Quimilokos de Plantão!

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POKÈMON GO e Ciências

Oi oi ois!
Entrando "na onda" do jogo do momento, POKÈMON GO, resolvi postar um vídeo que me foi enviado no grupo Clube dos Nerds e Otakus, o qual administro no facebook.
Já ouvi de tudo acerca do jogo!! Respeito as opiniões [ o que é diferente de aceitá-las, ok?!], e peço o devido respeito aqui também! A ideia não é falar bem ou mal do jogo em si [e SIM, eu também jogo!!], mas mostrar propostas de aproveitamento do mesmo em sala de aula, afinal, acredito que quanto mais próximos estamos do universo de nossos alunos, mais temos seu interesse em nossas aulas, mesmo que ele não goste da disciplina.
Já vi utilização do jogo por professores de Geografia através da utilização dos mapas. Vi utilização em Matemática, principalmente no Pokèmon de cards. Vi também em Física, devido aos ângulos ao lançar as pokebolas; e quando assisti a esse vídeo, pensei com meus botões: "Taí uma base legal pra utilização nas aulas de Ciências!"
Então, lá vai: "10 Pokèmons da vida real"!
Espero que gostem, e mais, espero que possa ser útil!!
Um mol de abraços a todos!


100 ANOS DA TEORIA DA LIGAÇÃO QUÍMICA DE LEWIS


Vamos comemorar!!!

Gilbert Newton Lewis (1875-1946) graduou-se em química na Universidade de Harvard em 1896. Dois anos depois, defendeu seu mestrado, também em Harvard. Em 1899, obteve seu doutoramento (PhD), ainda em Harvard.
Sua obra mais famosa é “Valência e a estrutura de átomos e moléculas”, publicada em 1923, e que descreve as suas concepções sobre as ligações entre os átomos, desenvolvidas em artigos publicados anteriormente, destacando-se aquele publicado em 1916 no Journal of the American Chemical Society.
A Teoria de Lewis da Ligação Química se baseia no conceito de par de elétrons, e engloba todos os tipos de ligação química, mostrando relações entre substâncias iônicas, covalentes, moleculares e metálicas. Ele é mais abrangente e universal que os conceitos de Arrhenius e Bronsted-Lowry. É daqui que vem a ideia do conceito de ácidos de bases segundo Lewis, que tem especial importância na Química Orgânica, pois esse conceito não se restringe a sistemas aquosos.
Laureado com diversas distinções acadêmicas e científicas, contudo, não foi laureado com o Prêmio Nobel, apesar de ter sido indicado mais de 30 vezes para ele!
Na imagem, Lewis em seu laboratório em Harvard e reações tipicamente descritas segundo os conceitos de ligação de Lewis.

