Quimilokos de Plantão!

Pesquise no Blog e na WEB


Teorias de Origem da Vida - 03 Experimento de Redi e a teoria da Biogênese

Experimento de Redi e a teoria da biogênese
Na figura acima podemos ver um experimento semelhante ao feito por Francesco Redi
                                               
Ao longo do tempo, muitas teorias foram elaboradas sobre a real origem da Terra e como surgiu a vida em nosso planeta. Avanços em pesquisas colocaram em dúvida tanto a ideia da criação divina, quanto à da geração espontânea, e essa ideia de que os seres vivos surgiam a partir de outros mecanismos que não a reprodução foi muito difundida na Antiguidade, e ficou conhecida como teoria da geração espontânea ou teoria da abiogênese.
Nessa teoria, admitia-se que cobras, sapos, rãs etc., formavam-se a partir da lama dos rios e lagos, e até receitas para se produzir ratos foram elaboradas. A teoria da abiogênese não resistiu à expansão das pesquisas e rigorosos experimentos feitos por vários pesquisadores, entre eles Redi, Spallanzani e Pasteur, que forneceram evidências incontestáveis de que os seres vivos surgiam a partir de uma vida pré-existente. A teoria de que uma vida surge somente a partir de outra da mesma espécie ficou conhecida como teoria da biogênese, e no presente artigo iremos verificar como foram feitos os experimentos do médico italiano Francesco Redi (1626- 1697), em meados do século XVII.
Na época, uma ideia muito difundida era de que os vermes que apareciam nos cadáveres de pessoas e animais originavam-se pela transformação espontânea da carne em putrefação. Redi, diante disso, resolveu provar que esses vermes não apareciam espontaneamente, e que na verdade eles eram larvas de moscas que colocavam seus ovos na carne em putrefação. Segundo Redi narra em seu livro “Experimentos sobre a geração de insetos”, a ideia de que as lavras surgiam de moscas veio do poema épico Ilíada. No livro, Redi questiona: “[...] por que, no canto XIX da Ilíada, Aquiles teme que o corpo de Pátrocles se torne presa das moscas? Por que ele pede a Tétis que proteja o corpo contra os insetos que poderiam dar origem a vermes e assim corromper a carne do morto?”.
Diante disso, Redi testou sua hipótese a partir do seguinte experimento: Pegou frascos de boca larga, e em cada frasco colocou o cadáver de um animal. Alguns frascos foram tampados com uma gaze muito fina, enquanto os outros frascos ficaram totalmente abertos. Passados alguns dias, Redi verificou que nos frascos destampados, nos quais as moscas entravam e saíam livremente, o cadáver estava repleto de vermes, e nos frascos tampados ele observou que não havia surgido nenhum verme.
Dessa forma, Redi conseguiu provar que, no caso de organismos facilmente visíveis, a teoria da geração espontânea não se aplicava, e que cada ser vivo conhecido provinha de um ser vivo pré-existente, confirmando então a teoria da biogênese.
 
Por: Paula Louredo Moraes

Teorias de Origem da Vida - 02 A Hipótese de Oparin e Haldane

A Hipótese de Oparin e Haldane
As extremadas condições reinantes na Terra primitiva.
            
Em 1920, os cientistas Oparin e Haldane, desenvolvendo paralelamente trabalhos correlacionados, propuseram a hipótese sobre o surgimento da vida na Terra. A pesar das diferenças, em síntese, concordavam que esse fenômeno teria iniciado a partir de moléculas orgânicas presentes na atmosfera primitiva, posteriormente percoladas ao oceano, combinando-se a substâncias inorgânicas.

Segundo eles, ocorriam na Terra primitiva, intensos processos vulcânicos, emitindo grande quantidade de gases (moléculas): metano – CH4, amônia – NH3, gás hidrogênio – H2 e água H2O. Suspensos na atmosfera, por ação da força gravitacional, aumentavam proporcionalmente a concentração, conforme as frequentes erupções que ocorriam.

Acredita-se que o ambiente era bastante redutor, consequente da inexistência ou baixa concentração do gás oxigênio (O2).

Na época, após as constantes oscilações térmicas, passou a Terra por estágio de resfriamento ocasionando as precipitações (chuvas), acumulando água nas depressões da crosta terrestre, surgindo os quentes e rasos mares primitivos.

A atmosfera do planeta, desprovida de camada de ozônio (O3), era constantemente bombardeada com radiação ultravioleta (UV) e descargas elétricas. Essas condições intempestivas propiciaram agitação e energia suficiente para as moléculas suspensas, iniciarem arranjos mais complexos.

Pela ação da chuva, as moléculas orgânicas eram então arrastadas para os mares, que pela ação do tempo, transformou-se em uma imensa “sopa nutritiva”, rica em compostos orgânicos, eventualmente formando os coacervados (junção de moléculas circundadas por água).

Os coacervados, sistemas semi isolados, além das reações químicas em seus interiores, intercambiavam substâncias com o meio. A hipótese de Oparin e Haldane equipou o surgimento de sistemas semelhantes aos coacervados, evolutivamente mais elaborados, provavelmente constituídos por lipídios, proteínas e ácido nucléico.
 
