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Lista de Orgânica para estudar!!

Boa tarde a todos!
Logo abaixo segue, escaneada, uma lista que foi deixada para os 3ºs anos do CPMG - AS estudarem para a prova da semana que vem!
Divirtam-se, pessoas!
E, não se esqueçam que esta lista deve ficar anexada [e respondida, óbvio!] em seu caderno de sala de aula!
Dica: Comece pela 3° parte, depois faça a 2° parte e por fim a 1° parte.
Um mol de abraços a todos vocês!!




Fantabuloso!! Mind Blowing! ...Earth Compared To The Rest Of The Universe - Amazing G...

Vale a pena assistir!
E, depois das comparações propostas...me digam: Ainda acham que estamos sozinhos neste Universo inteiro????

Entenda a história d'O Guia do Mochileiro das Galáxias

Você acorda em uma bela manhã, senta-se para tomar o café e percebe um alvoroço no seu quintal. Eis, então, que você percebe que está prestes a ter a sua casa demolida por empreiteiros para a construção de uma via expressa. Do nada, um velho amigo aparece dizendo que vocês precisam dar no pé o mais rápido possível e que ele não tem como te explicar agora, mas pede para que você confie nele. Maneiro, não?
É assim que começa, uma das mais incríveis jornadas pelo espaço-tempo-nonsense e não estamos falando de Doctor Who. Sim! É Ele! Nada mais, nada menos que as aventuras de Arthur Dent e Ford Prefect ou como é mais conhecido: O Guia do Mochileiro das Galáxias. Acredite: você não vai querer sair de carona pelo espaço sem ele.

Como nasceu O Guia do Mochileiro das Galáxias

Esta série de ficção-científica-space-ópera-cômica foi concebida em 1978 por Douglas Adams, como uma rádio-novela, depois compilada em livros a partir de 1979. A série foi exibida em live action em 1981, e em 2005 ganhou um filme.
O Guia do Mochileiro da Galáxias narra as aventuras de Arthur Dent que, por motivos de: Vogons explodem a Terra para dar espaço à construção de uma passagem espacial, se vê forçado a fugir do planeta, com o seu estranho amigo Ford Prefect.
Seu companheiro é, na verdade, um alienígena, colaborador e escritor para uma das maiores revistas espaciais do universo voltada para caroneiros interespaciais, “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. A revista tem bilhões de tiragens, e é uma tela com milhões de dicas e verbetes, com uma frase escrita em letras garrafais em cores berrantes DON’T PANIC (Não entre em Pânico) – que serve de conselho para todas as situações que o mochileiro pode vir a passar.
Com poucos segundos para saber o que está acontecendo, Arthur parte para uma grande aventura à bordo do Coração de Ouro pilotada por Zaphod Beeblebrox e Trillian – uma garota que é uma antiga paixão de Dent. Como não estavam fazendo nada de interessante até o momento, eles partem em busca da pergunta para a “Questão da Vida, o Universo e Tudo mais”, cuja a resposta todos já sabem.
Um livro filosófico
Não se enganem, O Guia do Mochileiro da Galáxias é um livro altamente filosófico cheio de insights e questões sobre a vida e a existência em suas várias camadas. Além de contar com o robô depressivo mais querido do mundo: o Marvin! Ele também tem ótimas piadas, diga-se de passagem. Tudo isso sem perder a toalha. Toalha? Sim um dos objetos mais versáteis de toda a galáxia. Se você consegue cruzar o universo sabendo onde a sua toalha está, você é o cara.


Episódios do Nerdologia + Documentário THC

Boa tarde QUIMILOKOS de plantão!!
Nesta postagem de hoje deixarei algumas dicas para melhor compreender o Filme Interestelar, que foi passado em sala de aula, mas que poderá auxiliar também aqueles que não tiverem (e nem tem, rsss) aula comigo, mas acompanham este meu blog!

Primeiramente dois vídeos do canal NERDOLOGIA do youtube:

1 - Buracos Negros

2 - A Física de Interestelar


Deixarei também o Documentário passado em aula "O Universo além do Big Bang"


Além do mais, lembrem-se dos Mitos Cósmicos de Criação citados em aula, Indiano, Egípcio, Chinês...em especial o Nórdico, representado através da Série Vikings (que você encontrará no Episódio de número 5 da Primeira Temporada), e o trecho recortado do Filme NOAH - ambos também disponíveis no youtube.