Escolhidos os nomes dos novos elementos da tabela periódica

Eles devem se chamar nihônio, moscóvio, tennessino e oganessono


Os quatro elementos acrescentados à tabela periódica em dezembro de 2015 já têm um provável nome oficial. A União Internacional de Física Pura e Aplicada (Iupap) e a União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac) recomendaram nesta quarta-feira (08/06) que o elemento químico 113 seja chamado de nihônio, o 115 de moscóvio, o 117 de tennessino e o 118 de oganessono.
O nome de um elemento pode se referir a um conceito ou personagem mitológico; a um lugar ou região geográfica; a um mineral ou substância similar; a uma propriedade do próprio elemento químico; ou a um cientista.
Uma comissão internacional de químicos e físicos indicada pelas duas instituições havia analisado as evidências de que esses novos elementos existem e a primazia da descoberta. Agora, seguindo a tradição, a comissão sugere que sejam aceitos os nomes indicados pelos grupos que produziram os novos elementos.
Foi sugerido que seja adotado o nome de nihônio, de símbolo Nh, para o elemento químico de número 113. Nihon é uma das duas formas de dizer “terra do sol nascente” em japonês e homenageia o país em que esse elemento químico foi descoberto em 2004. No Instituto Riken, pesquisadores conseguiram as provas mais robustas de que haviam produzido o agora dito nihônio ao lançar, a velocidades altíssimas, átomos de zinco contra um alvo de bismuto.
Também foi promovendo colisões de dois elementos químicos mais leves – o cálcio e o amerício – que, naquele mesmo ano, pesquisadores da Rússia e dos Estados Unidos obtiveram um elemento químico contendo 115 prótons em seu núcleo. Esse elemento passa a ser conhecido como moscóvio (Mc). É uma referência à capital russa, Moscou, vizinha à cidade de Dubna, onde está instalado o Instituto Conjunto de Pesquisa Nuclear (JINR), local em que foi feita parte dos experimentos.
A comissão internacional decidiu homenagear o estado norte-americano do Tennessee ao atribuir o nome tennessino (Ts) ao elemento de número 117. No Tennessee estão sediados o Laboratório Nacional Oak Ridge e a Universidade Vanderbilt, que já haviam descoberto outros elementos químicos além deste, obtido a partir da colisão de íons de potássio e berquélio.
O elemento químico 118, o oganessono ou Og, homenageia Yuri Oganessian, físico nuclear de origem armênia que coordenou a descoberta de vários novos elementos no JINR em Dubna. Em 2007, os pesquisadores de Dubna, trabalhando em colaboração com equipes dos Estados Unidos, bombardearam com potássio um alvo composto do elemento químico califórnio, produzindo o oganessono.
Oganessian é um dos autores de uma hipótese conhecida como ilha de estabilidade. Segundo essa proposta, elementos pesados contendo determinado número de partículas – prótons, de carga elétrica positiva, e nêutrons, sem carga elétrica – em seu núcleo seriam mais estáveis e existiriam por mais tempo do que outros. Essa é a segunda vez que se atribui o nome de um pesquisador vivo a um elemento químico. Antes do oganessono, a Iupac havia chamado de seabórgio o elemento químico de número 106 por causa de seu descobridor, o químico norte-americano Glenn Seaborg – ele estava vivo na época da nomeação e morreu em 1999.
Espaços preenchidos
Esses quatro elementos reconhecidos no final de 2015 completam os espaços vazios na sétima e última linha da tabela periódica, o quadro que organiza os elementos conhecidos até o momento e os agrupa segundo suas propriedades físicas e químicas (ver Pesquisa FAPESP nº 240). Os elementos 113, 115, 117 e 118 integram o grupo dos superpesados. Seus números correspondem à quantidade de prótons que cada um contém em seu núcleo – esse total é o chamado número atômico, que determina muitas das propriedades dos elementos e distingue um do outro. No caso dos elementos superpesados, esse número é muito maior do que o dos elementos encontrados espontaneamente na natureza. “Esses elementos desintegram-se muito rapidamente e só são obtidos por meio de colisões produzidas em aceleradores de partículas”, conta a física Alinka Lépine-Szily, professora sênior da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da comissão de física nuclear da Iupap. Para identificar os novos elementos, é preciso detectar as partículas que eles emitem no momento da desintegração.

Os nomes propostos pela Iupap e pela Iupac ainda não são definitivos. Pelos próximos cinco meses eles ficarão disponíveis para consulta e contestação pública. “Acho muito difícil que sejam alterados”, diz Alinka. “Por tradição, os nomes são sugeridos pelos grupos que fizeram a descoberta e passam por uma extensa averiguação para verificar se não coincidem com o de compostos já conhecidos.”

Lista de Orgânica para estudar!

Boa tarde a todos!
Logo abaixo segue, escaneada uma lista que foi deixada para os 3ºs anos do CPMG - AS estudarem para a prova da semana que vem!
Divirtam-se, pessoas!
E, não se esqueçam que esta lista deve ficar anexada [e respondida, óbvio!] em seu caderno de sala de aula!
Um mol de abraços a todos vocês!!




PROJETO GELOTECA


Educar é um processo longo, que envolve várias etapas.
Pra mim, não existe coisa mais linda, sensação mais fantástica do que ver e vivenciar meus alunos em processo de construção de seu conhecimento! 
Hoje, inicia-se a concretização de mais um Projeto: a GELOTECA! 
Nas fotos ao longo desta postagem, vocês verão alunos do 3* ano de 2015 do CPMG-AYRTON SENNA desmontando uma geladeira desativada e lavando-a, preparando-a para que essa concretização pudesse se tornar realidade para este ano de 2016!
A GELOTECA é uma mini biblioteca móvel, com o objetivo de ampliar o hábito da leitura de TODOS da nossa Unidade Escolar!
Todos sabem que sou professora de Química, e não de língua portuguesa...mas o que parece que nem todos sabem, é que a educação é um processo que não se constrói de maneira isolada!!
A Química é inteiramente dependente de uma boa leitura e interpretação! Assim como também depende da matemática! Portanto, não é papel apenas do professor de língua portuguesa o incentivo à leitura! É uma função de qualquer cidadão! ! E nós, professores, mais ainda! !
Como sempre digo aos alunos: não existe livro bom ou livro ruim. Existem gostos diferentes por diferentes tipos de aventuras! Leia sempre! Se não tiver um livro à mão, leia bula de remédio, leia outdoor, cartazes espalhados pela cidade...mas LEIA SEMPRE! !
Encerro deixando o pedido de doação de livros à quem quiser/puder contribuir com nosso Projeto! Não precisa ser aluno deste ano! Não precisa ser aluno desta Unidade! Basta querer ajudar!
Um mol de abraços a todos!!!