Texto por: Thiago Ribeiro

Teorias sobre a Origem da Vida - 01 PANSPERMIA

Panspermia
A teoria da panspermia indica que a vida na Terra surgiu de outro local no espaço 
A panspermia, proposta no fim do século XIX, é uma teoria que busca explicar a origem da vida. Segundo ela, nosso planeta foi povoado por seres vivos ou elementos precursores da vida oriundos de outros planetas; que se propagaram por meteoritos e poeira cósmica até a Terra.
Essa teoria ganhou mais força com a descoberta da presença de substâncias orgânicas oriundas de outros locais do espaço, como o formaldeído, álcool etílico e alguns aminoácidos. A descoberta de um meteorito na Antártica, na década de 80, contendo um possível fóssil de bactéria também reforça a panspermia.
Para muitos, aceitá-la apenas responderia sobre o surgimento da vida na Terra tornando, ainda, obscura a resposta acerca de como ela se formou, realmente. Além disso, muitos cientistas argumentam sobre a possibilidade quase negativa de seres extraterrestres atravessarem os raios cósmicos e ultravioletas sem serem lesados.
A seguir, duas linhas dessa teoria que são discutidas atualmente:

NOVA PANSPERMIA
Para essa versão, formulada por Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, a matéria está constantemente sendo formada. Assim, há vida em todo o universo, nas nuvens interestelares, chegando à Terra a partir do núcleo de cometas.
A nova panspermia aponta, também, que os vírus podem ter vindo diretamente do espaço e que a evolução pode se dar pela incorporação de material genético oriundo de outros planetas.
Em suas pesquisas, estes cientistas constataram, na poeira interestelar, a presença de polímeros orgânicos complexos semelhantes à celulose – o que poderia ser uma evidência.

PANSPERMIA DIRIGIDA
Francas Circo e Lesei Orle, autores desta abordagem, defendem que seres inteligentes de outras galáxias colonizaram vários planetas, inclusive o nosso, deixando como prova de sua presença o molibdênio - elemento essencial para o funcionamento de determinadas enzimas, mas bastante raro em nosso planeta.
Francis Crick (aquele da descoberta da dupla hélice do DNA) e Leslie Orgel proporam, também, que esporos transportados por uma nave espacial chegaram à Terra por vontade de seres extraterrestres inteligentes.

Conclusão:
Por mais confusa ou absurda que possa parecer, a panspermia ainda não foi refutada e causa fascínio, principalmente naqueles que gostam de ficção científica. 
 
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

Teorias de Origem da Vida - Marco Zero - ORIGEM DOS SERES VIVOS!

Olá pessoas queridas!
O que veremos em todas as postagens aqui no QUIMILOKOS, que se seguirão ao longo desta semana, são várias Teorias de Proposição da Origem da Vida em nosso planeta, em nosso universo.
Espero que gostem e espero mais ainda, que muitas, mas muitas dúvidas surjam para que possamos discutir juntos!
Um mol de abraços a todos!!!
Boa leitura!
 
A origem dos seres vivos
A origem da vida na superfície da Terra ainda é uma incógnita
                                    Acredita-se que o planeta Terra tenha se formado há aproximadamente 4,6 bilhões de anos, e que naquela época a Terra não tinha condições de abrigar nenhum tipo de ser vivo.
À medida que o tempo foi passando, o planeta foi passando por várias transformações e criando condições para o surgimento da vida, mas a pergunta que é feita desde a Antiguidade é: “Qual a origem dos seres vivos?”.
Muitas pessoas acreditavam que um “princípio ativo” ou “vital” teria a capacidade de transformar matéria bruta em seres vivos, e a partir dessa interpretação eles elaboraram a Teoria da geração espontânea, também chamada de Teoria da abiogênese, na qual todos os seres vivos originavam-se espontaneamente da matéria bruta.
Essa teoria foi contestada por muitos cientistas, que através de experimentos comprovaram que um ser vivo só se origina de outro ser vivo pré-existente, nascendo então a Teoria da biogênese. Assim, surgiram vários questionamentos de como teria surgido o primeiro ser vivo. Muitas são as teorias e as hipóteses sobre esse assunto, mas as principais teorias modernas sobre a origem do primeiro organismo vivo são a Panspermia e a Evolução química.
A panspermia defende que o surgimento da vida na Terra teve início a partir de seres vivos ou substâncias precursoras da vida, provenientes de outros locais do universo. Em outras palavras, a vida teria se originado em outros planetas e foram trazidas para a Terra através de esporos ou formas de vida resistentes, aderidas a meteoritos que caíram sobre a Terra e que ainda continuam caindo. Nos meteoritos que caem sobre a Terra foram encontradas algumas moléculas orgânicas, indicando que a formação dessas moléculas é comum no Universo, e levando a crer que realmente há vida em outros planetas e que o espaço interestelar não é um ambiente tão hostil à vida como pensávamos.
Outra teoria muito defendida por cientistas é a Teoria da evolução química ou Teoria da evolução molecular, proposta inicialmente pelo biólogo inglês Thomas Huxley e aprofundada anos depois pelo também biólogo inglês John Burdon S. Haldane e pelo bioquímico russo Aleksandr I. Oparin. Segundo essa teoria, a vida teria surgido a partir de um processo de evolução química, onde compostos inorgânicos combinaram-se originando moléculas orgânicas simples (açúcares, aminoácidos, bases nitrogenadas, ácidos graxos etc.), que se combinaram produzindo moléculas mais complexas como proteínas, lipídeos, ácidos nucleicos etc., que deram origem a estruturas com capacidade de autoduplicação e metabolismo, dando origem aos primeiros seres vivos.
As duas teorias não entram em conflito, pois tanto os defensores da panspermia quanto os da evolução química concordam que, onde quer que a vida tenha se originado, o processo deve ter ocorrido por evolução molecular. Outro ponto que os defensores de ambas as teorias concordam é que para que tenha surgido vida na Terra, as condições ambientais foram fundamentais, como água em estado líquido, moléculas orgânicas e fonte de energia para as reações químicas.
 