Bom, acho que vocês têm bastante coisa para fazer já, não é mesmo?!
Um ótimo trabalho a todos!
E, em especial aos meus alunos agora: não quero as atividade em folhas avulsas, ok?! Quero ele todo respondido (perguntas e respostas) em seu próprio caderno, o qual recolherei em sala!
Um mol de abraços!!

QUESTIONÁRIO

O Guia do Mochileiro das Galáxias
Interestelar
O Universo além do Big Bang
As aventuras de Peabody e Sherman
Química Orgânica - Física


1 - No início do primeiro livro da série, “O guia do mochileiro das galáxias”, Arthur Dent descobre que a Terra está prestes a ser destruída, mas consegue escapar por pouco. Onde o personagem trabalhava antes de deixar seu planeta natal para sempre?

2 - O primeiro livro conta que a Terra foi destruída em uma quinta feira pelos Vogons, uma raça de criaturas mal-humoradas, burocráticas, intrometidas e insensíveis. Afinal, porque eles tiveram que demolir o planeta? 

3 - Segundo o Guia, um mochileiro interestelar deve sempre carregar certo objeto, que pode ter inúmeras utilidades, inclusive nas batalhas corpo-a-corpo. Que objeto é este? Cite, pelo menos 3 utilizações diferentes apresentadas no Guia.

4 - O peixe-babel é uma criatura incrível que, quando introduzido no ouvido de alguém, lhe permite compreender tudo o que for falado em qualquer outra língua. Atualmente, já existem equipamentos sofisticados, semelhantes a fones de ouvido, que possuem a mesma função do peixe-babel (http://super.abril.com.br/tecnologia/este-fone-de-ouvido-faz-traducao-simultanea/). Do que esse animal, citado no livro, se alimenta?

5 - A nave Coração de Ouro é um dos principais veículos apresentados na história. Ela foi construída no planeta Damogran e roubada por Zaphod Beeblebrox, que era o presidente da galáxia. A nave se move graças a um sistema inovador. Que sistema é esse? Descreva seu funcionamento. Em seguida faça uma comparação às “viagens” através de buracos negros e de buracos de minhocas (Dica: “velocidade de dobra”).

6 - Entre os vários lugares visitados por Arthur Dent universo afora está o planeta Magrathea. O que havia de tão importante e significativo lá?

7 – De acordo com o livro, um supercomputador nos informou de que a resposta para a Grande Questão da Vida, o Universo e Tudo Mais é 42 (só falta saber qual é a pergunta). Qual era o nome desta máquina? De que maneira ela funcionava?

8 – O Guia do Mochileiro possui um verbete para falar sobre “o melhor drink do universo” - aquele que provoca um efeito semelhante a ter o crânio esmagado por uma fatia de limão envolvida em uma barra de ouro de bom tamanho. Que bebida é essa? Identifique no Guia, trechos que falem acerca da substância álcool.

9 – “O zerézimo de segundo durante o qual o buraco existiu teve as mais improváveis repercussões no passado e no futuro. Num passado remotíssimo, ele causou perturbações profundas num pequeno grupo aleatório de átomos que cruzavam o espaço vazio e estéril, fazendo com que se agrupassem das maneiras mais extraordinárias. Estes agrupamentos rapidamente aprenderam a se reproduzir (era essa uma das características mais extraordinárias deles) e acabaram causando perturbações muito sérias em todos os planetas onde foram parar. Foi assim que começou a vida no Universo.” (Douglas Adams).
Faça uma pesquisa e encontre pelo menos duas Teorias de Origem do Universo diferentes. Em seguida, dê a definição de cada uma delas. Por fim, faça uma analogia ao que é proposto/citado no Guia do Mochileiro das Galáxias.
 
10 – No decorrer das aulas falamos a respeito de algumas Teorias e Mitos. Qual a diferença entre uma “Teoria Cosmológica de Origem do Universo” e um “Mito Cósmico de Criação”? Na questão anterior você pesquisou sobre algumas Teorias, agora, encontre pelo menos três Mitos de Criação diferentes, e reconte-os. Ao final da recontagem, ilustre (seja por imagem colada ou desenhada).