Material para auxílio aos estudos!



Aula em Campo com os alunos de Química da UNI-ANHANGUERA

Curso de Química da UNI-ANHANGUERA em Feira de Ciências no Colégio Carlos Alberto de Deus! 
Atividades Lúdicas para o ensino de Química e Ciências! 
Mais um momento de Integração Universidade - Escola!!
E, como sempre, fomos muito bem recebidos pela Equipe da Escola!
Obrigada, mais uma vez, pelo convite e pela confiança em nosso trabalho!







H'Química 2ª Edição

    Nos dias 7 e 8 de novembro aconteceu a primeira edição do projeto GO! HQ, evento voltado para artistas, aficionados e simpatizantes do universo das histórias em quadrinhos, desenhos animados, séries de TV, filmes, games e cultura pop em geral.
    Foram realizadas exposições de esculturas, ilustrações, páginas de quadrinhos e variados trabalhos com a temática proposta, workshops de quadrinhos, ilustração digital e esculturas em clay. O evento promoveu ainda concursos, dentre eles, o de melhorcosplayer e o de melhor história em quadrinhos, e palestras com renomados representantes do segmento da cultura pop/geek.
    No espaço foi montado o Beco dos Artistas, um cantinho que teve como objetivo apresentar trabalhos de novos talentos dos quadrinhos. Houveram estandes, onde o público poderá encontrar produtos relacionados ao universo dos quadrinhos e cultura geek, além de área de alimentação.
    Entre os principais convidados do evento estiveram: Sidney Gusman (jornalista, editor do Universo HQ e responsável pelo planejamento editorial da Mauricio de Sousa Produções), Reinaldo (cartunista, ilustrador e humorista do Casseta e Planeta), Fernando Gonsales (cartunista e criador do Níquel Náusea), Carlos Ruas (cartunista, criador das tirinhas do blog Um Sábado Qualquer, que teve uma coletânea editada pela Devir), Ed Benes (artista brasileiro de quadrinhos que trabalhou na década de 90 para a Marvel), e OTA (Otacílio D’Assunção), jornalista e cartunista, que foi editor da versão brasileira da revista MAD.
    Também participaram do encontro os artistas Mauricio Somenzari, Mônica Somenzari, Eduardo Jaspion, Christie Queiroz, Paulo Mendes, Celso Menezes, Anísio Serrazul, Francisco Veiga e Darley Marinho. As bandas Mark e 8 Bit Instrumental animaram a festa com shows.
    Criado, organizado e produzido pelos parceiros Thiago Passarinho, Elson Souto e Thiago Dornelas, o projeto GO! HQ visa inserir a capital goiana no segmento de HQs e cultura pop, que ganha cada vez mais espaço no Brasil, principalmente depois do grande sucesso das sagas heroicas da Marvel e da DC Comics no cinema. O foco também é atrair novos leitores, despertando neles o interesse para outras formas de arte como o desenho, as artes plásticas, o cinema, a literatura, a música e as artes cênicas. (Adaptado de: http://www.secult.go.gov.br/post/ver/205121/vila-cultural-recebe-1a.-edicao-do-go-hq )
    E foi neste espaço que ocorreu nossa 2ª Edição do H'Química - Festival de Histórias em Quadrinhos de Química do CPMG - Ayrton Senna, especificamente dentro do Beco do Artistas, onde puderam ser visualizadas, apreciadas e votadas as HQs produzidas pelos alunos!!
    Foi um sucesso!
    Obrigada Thiago Passarinho pelo convite e apoio!! ^^!