Por: Paula Louredo Moraes
 

Sobre Fusão Nuclear!

Pela primeira vez, uma reação de fusão nuclear produziu mais energia do que a que gastou

Equipe norte-americana pôs a humanidade mais perto de conseguir imitar o que se passa no interior das estrelas.                 
É no interior deste cilindro com poucos centímetros de altura que ocorreu a fusão nuclear da experiência
Eddie Dewald/Laboratório Nacional Lawrence Livermore
As fontes de energia são um dos maiores problemas da civilização: os combustíveis fósseis estão a esgotar-se e são poluentes, as energias renováveis ainda não chegam para todas as necessidades e a energia nuclear conheceu desastres como Chernobyl e Fukushima. Por isso, a produção de energia por fusão nuclear, barata, limpa e com um potencial inesgotável, é o sonho de muitos. Há décadas que os cientistas trabalham para que a fusão do núcleo dos átomos se torne rentável. Agora, uma equipa norte-americana conseguiu, pela primeira vez, produzir mais energia por fusão nuclear do que a aplicada para iniciar a reação. Os resultados são publicados esta quinta-feira num artigo da revista Nature.
É nas estrelas que se dá naturalmente a fusão nuclear, quando pressões gigantes, temperaturas altíssimas e uma grande densidade de matéria obrigam a que o núcleo de dois átomos de hidrogénio se fundam para produzir um átomo de hélio e um neutrão (elemento sem carga do núcleo dos átomos). O resultado deste choque gera energia, que provoca outras reações iguais. Há assim uma ignição, uma reação inicial que auto alimenta a própria reação. A natureza pôs assim as estrelas a brilhar.
Na Terra, optou-se por utilizar compostos diferentes dos que os que existem no Sol para atingir a mesma reação – seria necessário esperar muito tempo para se observar a colisão de dois átomos de hidrogénio. Os cientistas usam antes deutério e trítio: dois isótopos (formas) do hidrogénio (têm, respectivamente, mais um e dois neutrões do que o hidrogénio), que se encontram na água, em proporções pequeníssimas. Mas não é uma reação fácil de se obter.
A equipa autora do novo estudo, liderada pelo físico Omar Hurricane, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos EUA, provocou a reação de fusão nuclear num dispositivo chamado hohlraum, palavra alemã que significa cavidade. As experiências foram feitas na National Ignition Facility, na Califórnia, instalações militares ligadas também ao estudo da energia nuclear.
Ali, os norte-americanos construíram um enorme laboratório com o tamanho de “dois a três estádios de futebol”, explica ao PÚBLICO Luís Oliveira e Silva, físico catedrático do Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Nestas instalações foram construídos 192 feixes de laser que incidem, através de espelhos, numa câmara em vácuo de 10 a 15 metros de diâmetro.
No meio da câmara está o hohlraum, um cilindro de poucos centímetros de altura onde tudo se passa. Os feixes de laser, verdes, entram pela parte inferior e superior do cilindro. Lá dentro, há uma esfera de poucos milímetros de diâmetro com uma cobertura externa de plástico. No interior da esfera está o plasma (um estado da matéria) com deutério e trítio. Os lasers não se dirigem diretamente à esfera, batem contra a parede interior do hohlraum, feita de ouro. O ouro aquece e cria feixes de raios X, que por sua vez atingem a cobertura de plástico da esfera. Esta dilata-se, comprimindo no seu interior o plasma. Tudo acontece em nanossegundos. Este método chama-se fusão nuclear por confinamento inercial.
Durante três a quatro anos, a equipa, por precaução, usou feixes de laser inicialmente fracos, que iam aumentando de energia. O resultado causava um distúrbio na esfera e impedia um bom rendimento da fusão nuclear. Mas, nos últimos meses de 2013, os cientistas resolveram fazer incidir no hohlraum um feixe logo mais forte no início e conseguiram assim medir mais energia libertada através da fusão (16 quilojoules) do que a energia que atingia a esfera. Mas ainda se está muito longe da energia que começa por ser disparada pelos 192 lasers (dois megajoules).
“Pela primeira vez, conseguiu-se mais energia a partir deste combustível do que a que foi colocada no combustível”, disse Omar Hurricane, citado pela Reuters. “E isso é bastante único. É um ponto de viragem.”
Há um impacto político
Ainda não foi atingida a ignição que se observa nas estrelas, apenas parte dos átomos se fundiram. Mas, quando se deu a fusão, mediu-se uma subida de temperatura que se coaduna com os modelos que antecipam a ignição. “A descoberta dá, de facto, um caminho possível para a fusão por confinamento inercial”, comenta Luís Oliveira e Silva. Mas há ainda um longo caminho pela frente. Os autores do artigo falam de décadas até se produzir energia a partir deste método.
Do lado de cá do Atlântico, em França, o Reactor Experimental Termonuclear Internacional (ITER, na sigla em inglês), um projeto que envolve a União Europeia, a Rússia, os Estados Unidos, o Japão, a Coreia do Sul, a China ou a Índia, está a trabalhar no mesmo. Mas baseia-se no confinamento magnético, em que as condições de pressão e temperatura do plasma são criadas não por inércia, mas com magnetos gigantes em forma de anel, o tokamak.
As instalações no Sul de França só estarão prontas por volta de 2020. Com o confinamento magnético nunca se conseguiu o rendimento atingido agora na Califórnia. Mas os estudos garantem que, no ITER, se atingirá a ignição do plasma, diz o cientista português. E a nova descoberta é importante para toda a área. “Tem um impacto político porque mostra que a fusão nuclear, numa das suas vertentes, é possível”, sublinha Luís Oliveira e Silva, referindo que o fim dos combustíveis fósseis, nas próximas décadas, vai obrigar a humanidade a ter uma alternativa energética. “A pressão do ponto de vista energético é tão grande que não faz sentido não explorar as diferentes possibilidades.”
 