11 – A definição de vida é motivo de muitos debates. Segundo a Química e a Física, o início da vida na Terra deu-se com:
a) o big bang, que deu origem ao universo e consequentemente à vida.
b) o aumento dos níveis de O2 atmosférico, que permitiu a proliferação dos seres aeróbios.
c) o surgimento dos coacervados, os quais, em soluções aquosas, são capazes de criar uma membrana, isolando a matéria orgânica do meio externo.
d) o surgimento de uma bicamada fosfolipídica, que envolveu moléculas com capacidade de autoduplicação e metabolismo.
e) o resfriamento da atmosfera, que propiciou uma condição favorável para a origem de moléculas precursoras de vida.

12 – Em relação ao documentário apresentado em sala de aula, “O Universo além do Big Bang”, por que o pesquisador Michio Kaku diz que o nome BIG BANG seria inadequado para descrever a teoria que recebe esse nome?

13 – Três questionamentos, no mínimo, ainda não são respondidos pela Teoria do Big Bang. Aponte-os.

14 – Foram apresentadas em sala também algumas teorias sobre Buracos Negros e Buracos de Minhocas, juntamente com a proposta de assistir aos filmes: “Interestelar” (exibido na escola) e “As aventuras de Peabody e Sherman” (proposto para casa), filmes estes que apontam algumas destas teorias. Elenque as teorias citadas em ambos os filmes e, em seguida, dê a definição de cada uma.

15 – No decorrer da história de “Interestelar”, é apresentado outro sistema solar com planetas ditos ‘promissores’ à vida, para que as pessoas do planeta Terra possam ser realocadas. O planeta com os melhores dados apresentados foi o do Dr. Man. Apesar de terem sido forjados por ele, os dados indicavam uma atmosfera daquele planeta muito semelhante à do nosso. Cite, pelo menos, 3 componentes apresentados, e o motivo de sua importância à vida.

16 – Um conceito interessante que surge a partir dos estudos sobre o filme Interestelar é o de “espaguetificação”. Determine este conceito e, em seguida, dê uma explicação química para o que acontece com um determinado corpo ao entrar em um Buraco Negro (Dica: Nerdologia).

17 – O estudo das estrelas, do universo e toda sua origem e constituição nos auxilia no estudo das partículas. Faça uma breve pesquisa e encontre pelo menos outras 4 partículas que constituem um determinado átomo, que não sejam: prótons, elétrons e nem nêutrons. Conceitue e exemplifique cada partícula escolhida (Dica: “George e o segredo do Universo”).

18 – Cite pelo menos 3 pesquisadores (filósofo, alquimista, físico, químico, astrofísico...) apresentados durante este período de estudo, fazendo uma breve biografia de cada um.
19 – Qual a relação entre estudar/observar a origem do universo e também de nosso planeta e da vida em si, com a Química, especificamente a Química Orgânica?

20 – Antes de ser denominada “Química do Carbono”, a química orgânica era classificada como a “Química dos seres vivos”. Baseados em que teoria foi atribuída essa denominação?

 











“O espaço é grande. Grande, mesmo.
Não dá pra acreditar o quanto ele é desmesuradamente
inconcebivelmente estonteantemente grande.”
(Douglas Adams)

Caro aluno de 3º ano do CPMG - AYRTON SENNA: O Questionário deverá estar COLADO  e RESPONDIDO em seu caderno!!
O caderno será recolhido IMPRETERIVELMENTE no dia 08 de março e 2017.



Introdução à Química Orgânica - Turmas de 2017

A expressão “química orgânica” tem origem no século XVIII, quando se acreditava que os compostos de carbono só poderiam ser obtidos de organismos vivos [Teoria da Força Vital]. A primeira separação da Química em Inorgânica e Orgânica ocorreu por volta de 1777. Essa separação foi proposta pelo químico alemão Torbern Olof Bergman (1735-1784), que definiu:

· Química Inorgânica é a parte da Química que estuda os compostos extraídos dos minerais.
· Química Orgânica é a parte da Química que estuda os compostos extraídos de organismos vivos.

