e ler um livro rodeada de crianças num orfanato...ou levar carinho, um sorriso, um brinquedo, um pouco de atenção a quem está hospitalizado...ou fazer pequenos experimentos (simples e com material de baixo custo)...
Acho que estou sentindo os ventos alterando minha perspectiva para o Projeto de Doutorado. 
Meu Orientador/Ocidentador Soberano Márlon Soares me disse algo quando eu ainda estava no Mestrado e que mudou minha vida, e por consequência, meu Projeto, na época (e inclusive consta na minha própria Dissertação essa trajetória toda): "Não é você quem escolhe seu Projeto...é o Projeto que te escolhe!" E eu garanto a vocês que, não existe nada melhor do que você Pesquisar algo que goste!
E os ventos têm me levado em direção à Educação Infantil..💗
Vejamos como a vida se reorganizará.
Por hora, vou deixar algumas das atividades de voluntariado que meu grupo do CEPMG - Ayrton Senna "CLUBE DOS NERDS E OTAKUS", juntamente com o "ALQUIMISTAS E QUÍMICOS" do Centro Universitário de Goiás Uni-ANHANGUERA, com a parceria de amigos cosplayers do "COSPLAY CLASSE A" e do "CONSELHO JEDI DE GOIÁS", desenvolvemos com crianças e adultos nesta última semana, em virtude do Dia das Crianças, no HUGOL - Hospital de Urgências de Goiânia, no Zoológico, no Setor Madre Germana...enfim...tantas outras atividades!!
Vou tentar postar novamente, simultaneamente ao acontecimento de cada uma, de agora em diante. 😊









 




E olha nós, no JORNAL O POPULAR, daqui de Goiânia:
"Pacientes do Hugol recebem visita de personagens de desenhos e filmes no Dia das Crianças - O Popular"
Veja mais em: 
https://www.opopular.com.br/editorias/cidade/pacientes-do-hugol-recebem-visita-de-personagens-de-desenhos-e-filmes-no-dia-das-crian%C3%A7as-1.1369119
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UM MOL DE ABRAÇOS A TODOS!!
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Química Orgânica - Perfluorocarbonos - O Segredo do Abismo

Olá Quimilokos.
O material que estou disponibilizando hoje, refere-se ao filme "O Segredo do Abismo", indicado em sala de aula.
Para saber um pouquinho mais sobre os PERFLUOROCARBONOS citados no filme, e sua utilização, acesse:
Ventilação Líquida: da ficção à realidade., e leia o Ensaio escrito por Cristiano Feijó Andrade, Luiz Alberto Forgiarini Junior (doutorando) Programa de Pós-graduação em Ciências Pneumológicas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Paulo Francisco Guerreiro Cardoso Departamento de Cirurgia, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Segue logo abaixo o arquivo para ser lido on-line, para quem preferir.


Sinopse e detalhes do Filme

Uma equipe de uma platorma civil de exploração de petróleo se vê repentinamente com a missão de tentar resgatar o USS Montana, um submarino nuclear que afundou misteriosamente com 156 tripulantes e, após o ocorrido, não houve mais contato. A plataforma é usada para a "Operação Salvo", a operação de resgate que visa resgatar a tripulação do Montana, pois apesar de saberem onde está o submarino um furacão se aproxima e, assim, a Marinha não terá tempo hábil de chegar ao local. Com isso, a equipe da plataforma se torna a melhor opção para realizar o salvamento, ficando acertado que o tenente Coffey (Michael Biehn) supervisionará as operações. Entretanto, Bud Brigman (Ed Harris), um mergulhador que chefia a plataforma, diz à operação que acaba de pressentir que sua equipe corre perigo, mas Brigman não poderia imaginar que iria se deparar com algo totalmente surpreendente.

CURIOSIDADES SOBRE O FILME

Formato pioneiro
O Segredo do Abismo foi o primeiro filme lançado no formato de laserdisc, uma espécie de proto-DVD.

Prêmios
- Ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado em outras 3 categorias: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Som.

Literatura e cinema
Ainda antes do início das filmagens de O Segredo do Abismo, o diretor James Cameron entrou em contato com o escritor Orson Scott Card sobre a possibilidade de produzir um livro sobre a história do filme que iria realizar. Ao saber da proposta através de seu agente Card inicialmente a descartou, dizendo que não fazia "novelizações" de filmes. O escritor mudou de idéia após saber que o pedido havia sido feito por Cameron, mas exigiu do diretor que tivesse liberdade para desenvolver a "novelização" da maneira como achasse melhor. Após um encontro com Cameron, Card escreveu três capítulos que apresentavam os personagens Bud e Lindsay Brigman em um período anterior ao que é mostrado no filme. Após receber tais capítulos, James Cameron os entregou aos atores Ed Harris e Mary Elizabeth Mastrantonio, no intuito de ajudá-los na composição de seus personagens.

Diplomados
Todos os atores de O Segredo do Abismo tiveram que obter certificados de mergulhadores antes do início das filmagens.

Entrega total
A grande maioria das cenas de O Segredo do Abismo foram realizadas pelos próprios atores do elenco, e não por dublês.

Para vê-los e ouvi-los melhor
As máscaras de mergulho utilizadas foram desenhadas especialmente para o filme, de forma a permitir a melhor visualização das faces dos atores. Dentro das máscaras foram ajustados microfones que permitiram que os diálogos ditos pelos atores fossem captados e utilizados no filme. Os sons feitos pelos reguladores das máscaras foram também gravados, mas posteriormente eliminados na edição de som.