FONTE:
Texto por: 

QUESTIONÁRIOS - Wall.E e George - CPMG-AS 2014


Olá olá olá pessoas queridas!
Hoje, de forma rápida, estou disponibilizando os dois questionários para os meus alunos dos 3ºs anos [matutino e noturno] do CPMG - AS.
Atentem-se e organizem-se, combinados?!
 
QUESTIONÁRIO REFERENTE AO FILME WALL.E
1) É perceptível, desde o início do filme, a quantidade assustadora de lixo produzido por nós, seres humanos, na Terra. Qual a forma encontrada pela empresa BNL, para fazer uma ‘limpeza’ no planeta? E qual você propõe para substituí-la?
2) Alguns anúncios de jornal aparecem logo no início do filme, deixando sugestões acerca da não existência de seres humanos: “Lixo demais! Terra Coberta.” “Wall-E – Trabalhado para desentulhar você.”. Também é notável as sugestões sobre o nível ao qual chegou o Aquecimento Global no planeta, culminando na retirada dos seres humanos da Terra. No livro que você está lendo [George e o Segredo do Universo], você também encontra reflexões sobre tal situação. Faça uma comparação entre as que são demonstradas no filme e as propostas no livro.
3) Aproveitando a citação e o próprio nome do filme, o que significa WALL-E ? [a sigla em inglês e sua tradução].
4) Dentre todas as formas de vida do planeta, a única restante foi uma pequena e, aparentemente frágil, barata. Sabe-se que, apesar de aparentemente insignificantes, esses seres são os mais resistentes, em diversas situações, incluindo no que se refere à radioatividade. Pesquise sobre as características desse tipo de inseto que os torna tão resistentes. Procure também encontrar se existe algum outro tipo de ser vivo que possa suportar tantas intempéries.
 5) “Na BNL o Espaço não é a fronteira final!” Várias vezes se ouve no decorrer do filme esse ‘chavão’. O que a empresa quer dizer com isso?
6) Algumas vezes acontece um tipo de tempestade na superfície do planeta Terra. Associando à quantidade de poluição existente, que tipo de tempestade vem a ser?
7) Quando chega à Terra a sonda E.V.A., é notável sua diferença de tecnologia comparada ao Wall-E. Descreva pelo menos 3 diferenças marcantes.
8) Aproveitando a citação da referida sonda, o que significa E.V.A.?
9) O robô Wall-E é movido à energia solar. Cite outras situações e/ou objetos que possam ser movido por tal tipo de energia.
10) Em todo momento é atribuída certa inteligência e sentimentos aos robôs do filme. Existiria, hoje, alguma forma de inteligência possível? O que garantiria isso? Qual o tipo de tecnologia seria envolvida?
11) Outro fato bastante notável no decorrer do filme é a coloração do céu no planeta Terra. O que leva a atingira esse tipo de cor? Quais os elementos e/ou substâncias químicas presentes?
12) Existem dois erros conceituais bem nítidos no filme. Cite-os e indique qual seria a forma correta.
13) Quando Wall-E está no espaço, ele visualiza várias imagens e situações semelhantes às vividas por George no livro de Lucy Hawking. Cite pelo menos 5 dessas situações e/ou imagens e descreva a constituição química de cada um[a].
14) Sabemos que o Universo como visto no filme veio evoluindo com o passar dos anos até ser como tal nos dias atuais. Pesquise e cite pelo menos 3 Teorias que envolvam a Origem do Universo e, conseqüentemente da vida em nosso planeta Terra. Demonstre onde você encontra situação que descreva pelo menos uma dessas teorias no livro de Lucy Hawking.
15) É interessante observar toda a preocupação em descontaminação e limpeza quando alguém [ou algum robô] retorna do Espaço. Por que esse tipo de atitude? Isso também é feito em astronautas quando retornam a Terra depois de alguma expedição?
16) Os seres humanos foram retirados do planeta Terra, pela empresa BNL, e foram levados para um “Cruzeiro Espacial”, de 5 anos, enquanto a referida empresa se responsabilizaria pela despoluição do planeta e, conseqüentemente, pela sua re – colonização. Sobre o Cruzeiro Espacial, responda:
a) Descreva o ambiente a bordo da nave.
b) Descreva a situação dos seres humanos e o que os levou a se tornarem de tal forma.
c) Quanto tempo já estava durando o Cruzeiro?
d) Qual o tipo de alimentação dos seres humanos?
e) Havia plantas?
f) Como respiravam? Qual o tipo de ‘ar’?
17) Em vários momentos, no decorrer do filme, existe a aparição de um EXTINTOR DE INCÊNDIO, seja para ajudar Wall-E a abrir alguma coisa na Terra, ou para ajudá-lo a se movimentar no Espaço. Sobre extintores de incêndio, responda:
a) Quais os tipos de extintores que existem?
b) Qual a composição química de cada tipo encontrado no item anterior?
c) Quando Wall-E o utiliza para se movimentar no Espaço, que tipo de extintor está utilizando?
d) Ainda sobre sua utilização para locomoção, quais as Leis de Newton que estão envolvidas?
18) Quando o atual Capitão da Nave recebe as informações arquivadas há, no mínimo 700 anos, pelo computador, sobre a situação da Terra, o presidente diz o seguinte: “Níveis elevados de produtos tóxicos tornaram a Terra inabitável.” “Ao invés de solucionar o problema da Terra, é mais fácil permanecer no Espaço.” Demonstre, através de reportagens, situações que possam acarretar num futuro como este para a nossa humanidade. Em seguida, proponha soluções para tais situações.
19) É certo que existem muitas pesquisas acerca da Origem do Universo, da Origem da Vida não apenas em nosso Planeta. Após a leitura do livro “George e o Segredo do Universo”, das observações referentes ao filme Wall-E, e das Teorias propostas em sala de aula [Big Bang e Criacionismo] e as demais que você tenha pesquisado no decorrer da resolução deste questionário, é claro que você conseguiu chegar às suas próprias conclusões. Portanto, responda:
a) O que, realmente, os cientistas estão à procura no Universo?
b) Em nosso planeta, o que é essencial à vida?
20) Ao retornarem para a Terra, os integrantes da Nave pertencente ao Cruzeiro Espacial, são sujeitados a um “hiper-salto”. O que vem a ser?
21) Diferencie velocidade da luz de velocidade do som. Qual o valor de cada uma? Existem naves ou equipamentos reais que possam atingi-las? Exemplifique.
22) Ao final do filme, pode-se observar a presença de, não apenas uma planta, mas várias, em outros pontos do planeta [da região exposta no filme]. Pode-se concluir, então, que a Terra já havia atingido novamente, um estado de vida sustentável? Cite outras características observadas para que tal afirmação seja válida.
23) É notável também que, tais plantas se proliferaram em maior quantidade, onde havia maior presença de lixo.
a) Qual o tipo de lixo que propicia esse tipo de situação? Qual seu constituinte principal?
b) Todo o lixo gerado enquanto a Nave ainda se encontrava no Espaço era estocado de que forma? Esse tipo de lixo também pode gerar poluição? De que tipo?
24) Após o filme, quando são passados os créditos, que tipo de comparação você poderia fazer com a Origem do todo, ao observar a forma como é re-criada a história?