Com base nessa definição, Jöns Jacob Berzelius (1779-1848) formulou a Teoria da Força Vital, ou Vitalismo, segundo o qual os compostos orgânicos necessitavam de uma força maior, a vida, para serem sintetizados.
            Em 1828, um aluno de Berzelius, Friedrich Wöhler (1800-1882), derrubou essa Teoria, sintetizando em laboratório a uréia, CO(NH2)2 , um composto orgânico integrante do suor e da urina dos animais, pelo simples aquecimento de um composto inorgânico extraído de minerais, o cianato de amônio , NH4OCN.
     Δ
NH4OCN → O = C(NH2 )2

Abandonada a Teoria da Força Vital, a denominação deixou de ter sentido, porém foi mantida por tradição.
A Química Orgânica está intimamente ligada à vida na Terra. Se os compostos de carbono fossem removidos do corpo humano, não restaria mais do que água e alguns resíduos de minerais. O mesmo aconteceria com qualquer organismo vivo.
Carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, hormônios, enzimas e muitos remédios são compostos orgânicos. Da mesma maneira, plásticos, perfumes, aromatizantes, sabões, detergentes, borracha e outra infinidade de matérias contêm compostos orgânicos. Percebeu-se então que a definição de Bergman para a Química Orgânica não era adequada. Devido à presença constante do carbono nos compostos orgânicos conhecidos na época, como a uréia, o ácido tartárico, a glicerina, o ácido cítrico e o ácido lático, dentre outros, o químico alemão Friedrich August Kekulé (1829-1896) propôs em 1858 a definição aceita atualmente:

Química Orgânica é a parte da Química que estuda praticamente todos os compostos do elemento carbono.

Desse modo, a Química Inorgânica é a parte da Química que estuda os compostos dos demais elementos e alguns poucos compostos do elemento carbono, que são denominados compostos de transição. Esse pequeno grupo de compostos, chamados de transição, possui o carbono, mas tem propriedades semelhantes às dos compostos inorgânicos. Dentre eles podemos citar o gás carbônico, o monóxido de carbono, o cianeto de hidrogênio e o isocianato de hidrogênio.

            Com a síntese da uréia, Wöhler deu início a um grande campo de pesquisa, o das sínteses orgânicas. Hoje são conhecidos por volta de 7 milhões de compostos orgânicos contra 200 mil inorgânicos.
  • Comparecendo com apenas 0,08% em massa do planeta e aproximadamente 12% nos seres vivos, o que torna o carbono um elemento químico tão especial?
  • Se os compostos de carbono podem ser sintetizados em laboratório, por que estudá-los separadamente dos compostos inorgânicos?
POSTULADOS DE KEKULÈ
A segunda metade do século XIX presenciou o nascimento das primeiras concepções realmente consistentes sobre estruturas químicas. Em 1852, o químico inglês Edward Frankland [1825-1899] publicou um trabalho em que aparecia a expressão valência [do latim valentia = que tem força, poder]. Segundo Frankland, cada átomo teria o poder de ligar-se a um número fixo de outros átomos, ou seja, a uma certa valência. O hidrogênio, por exemplo, teria valência 1, e o oxigênio, valência 2. Isso permitia prever que a fórmula da água poderia ser H – O – H , ou seja H2O. 
Oito anos mais tarde, em 1860, o químico italiano Stanislao Cannizzaro [1826-1910] mostrou que substâncias diferentes poderiam ter a mesma proporção de átomos, ou seja, a mesma fórmula mínima. Assim, tanto o etileno como o ciclohexano, poderiam apresentar a fórmula CH2. Foi a partir dessa observação que nasceu a diferença entre a fórmula mínima (CH2) e a fórmula molecular: C2H4 (etileno) e C6H12 (ciclohexano).
Mas qual seria a geometria das moléculas, ou seja, como poderiam ser construídas as fórmulas estruturais espaciais?
            Entre 1858 e 1861, praticamente na mesma época dos trabalhos de Cannizzaro, vários cientistas elaboravam outras teorias sobre estruturas moleculares. Foi assim que o químico inglês Archibald Couper [1831-1892] sugeriu que cada valência do átomo fosse indicada por um traço, dando origem à fórmula estrutural plana, também conhecida no meio científico como fórmula de Couper. Na mesma época, mas de maneira independente, surgiram trabalhos semelhantes, como o do químico alemão August Kekulé.