Estrutura recorde
Grande parte das filmagens subaquáticas de O Segredo do Abismo foi realizada em um tanque de reator nuclear ainda em construção em Gaffney, na Carolina do Sul. Lá também foi construído o maior set de filmagens subaquático já feito até então, em um tanque de 7 milhões de galões d'água.

Adversidades
O tanque utilizado em O Segredo do Abismo tinha 40 pés de profundidade, mas como tinha muita luz na superfície a produção foi obrigada a construir um "tampão gigante" e ainda colocar bilhões de minúsculas bolhas pretas de plástico para bloquear a luz. Durante uma violenta tempestade o "tampão" acabou sendo destruído, o que fez com que o restante das filmagens ocorresse à noite.

O dilema da citação
A versão original de O Segredo do Abismo a ser exibida nos cinemas foi forçada a retirar do início do filme, ainda antes do surgimento dos créditos, a frase de Nietzsche que dizia "...when you look long into an abyss, the abyss also looks into you" (traduzindo, "quando você olha por muito tempo dentro do abismo, o abismo também olha dentro de você"). O motivo por tal retirada foi que esta mesma frase fora utilizada em Inocente ou Culpado (1988), sendo que Cameron queria evitar as acusações de imitação em seu filme. Entretanto, tal frase foi incluída na versão do diretor, lançada anos depois.

Tanque preservado
Devido a questões financeiras, o set de filmagens subaquático de O Segredo do Abismo nunca foi desmontado. Ele permanece montado no tanque de reator nuclear da Carolina do Sul, agora esvaziado, sendo que a Fox colocou ao seu redor diversos avisos a possíveis curiosos e fotógrafos de que aquele material é de sua propriedade e que fotos e filmagens são proibidas de acordo com a lei do copyright.

Director's cut
Em 1992 foi lançada uma versão alternativa chamada O Segredo do Abismo - Versão do Diretor, que continha 28 minutos de material extra em relação à versão original do filme.

FONTE: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-4992/


Bom filme e um ótimo trabalho!!
“Abandonar a Ciência é o caminho de volta à pobreza e ao atraso.”
[Carl Sagan]

Um pouco mais sobre os PERFLUOROCARBONOS

Há décadas a respiração por meios liquidos fascinam a humanidade, mas será que existe uma possibilidade real de atingirmos esse objetivo?
A resposta é simples: sim, para campos de pesquisas médicas, principalmente. A idéia de respirar em meio a substâncias líquidas aparece na literatura médica no final da Primeira Guerra Mundial, o objetivo era investigar a fisiologia pulmonar a partir da introdução desses liquidos no interior dos pulmões, mas esse sonho ainda estava longe de ser realizado. Somente em 1962 que as pesquisas tiveram grandes avanços, um fisiologista chamado Johannes Kylstra (1925 - 2005) descobriu que ratos cujos os pulmões tinham sido preenchido por uma substancia salina, Ringer-lactato, poderiam sobreviver até 18 horas quando submerso a altas pressões, semelhante às das regiões fundas dos oceanos, mas a pouca solubilidade principalmente do dióxido de carbono em solução salina tornou essa substância inepto para uso. Na mesma década os bioquímicos norte-americanos Leland Clark (1918 - 2005) e Frank Gollan (1910 - 1988) fizeram testes em camundongos e gatos com um líquido chamadoPerfluorocarbono (PFC - projeto desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial -Projeto Manhattan) e relataram que estes animais podiam sobreviver por várias horas imerso nesse líquido.

Características:
Os Perfluorocarbonos ou Perfluoroalcanos são uma família de compostos derivados de um Hidrocarboneto, onde os átomoS de hidrogênio foram substituídos por átomos de flúor.
Fórmula geral: CnEmc2, n = 15 anos
Semelhantes à água são incolores, inodoros e insípidos. São quimicamente estáveis, têm baixa tensão superficial e sua densidade é maior que a da água, são excelentes para troca de gases como hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e dióxido de carbono.
Estudos científicos realizados nos últimos anos revelaram que em animais com lesão pulmonar a ventilação líquida, quando comparada com a ventilação mecânica convencional, demonstrou melhora na troca gasosa e diminuição de danos aos pulmões. Relatos preliminares revelam que o perfluorocarbono pode ser utilizado com segurança em humanos. A ventilação líquida aumenta a troca gasosa por recrutar regiões do pulmão dependentes da gravidade – em que há perfusão (passagem de líquido), mas não são ventiladas e redistribui o fluxo sanguíneo para as áreas ventiladas. A utilização da ventilação líquida parcial atenua a lesão pulmonar devido à baixa tensão superficial e às propriedades anti-inflamatórias dos PFCs. A utilização de perfluorocarbonos na preservação de órgãos sólidos passou a ser apontada recentemente como alternativa para a proteção da chamada lesão de reperfusão, que compreende vários fenômenos decorrentes da recirculação de sangue em um órgão cuja circulação sanguínea tenha sido interrompida (isquemia). No entanto, sua real utilidade ainda precisa ser definida. Mas o uso de PFCs como carreadores de substâncias diretamente para o pulmão e seu emprego em transplantes do órgão são a grande esperança na melhora da viabilidade pulmonar. Apesar dos inúmeros avanços ocorridos na utilização da ventilação líquida, seu emprego ainda é limitado por diversos fatores, destacando-se entre eles o elevado custo. Sua utilização está restrita a poucos centros de pesquisa, especialmente nos Estados Unidos e no Canadá, onde se utiliza o perfluorobromido (o único PFC liberado para ensaios clínicos). Em outros países são utilizados PFCs ainda considerados não ideais para a ventilação líquida. A dificuldade de manejo dos pacientes submetidos à ventilação líquida também é um fator que restringe sua aplicação.

FONTE: CAMPO CIÊNCIA

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