QUESTIONÁRIO REFERENTE AO LIVRO GEORGE E O SEGREDO DO UNIVERSO

1 – Os pais de George, nosso protagonista da história, acreditam que ‘a tecnologia está dominando o mundo (...) Acham que por causa da ciência e de suas descobertas as pessoas estão poluindo o planeta com invenções modernas.’ [p.28]. Por isso preferem ‘viver uma vida natural, livre de toxinas, aditivos, radiações’ [p.10]. Avalie até que ponto esse tipo de atitude é positiva ou radicalista. O fato de se alimentar apenas de comida plantada em casa livrará as pessoas de toxinas? Não existe química em produtos não comerciais?
 
2 – No primeiro encontro entre George e Eric, este mostra a George uma situação interessante utilizando uma régua de plástico, cabelo e água. Descreva a experiência acontecida e explique-a com bases Químicas. Por que a régua eletrizada desvia o filete de água?
3 – “Ciência é uma palavra vaga. Significa explicar o mundo que nos rodeia utilizando os nossos sentidos, a nossa inteligência e a nossa capacidade de observação.” [p.32]. De posse dessa definição sobre Ciência fornecida no livro, dos teus conhecimentos acerca do assunto, e de novas pesquisas feitas por você, dê uma definição mais completa de Ciência.
4 – Muito do que se conhece atualmente sobre o Universo devemos a descobertas feitas por Galileu Galilei. Com o uso de um telescópio ele percebeu que a Terra era redonda, e não quadrada. No entanto, o telescópio de Galileu não é tão potente quanto outros da atualidade. Faça uma comparação, em nível de potência, entre os telescópios da antiguidade e os utilizados atualmente. Que tipos de informação nos são fornecidas hoje através de um telescópio?
5 – Nas páginas 39 e 40, você encontra informações acerca da Lua que orbita nosso planeta Terra e sobre as estrelas. A respeito deste assunto responda:
a) O que é lua?
b) O que é um satélite?
c) Qual a distância média da Terra à Lua?
d) Qual o diâmetro da Lua?
e) Qual a superfície, o volume, a massa e a gravidade equatorial da Lua?
f) Qual o efeito mais visível da Lua sobre a Terra?
g) Quanto tempo a Lua demora para completar um giro ao redor da Terra?
h) Qual o tempo de velocidade da luz no espaço?
i) Quanto tempo a luz leva para viajar da Terra à Lua? E do sol até a Terra?
j) Como se mede distâncias no espaço?
k) No céu, as estrelas ficam muitíssimo longe. Depois do sol, qual a estrela mais próxima da Terra?
 
6 – No Capítulo Quatro, você encontrará o chamado “Juramento do Cientista”. Transcreva o juramento proposto no livro e, em seguida, pesquise um [ou ‘o’] Juramento Real.
 
7 – No Capítulo Cinco, você encontrará informações acerca do nascimento de uma estrela. Como se dá esse processo?
 
8 – “Partículas elementares” [p.53]
a) O que são?
b) Dê exemplos.
c) O átomo pode ser considerado uma partícula elementar? Por quê?
d) E prótons e nêutrons, são considerados partículas elementares?
 
9 – Das páginas 54 a 56 os autores trazem uma fácil definição sobre “Reação de Fusão Nuclear”, envolvida no processo de origem de uma estrela. Transcreva-a e, em seguida, aprofunde sobre o assunto.
 
10 – Do quadro sobre “Matéria” [pp.56 e 57] , responda:
a) O que é Matéria?
b) Qual o átomo mais simples?
c) Qual o maior átomo natural?
d) Dos átomos constituintes do Universo, de acordo com os cientistas, qual a porcentagem existente? De que forma estão distribuídos?
e) O que é Molécula?
f) Quais moléculas estão presentes antes do nascimento de uma estrela?
 