            Para explicar a razoável quantidade de compostos orgânicos já conhecidos, alguns com fórmulas moleculares semelhantes, Kekulé propôs hipóteses extraordinárias:
  •  O carbono teria quatro valências.
  •  Os átomos de carbono poderiam formar cadeias.
  •  Os átomos de carbono poderiam unir-se entre si, utilizando uma ou mais valências. [Surgia assim o conceito de ligação simples, dupla e tripla].
# A estrutura tetraédrica do Carbono

Apesar de as propostas de Couper e Kekulé serem de grande importância, eram apenas fórmulas planas, em duas dimensões. Colocou-se, então, a seguinte questão: essas fórmulas corresponderiam às geometrias reais das moléculas? Ou seja, de que maneira os átomos estariam efetivamente dispostos no espaço?
As primeiras respostas surgiram 15 anos depois, com os trabalhos independentes do químico holandês Jacobus H. Van’t Hoff [1852-1911] e do químico francês Joseph Achille Le Bel [18471930].

            Em 1874, esses jovens cientistas propuseram um conjunto de hipóteses, de elevada criatividade e profunda importância para o futuro da Química Orgânica.
Veja:
·         As quatro valências do carbono estariam dirigidas para os vértices de um tetraedro.
·         As quatro valências seriam espacialmente equivalentes.
·         As ligações simples, dupla e tripla seriam correspondentes a diferentes formas de união entre dois
tetraedros. 

Cientistas descobrem molécula de carbono com 6 ligações
Nas aulas de química aprendemos que carbono só pode formar quatro ligações, porque só tem quatro eletrões compartilháveis. No entanto, parece que essa regra já não se aplica.
Um grupo de cientistas confirmou a existência de uma molécula de carbono exótica que pode formar seis ligações – o que significa que a Teoria da tetravalência do Carbono está ultrapassada.
Figura 1-Modelo tradicional da molécula de carbono
Em 1973, investigadores alemães propuseram que poderia ser teoricamente possível criar uma molécula de carbono com seis ligações, usando hexametilbenzeno anel hexagonal plano consiste em seis átomos de carbono (cinzentos), que se ligam a seis “braços” de carbono extra e aos átomos de hidrogênio (brancos).
Os átomos de carbono formam uma ligação com três outros átomos de carbono, ou uma ligação com um carbono, e três átomos de hidrogênio.
Numa ligação típica, são compartilhados dois elétrons – um de cada átomo. Os eletrões restantes que não são compartilhados permanecem no meio do anel para reforçar as ligações existentes.
Figura 2-Molécula de hexametilbenzeno
Jynto / Wikimedia

No passado, os cientistas alemães questionaram o que aconteceria se a molécula de hexametilbenzeno perdesse dois elétrons.
Os especialistas propuseram que isso forçaria a molécula a formar uma versão muito menos estável, positivamente carregada, de si mesma, que basicamente colapsaria numa espécie de pirâmide.
Como o composto só é estável quando criado em ácido extremamente potente, ninguém tinha verificado a forma da molécula, até agora.
Uma equipe de cientistas liderada pelo químico Moritz Malischewski, da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, decidiu tentar sintetizar uma molécula de hexametilbenzeno para confirmar a sua estrutura.
Assim que o composto cristalizou, a equipa usou raios-X para criar um modelo 3D, e descobriu que dois elétrons tinham sido empurrados para fora da estrutura, o que mudou dramaticamente o seu interior.

(dr) Moritz Malischewski, Konrad Seppelt
Figura 3-Pirâmide de carbono de cinco lados
Um átomo de carbono saltou do anel e adquiriu uma nova posição no topo, transformando a forma hexagonal numa pirâmide de carbono de cinco lados. Como resultado, o carbono em cima da pirâmide estava ligado a seis outros átomos de carbono – cinco no anel abaixo, e um acima.
No entanto, o estudo publicado na revista Angewandte Chemie revela que estas seis ligações de carbono não são tão fortes ou estáveis como as quatro ligações da maioria dos compostos.

A confirmação de uma teoria com 40 anos significa que os especialistas têm, agora, a certeza de que a ligação de carbono é muito mais complexa do que pensávamos – e que há a possibilidade de existirem estruturas moleculares ainda mais estranhas.

  
 REFERÊNCIAS:

Um pouco sobre o início...Será mesmo que começou por aqui?!

Alquimia, uma mistura de ciência, arte e magia, que floresceu durante a Idade Média, tendo uma dupla preocupação: a busca do Elixir da Longa Vida, que conservaria a juventude, garantiria a imortalidade, a cura das doenças do corpo e a descoberta de um método para a transformação de metais comuns em ouro (Transmutação), que ocorreria na presença de um agente conhecido como “Pedra Filosofal”.
            Os laboratórios eram antros negros e sinistros, cheios de odores nauseabundos. As prateleiras e mesas estavam sempre cheias de frascos de formas e cores bizarras. Em torno, espalhavam-se em desordem, papéis cobertos de sinais cabalísticos.
            Um dos seus sonhos era a transformação de qualquer metal em ouro. Acreditavam que todos os metais eram, na realidade, ouro, o “metal perfeito”, em estado de impureza. Esforçavam-se, por isso, para encontrar um fermento misterioso que tivesse a propriedade de transformá-los. Chamavam esse fermento sólido de “Pedra Filosofal”.
            À procura pelo ouro não era motivada por razões econômicas, mas sim porque, com sua resistência a corrosão, representava a perfeição divina. Contudo, muitos charlatões se aproveitaram de encenações simulando a transmutação para enriquecer a custa da boa-fé de alguns (ingênuos) adeptos da Alquimia.
            Na China, as especulações dos alquimistas conduziram ao domínio de muitas técnicas de metalurgia e a descoberta da pólvora. Os chineses foram os inventores dos fogos de artifício e os primeiros a usar a pólvora em combate, no século X.
            Esses objetivos nunca foram alcançados pelos alquimistas, mas permitiram o desenvolvimento de vários aparelhos e técnicas laboratoriais importantes. Muitos progressos no conhecimento das substâncias provenientes de minerais e vegetais foram obtidos no Ocidente e no Oriente. Desenvolveram processos importantes para a produção de metais, de papiros, de sabões e de muitas substâncias, como o ácido nítrico (chamado na época de aquafortis), o ácido sulfúrico (oleumvitriolum), o hidróxido de sódio e o hidróxido de potássio.
            No século XVI , o suíço Theophrastus Bombastus Paracelsus propôs que a Alquimia deveria se preocupar, principalmente, com o aspecto médico em suas investigações. (Isso ficou conhecido como Iatroquímica). Segundo ele, os processos vitais podiam ser interpretados e modificados com o uso de substâncias químicas contribuindo no diagnóstico e no tratamento de algumas doenças foi digna de nota.
            Os últimos anos do século XVI e o transcorrer do XVII firmaram os alicerces da Química como Ciência, com a publicação do livro Alchemia , do alemão Andreas Libavius. Nos séculos XVIII e XIX , os trabalhos de Lavoisier, Berzelius, Gay-Lussac, Dalton, Wöhler, Avogadro, Berthelot, Kekulé e tantos outros deram origem à chamada Química Clássica . No século XX , com o grande avanço tecnológico, presenciou-se uma vertiginosa evolução do conhecimento químico. Modernas técnicas de investigação foram desenvolvidas, utilizando conceitos de Química, Física, Matemática, Computação e Eletrônica.
            A Química tornou-se, então, uma Ciência, que acompanhou todas as etapas da evolução da cultura humana, mas, ainda hoje, é considerada por muitos como um produto de magia.



RENASCIMENTO
            Finda-se o período Medieval e, com ele, a hegemonia da Igreja Católica que começa, a partir desse momento, a ser questionada. Trata-se de um momento em que os direitos das nações e dos cidadãos sobrepuseram-se à tradição universal da autoridade religiosa.
Para que ocorressem tais mudanças na forma como o homem via o mundo e via a si próprio, passamos por um período conhecido por Renascença, o momento dessa grande transição.