11 – Faça uma relação entre a cor, o tamanho e a idade das estrelas.
 
12 – Fazendo uma comparação de temperaturas, determine:
a) Qual a temperatura média na superfície da Terra?
b) Quais as menores e maiores temperaturas registradas na Terra, em que região, e quando?
c) Quais as temperaturas na superfície da Lua?
d) Qual a temperatura média na superfície e no núcleo do Sol?
e) Qual a temperatura média no espaço?
 
13 – Até agosto de 2006 dizia-se que nove planetas giravam em torno do Sol: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Esses nove corpos celestes ainda existem, é claro, e são exatamente os mesmos de antes, porém em agosto de 2006 a União Astronômica Internacional decidiu não mais chamar plutão de planeta. Agora ele é chamado de ‘planeta anão’. Isso aconteceu graças a uma mudança na definição de planeta. [p.93]. Atualmente, quais são as regras a serem cumpridas para que qualquer objeto do espaço seja chamado de planeta?
14 – E quanto aos planetas que giram em torno de outras estrelas que não o Sol, quais exigências foram acrescentadas pela União Astronômica Internacional?
15 – O que são exoplanetas?
 
16 – Sobre os Cometas, responda:
a) O que são?
b) De que são constituídos?
c) Qual sua composição química?
d) O que acontece quando pedras da cauda de um cometa caem na Terra?
e) Cite exemplos de planetas que passaram pela Terra e que, podem [ou não] retornar a ela.
f) Qual a importância de se estudar os cometas? [como por exemplo o projeto do satélite “Deep Impact” de 2005].
 
17 – Diferencie ‘peso’ de ‘massa’.
 18 – De acordo com Einstein, que relação existe entre energia e massa? E que relação há de ambos com a gravidade?
 
19 – Sobre o “Sistema Solar”, responda:
a) O que é?
b) De acordo com as definições atuais, quantos e quais os planetas que o constituem?
c) Qual o planeta mais distante e o mais próximo do Sol?
d) Quantos planetas anões fazem parte do mesmo? Quais são eles?
e) Quantas luas são conhecidas nele, e a quais planetas elas orbitam?
 
20 – Sobre os planetas Saturno e Júpiter, diga qual a constituição química de suas estruturas, e o que consta em suas atmosferas?
 21 – O que é uma ‘nebulosa planetária’? Dê exemplos e imagens.
 
22 – O que são asteróides?
 
23 – O pai de George costumava participar, aos sábados, de marchas em protesto contra o Aquecimento Global, eram os chamados “soldados da ecologia” [no capítulo Dezesseis é extremamente visível sua atuação]. Cite grupos da atualidade que fazem um trabalho semelhante, ou outros tipos de projetos acerca da tentativa de conter o Aquecimento Global. Mostre como esse tipo de atitude colabora, na prática para uma conscientização da sociedade.
24 – Muito da história do livro se embasa na tentativa de encontrar um outro planeta, com características semelhantes à Terra, para ser povoado caso o Aquecimento Global não seja contido a tempo. Na realidade isso é possível?
25 – Na página 165 encontra-se um desenho de uma experiência realizada pelo Dr.Reeper. Descreva-a.
26 – Descreva a atmosfera primitiva da Terra, e faça uma comparação com os constituintes químicos da nossa atmosfera atual.
27 – “Em 1953, dois físicos, de nome Stanley Miller e Harold Urey, estudavam a origem da vida na Terra. Acreditavam que a vida teria surgido de fenômenos totalmente naturais da atmosfera primitiva da Terra.”[p.168]. Descreva o experimento realizado por eles, por volta da década de 1950. Que tipo de composto produziram?
28 – Eric se reunia com um grupo de cientistas, assim como ele, numa espécie de Conferência. Em um dos momentos expostos no livro, estes cientistas estavam estudando sobre Marte. Fale sobre a possibilidade de vida semelhante à nossa, em Marte [de acordo com as propostas do livro].
29 – Por que a superfície de Marte é vermelha?
 
30 – No capítulo Vinte e Seis, George encontra um “Livro sobre Buracos Negros”, escrito por Eric. Dos tópicos deste ‘livro’ encontre as respostas para:
a) O que é Buraco Negro?
b) Como se forma um Buraco Negro?
c) Como se vê um Buraco Negro?
d) Como se entra em um Buraco Negro?
e) Como se sai de um Buraco Negro?
 
31 – Dos quadros das páginas 240 e 241, encontre:
a) O que são estrelas de nêutrons?
b) O que é uma Supernova?
c) O que é uma Gigante Vermelha?
d) O que é uma Anã Branca?

 

"O começo é a parte mais difícil do trabalho."

Platão

BOM TRABALHO!!

OBS.: Responder esta lista em seu CADERNO DE ATIVIDADES


UM MOL DE ABRAÇOS A TODOS!!!
BEM VINDOS AO 1º JALEQUIM!!!
MINICURSO: Construção de Blogs de Ciências!!

Um mol de abraços a todos!
E bom Congresso!

p,s,: Minicursista!
Deixe aqui o endereço do blog criado por você!!
=D

I JALEQUIM - Está chegando!!!

I Encontro Nacional de Jogos e Atividades Lúdicas em Ensino de Química

O I JALEQUIM é um encontro promovido pelo Laboratório de Educação Química e Atividades Lúdicas do IQ – UFG e tem o objetivo de congregar e socializar as várias experiências relacionadas a utilização de jogos e atividades lúdicas no ensino de química.
Esse evento será realizado nos dias 29, 30 e 31 de Janeiro de 2014, no Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás.
 

Acesse o site e saiba a Programação Preliminar!!
E, aos amigos[as] professores[as], aproveitem:
Estão sendo disponibilizadas vagas para PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO para se inscreverem no I ENCONTRO NACIONAL DE JOGOS E ATIVIDADES LÚDICAS EM ENSINO DE QUÍMICA.
Interessados, se inscrever no site entre os dias 13 e 22 de Janeiro de 2014.
ATENÇÃO, AS VAGAS SÃO LIMITADAS!
Os professores inscritos devem comprovar o vínculo institucional no ato da entrega dos materiais, no primeiro dia do congresso.
Espero por vocês lá!
Um mol de abraços a todos!!

Doação de Sangue - Campanha de Natal

Olá pessoas queridas!

Hoje venho lhes fazer um pedido, juntando esforços com o pessoal da Rádio Interativa FM, num Campanha de doação de sangue para este Natal e período de Férias.

Nós sabemos que, muitas pessoas gostam de fazer algum tipo de doação nesta época do ano..bom, se VOCÊ é desse tipo de pessoa, e não sabe o que doar, então DOE VIDA!!
A Rádio Interativa estará fazendo um de seus programas no Hemocentro, para 'arrecadar' [se é que podemos dizer assim, rssss] bolsas de sangue!
Participe!
E, de qualquer forma, não espere pela rádio, ou qualquer órgão para fazer sua doação...vá até lá, simplesmente e doe!
Porém , se você é como eu, que não possui peso suficiente para doar [sniff..sniff..], ou realmente não pode doar sangue...então doe atenção, doe divulgação, doe carinho, doe amor! Mas doe alguma parte de você!
Você vai perceber o quanto se sentirá mais vivo!
Por hora é só pessoas!!
Um mol de abraços a todos!
xD

Ciência brasileira adere ao ‘padrão salame’ de produção e avaliação científica

OBS.: Artigo publicado pelo biólogo Fernando Reinach (colunista do Estadão e um dos pioneiros da biotecnologia no Brasil)
FOTO: Brian Harkin/NYT – Copyright
 
 
 
 
Darwin e a prática da ‘Salami Science’
Fernando Reinach / O Estado de S.Paulo
Em 1985, ouvi pela primeira vez no Laboratório de Biologia Molecular a expressão “Salami Science”. Um de nós estava com uma pilha de trabalhos científicos quando Max Perutz se aproximou. Um jovem disse que estava lendo trabalhos de um famoso cientista dos EUA. Perutz olhou a pilha e murmurou: “Salami Science, espero que não chegue aqui”. Mas a praga se espalhou pelo mundo e agora assola a comunidade científica brasileira.

“Salami Science” é a prática de fatiar uma única descoberta, como um salame, para publicá-la no maior número possível de artigos científicos. O cientista aumenta seu currículo e cria a impressão de que é muito produtivo. O leitor é forçado a juntar as fatias para entender o todo. As revistas ficam abarrotadas. E avaliar um cientista fica mais difícil. Apesar disso, a “Salami Science” se espalhou, induzido pela busca obsessiva de um método quantitativo capaz de avaliar a produção acadêmica.

No Laboratório de Biologia Molecular, nossos ídolos eram os cinco prêmios Nobel do prédio. Publicar muitos artigos indicava falta de rigor intelectual. Eles valorizavam a capacidade de criar uma maneira engenhosa para destrinchar um problema importante. Aprendíamos que o objetivo era desvendar os mistérios da natureza. Publicar um artigo era consequência de um trabalho financiado com dinheiro público, servia para comunicar a nova descoberta. O trabalho deveria ser simples, claro e didático. O exemplo a ser seguido eram as duas páginas em que Watson e Crick descreveram a estrutura do DNA. Você se tornaria um cientista de respeito se o esforço de uma vida pudesse ser resumido em uma frase: Ele descobriu… Os três pontinhos teriam de ser uma ou duas palavras: a estrutura do DNA (Watson e Crick), a estrutura das proteínas (Max Perutz), a teoria da Relatividade (Einstein). Sabíamos que poucos chegariam lá, mas o importante era ter certeza de que havíamos gasto a vida atrás de algo importante.