O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO NA RENASCENÇA
·         Química: Teve uma enorme influência da Alquimia, principalmente com Paracelso que, além de alquimista, era médico renomado. Outro nome importante foi o do médico e químico alemão Andréas Libavius, que escreveu Alquimia, considerado o mais bonito livro de química do século XVII. Nesse período, mesmo fortemente marcados pelo hermetismo (transmutação), a Alquimia prestou significativa colaboração nas técnicas de metalurgia e de mineração, os primeiros ramos da química a contribuir para os aperfeiçoamentos tecnológicos.
·         Física: Não teve um desenvolvimento significativo nesse período: destacaram-se os estudos de magnetismo por Simon Stevin, de mecânica por William Gilbert e alguns trabalhos de óptica.
·      Ciências Médicas: Ganharam impulso com o surgimento das Universidades e com o início da experimentação na anatomia. Maior destaque se dá ao belga André Vesálio.
·         Astronomia: Neste ramo, destaca-se Nicolau de Cusa (Nikolaus Krebs) com a proposição de que a Terra não seria o único lugar no universo em que havia vida.
·         Arte: Na Renascença, merece destaque o artista e sábio Leonardo da Vinci (1452-1519), que foi um homem de saber enciclopédico, exímio conhecedor de anatomia, geologia, botânica, hidráulica, óptica, matemática, arquitetura, engenharia, fortificações militares e filosofia. Sabe-se que os objetos do pensamento humano são: a filosofia, as artes, a religião e os conhecimentos científicos. De todos, somente a Ciência, por suas características,  universalizou-se. Não se tem uma arte universal, uma religião universal, uma filosofia universal, mas se tem uma ciência universal. Foi assim, no Renascimento, com o concurso dos povos árabes, que começou o desenvolvimento da Ciência e que chegou até os nossos dias.

IMPEDIMENTOS PARA O AVANÇO CIENTÍFICO
                        Torna-se necessário avançar! Já não bastava mais apenas o conhecimento herdado da Antiguidade Clássica. Porém, havia impedimentos e dificuldades para que a Ciência progredisse. Dentre eles podemos destacar:
·         A mitificação da Ciência Grega: Os livros de Aristóteles tinham sido comentados por Tomás de Aquino e logo foram adotados pela Igreja, tornando-a intocável. Dessa forma, a primeira dificuldade foi superar esta mitificação, ou seja, admitir que a Ciência grega continuava com equívocos que deviam ser reparados. Roger Bacon, monge franciscano e um dos precursores da Ciência experimental no século XIII, chegou a dizer que a Ciência grega estava toda errada, o que certamente era um exagero.
·         Restrições Religiosas: O patrocínio das Ciências pela Igreja exigia que todo conhecimento científico estivesse de acordo com a interpretação dada pelos doutores da época às Sagradas Escrituras, fazendo com que todos que não concordassem fossem considerados hereges. O surgimento do protestantismo mudou um pouco essa situação, na medida em que os protestantes achavam que a Ciência ajudava a compreender melhor a obra de Deus.
·         Superstições e Magias: Quando a Ciência nasceu ela trazia em si todo um revestimento de magia. Foi preciso que a mente humana se afastasse das superstições herdadas da Idade Média e passasse à observação dos fenômenos, à sua catalogação, análise e conclusão através de um modo racional de pensar. Inicialmente, com grande dificuldade, devido à falta de uma metodologia, até que se chegou ao Método Científico, que foi a pedra de toque para que a Ciência vencesse todas essas dificuldades e, enfim, desabrochasse.
A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA DO SÉCULO XVII
                        Para romper com todos os impedimentos ao avanço científico, foi preciso que homens corajosos superassem tais dificuldades e realizassem a conhecida Revolução Científica, período que se iniciou no século XV e se estendeu até o século XVII.

                        Sabe-se que a Ciência, em todos os tempos, foi construída por milhares de trabalhadores anônimos. Credita-se grande parte das descobertas desse período (século XVII) à tríade Copérnico-Galileu-Newton, mas ao lado desses três gigantes, vamos encontrar muitos nomes que deixaram o anonimato para se incorporar a essa tarefa de construção do saber científico.

Um mol de abraços a todos!!


A tabela periódica que mostra para que serve cada elemento



Criação de desenhista americano Keith Enevoldsen é interativa; "fiz a tabela que eu gostaria de ter quando era criança", diz ele.


A tabela interativa criada por Keith Enevoldsen mostra para que serve cada elemento químico (Foto: Keith Enevoldsen)


Quem nunca teve que estudar, nos tempos de escola, a notória tabela periódica com dezenas de elementos químicos ordenados por seus números atômicos?

Mas afinal, qual é a relação entre aquelas colunas de símbolos e números e o mundo que nos cerca? E indo além dos elementos mais conhecidos, como carbono e cálcio, para que servem outros, como o rutênio ou o rubídio?
As respostas para todas essas perguntas estão numa versão interativa da tabela periódica, que mostra pelo menos uma utilidade para cada elemento. A ideia é do desenhista americano Keith Enevoldsen, de Seattle.
Na tabela interativa, pode-se aprender que o elemento túlio é essencial nas cirurgias a laser, que o estrôncio é usado nos fogos de artifício e o amerício, nos detectores de fumaça.
"Fiz a tabela que eu gostaria de ter quando era criança", disse Enevoldsen à BBC.
Do hidrogênio até...
A tabela periódica tradicional ordena os elementos químicos por número atômico (número de prótons), configuração dos elétrons e propriedades químicas.
Elementos que têm um comportamento químico semelhante ficam na mesma coluna.
A primeira versão da tabela periódica foi criada pelo químico e físico russo Dmitri Mendeleiev em 1869, e foi revolucionária ao prever as propriedades de elementos que ainda não tinham sido descobertos.
O primeiro elemento é o hidrogênio e o último é o de número 118, o ununóctio, que recentemente passou a ser chamado de oganessono, em homenagem ao físico nuclear russo Yuri Oganessian.
A União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac, na sigla em inglês) validou os elementos sintetizados mais recentemente em dezembro do ano passado.
'Para mim e meus filhos'


Mas como o americano Enevoldsen teve a ideia de fazer uma tabela com ilustrações modernas?
Além das ilustrações, a tabela interativa abre janelas detalhando cada elemento (Foto: Keith Enevoldsen)

"Nasci em 1956. Quando era criança, gostava das tabelas periódicas com figuras, mas elas nunca tinham boas imagens de todos os elementos", conta o desenhista.
Ele também foi inspirado por um escritor e bioquímico americano nascido na Rússia: Isaac Asimov, considerado um dos mestres da ficção científica.
"Também li um livro de Isaac Asimov, chamado Building Blocks of the Universe (algo como "Blocos de construção do Universo", em tradução livre), que tinha relatos maravilhosos sobre a história e os usos dos elementos. Gostava de saber, por exemplo, que os químicos que mexiam com telúrio acabavam com mau hálito e boca seca."
Foi assim que Enevoldsen resolveu criar o que sempre sonhara desde os tempos da escola: uma tabela periódica com imagens divertidas e importantes dos elementos químicos listados até o número 98.
"Queria que toda a tabela fosse colorida, com um desenho limpo, que não fosse cheia dos números dos pesos atômicos que, para as crianças, não servem para muita coisa."
O nióbio é usado em trens ultramodernos, como este no Japão
A tabela é interativa, como pede um mundo conectado por computadores. Assim, ao colocar o cursor sobre cada elemento, o quadradinho correspondente aparece ampliado em um quadrado maior na parte superior da tabela.
"Fiz a tabela para mim e meus filhos, e a coloquei na internet para que outras pessoas desfrutassem dela. Muitos estudantes, professores e pais dizem que ficaram encantados."
O trabalho do desenhista pode ser acessado neste site. Ainda não há uma versão em português.
Elementos 'amigos'
"Quero que as crianças saibam que aprender os elementos químicos pode ser divertido", diz Enevoldsen.
As ilustrações coloridas servem para chamar a atenção das crianças, que podem procurar mais informações em cada quadradinho que vai surgindo na tela.
"Espero que, graças a essa tabela, as crianças queiram conhecer os elementos como se estivessem conhecendo um novo amigo", afirma o desenhista americano.
"E quero que as ilustrações e palavras facilitem lembrar das informações."
"Na próxima vez que virem a palavra estrôncio, por exemplo, vão poder dizer: Ahhh, estrôncio é o que usam nos fogos de artifício...

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