Hoje, nas melhores universidade do Brasil, a conversa entre pós-graduandos e cientistas é outra. A maioria está preocupada com quantos trabalhos publicou no último ano – e onde. Querem saber como serão classificados. “Fulano agora é pesquisador 1B no CNPq. Com 8 trabalhos em revistas de alto impacto no ano passado, não poderia ser diferente.” “O departamento de beltrano foi rebaixado para 4 pela Capes. Também, com poucas teses no ano passado e só duas publicações em revistas de baixo impacto…” Não que os olhos dessas pessoas não brilhem quando discutem suas pesquisas, mas o relato de como alguém emplacou um trabalho na Nature causa mais alvoroço que o de uma nova maneira de abordar um problema dito insolúvel.
Essa mudança de cultura ocorreu porque agora os cientistas e suas instituições são avaliados a partir de fórmulas matemáticas que levam em conta três ingredientes, combinados ao gosto do freguês: número de trabalhos publicados, quantas vezes esses trabalhos foram citados na literatura e qualidade das revistas (medida pela quantidade de citações a trabalhos publicados na revista). Você estranhou a ausência de palavras como qualidade, criatividade e originalidade? Se conversar com um burocrata da ciência, ele tentará te explicar como esses índices englobam de maneira objetiva conceitos tão subjetivos. E não adianta argumentar que Einstein, Crick e Perutz teriam sido excluídos por esses critérios. No fundo, essas pessoas acreditam que cientistas desse calibre não podem surgir no Brasil. O resultado é que em algumas pós-graduações da USP o credenciamento de orientadores depende unicamente do total de trabalhos publicados, em outras o pré-requisito para uma tese ser defendida é que um ou mais trabalhos tenham sido aceitos para publicação.
Não há dúvida de que métodos quantitativos são úteis para avaliar um cientista, mas usá-los de modo exclusivo, abdicando da capacidade subjetiva de identificar pessoas talentosas, criativas ou simplesmente geniais, é caminho seguro para excluir da carreira científica as poucas pessoas que realmente podem fazer descobertas importantes. Essa atitude isenta os responsáveis de tomar e defender decisões. É a covardia intelectual escondida por trás de algoritmos matemáticos.
Mas o que Darwin tem a ver com isso? Foi ele que mostrou que uma das características que facilitam a sobrevivência é a capacidade de se adaptar aos ambientes. E os cientistas são animais como qualquer outro ser humano. Se a regra exige aumentar o número de trabalhos publicados, vou praticar “Salami Science”. É necessário ser muito citado? Sem problema, minhas fatias de salame vão citar umas às outras e vou pedir a amigos que me citem. Em troca, garanto que vou citá-los. As revistas precisam de muitas citações? Basta pedir aos autores que citem artigos da própria revista. E, aos poucos, o objetivo da ciência deixa de ser entender a natureza e passa a ser publicar e ser citado. Se o trabalho é medíocre ou genial, pouco importa. Mas a ciência brasileira vai bem, o número de mestres aumenta, o de trabalhos cresce, assim como as citações. E a cada dia ficamos mais longe de ter cientistas que possam ser descritos em uma única frase: Ele descobriu…
……
.
.
Artigo publicado em junho do ano passado na revistaTrends in Ecology and Evolution, em que os autores discutem a “obsessão da academia com quantidade”. Ele faz parte de um fórum de discussão lançada pela revista em março deste ano para debater o tema “Que tipo de ciência queremos?“, que inclui um comentário de biólogos brasileiros da Universidade Federal de Goiás.
Publicar muita porcaria ou publicar pouca coisa boa? Eis a questão. (não só na ciência, mas no jornalismo também)
Adademia’s obsession with quantity
Joern Fischer1, Euan G. Ritchie2 and Jan Hanspach1
1 Faculty of Sustainability, Leuphana University Lueneburg, Scharnhorststrasse 1, 21335 Lueneburg, Germany
2 Deakin University, School of Life and Environmental Sciences, 221 Burwood Hwy, Burwood, VIC 3125, Australia
We live in the era of rankings. Universities are being ranked, journals are being ranked, and researchers are being ranked. In this era of rankings, the value of researchers is measured in the number of their papers published, the citations they received, and the volume of grant income earned. Academia today is governed by one simple rule: more is better.
The idea to reward those who are productive seems fine at face value, but that idea has become ideology. Metrics of quantity once were the means to assess the performance of researchers, but now they have become an end in their own right. Ironically, once individuals actively pursue certain indicators of performance, those indicators are no longer useful as independent yardsticks of what they were once meant to measure.
Only a few years ago, a researcher publishing ten papers a year was considered highly productive. Now, leading researchers in ecology and evolution publish 20, 30, or, in some cases, over 40 papers a year, with a tendency for further increases. This volume of papers is attained via large laboratory groups and research consortia, which in turn require massive amounts of funding. Given that successful fundraising is a trusted performance indicator in its own right, funding keeps going to some of the biggest groups, keeping them big or growing them even further. However, a bigger group of researchers does not necessarily produce better science, just more of it. Thus, some research themes of solid (but not necessarily exceptional) quality can dominate the literature, just because they produce many papers. The type of work that ecologists produce is also different compared with just a decade or two ago: papers are shorter; reviews are increasingly quantitative not qualitative; the scope of papers has shifted from local to global; modeling papers are replacing field-based papers; and more papers focus on black-versus-white analyses because there is no journal (or mental) space for nuanced discussions. A recent high-profile example is the polarized debate on whether policy should encourage land sparing or land sharing.
The picture we paint is, of course, stylized. We acknowledge that there are exceptions among the most productive academics, the largest research groups, and the highest impact journals. However, despite exceptions, the overall trend is deeply concerning. Academics are increasingly busy with more papers, more grants, and more emails to keep the machinery going. The modern mantra of quantity is taking a heavy toll on two prerequisites for generating wisdom: creativity and reflection.
Creativity greatly benefits from an environment that is supportive, collaborative, and facilitates trialing new approaches, but suffers from working under excessive pressure. Similarly, reflection is vital for questioning assumptions and learning from experience. The gradual loss of creativity and reflection necessarily will affect our science. Many past landmark papers were full of good ideas, but were speculative and discursive. Would such papers be published today and, if they were, who would read them in depth? Is it possible to obtain and communicate deep insights via ‘twitteresque’ research sound bites?
Beyond the science itself, the quantity mantra is taking a toll on the quality of human interactions and relationships. Supervisors are increasingly too busy to discuss ideas at length with their research students. Academics work long hours, a supposed requirement for success, as if insight, motivation, and wisdom could not also arise from more balanced and family-friendly lives. The stressful environment of academia leads to many talented young people opting out of academia, and can lead to burnout in those who stay.
Along with political and spiritual leaders, academic leaders have a responsibility to help society move towards a better future, where we understand the world better, and use that understanding to live a ‘good life’. However, how can we do this if our professional rat race just mirrors the ills of society at large? Starting with our own university departments (but not stopping there), it is time to take stock of what we are doing. We must recreate spaces for reflection, personal relationships, and depth. More does not equal better.