Para visualizar todas as fotos, acesse: GO HQ 2015 - H'Química 2015

Integração Universidade - Escola

Hoje foi um dia muito especial no CPMG - Ayrton Senna, e eu não podia deixar de publicar algo a respeito!
Antes do último feriado, passei em cada sala de aula do turno matutino, fando referência ao "OUTUBRO ROSA", e nos dispomos a participar de uma campanha do Centro Universitário de Goiás Uni-ANHANGUERA, doando lenços, chapeus, bonés e cabelos ao Hospital do Câncer.
O que aconteceu naquela escola hoje, foi algo simplesmente fantástico!!!
Não tenho palavras para agradecer ao gesto de CADA UMA das MENINAS de cada turma que se envolveram, e realmente se doaram!!
Agradeço também ao aluno Claudimar, do Curso de Química da Uni-ANHANGUERA e toda sua equipe pela disposição! Afinal, sem vocês, nada disso teria acontecido hoje!
Não vou falar mais!
Acho que as imagens valem mais!!
=D



 





Para ver todas as fotos, acesse o álbum completo em:

UM MOL DE ABRAÇOS A TODOS!!!!

POLÍMEROS

POLÍMEROS - DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS


Se dissermos que os polímeros são plásticos toda a gente sabe do que estamos a falar. Mas os polímeros não são apenas os plásticos, eles também entram na constituição do nosso corpo. Por exemplo, o ADN, que contém o código genético que define as características das pessoas e outros seres vivos, é um polímero. Também são polímeros as proteínas e o amido nos alimentos. Assim, existem polímeros naturais e polímeros sintéticos.
Se aprendermos coisas sobre os polímeros que são tão habituais no nosso dia podemos perceber como utilizá-los melhor e como reciclá-los melhorando o ambiente.
Os polímeros são compostos químicos de elevada massa molecular, resultantes de reações químicas de polimerização.
Trata-se de macromoléculas formadas a partir de unidades estruturais menores (os monômeros). O número de unidades estruturais repetidas numa macromolécula é chamado grau de polimerização. Em geral, os polímeros contêm os mesmos elementos nas mesmas proporções relativas que seus monômeros, mas em maior quantidade absoluta.
As normas internacionais publicadas pela IUPAC indicam que o princípio geral para nomear os polímeros é utilizando-se o prefixo poli-, seguido da unidade estrutural repetitiva que define ao polímero, escrita entre parênteses. Por exemplo: Poli (tio-1,4-fenileno).
As normas da IUPAC são geralmente usadas para dar nome aos polímeros de estrutura complexa, uma vez que permitem identificá-los sem produzir ambiguidades nas bases de dados de artigos científicos. Porém, não costumam ser usadas para polímeros de estrutura mais simples e de uso comum, principalmente porque esses polímeros foram inventados antes que se publicassem as primeiras normas da IUPAC, em 1952, e por isso seus nomes tradicionais já haviam sido popularizados.
Na prática, os polímeros de uso comum costumam ser denominados da seguinte forma:
  • Prefixo poli- seguido do monômero de onde se obtém o polímero. Esta convenção utiliza uma denominação sem uso de parênteses e, em muitos casos, seguindo uma nomenclatura "tradicional". Exemplo: polietileno em vez de "poli(metileno)"; poliestireno em vez de "poli(1-feniletileno)".
  • Para co-polímeros, costumam-se listar simplesmente os monômeros que os formam, precedidos da palavra "goma", se é um elastômero, ou "resina", se é um plástico. Exemplos: goma estireno-butadieno; resina fenol-formaldeído.
  • É frequente também o uso indevido de marcas comerciais como sinônimos de polímeros, independentemente da empresa que o fabrique. Exemplos: Nylon para poliamida, Teflon para politetrafluoeretileno, Neopreno para policloropreno, Isopor para poliestireno.
A IUPAC reconhece que os nomes tradicionais estão firmemente fixados por seu uso e não pretende aboli-los, apenas reduzindo-os gradativamente em suas utilizações nas publicações científicas.

HISTÓRIA
Até à primeira metade do século XIX acreditava-se na chamada Teoria da Força Vital enunciada por Berzelius. Até ao século XIX somente era possível utilizar polímeros produzidos naturalmente, pois não havia tecnologia disponível para promover reações entre os compostos de carbono.
Posteriormente, Friedrich Wöhler, discípulo de Berzelius, prova que a teoria da Força Vital não pode ser aplicada. Após este revés, as pesquisas sobre química orgânica multiplicam-se. Em 1883 Charles Goodyear descobre a vulcanização da borracha natural. Por volta de 1860 já havia a moldagem industrial de plásticos naturais reforçados com fibras, como a goma-laca e a gutta-percha. Em 1910 começa a funcionar a primeira fábrica de rayon nos EUA e em 1924 surgem as fibras de acetato de celulose.
Henri Victor Regnault polimeriza o cloreto de vinila com auxílio da luz do sol, Einhorn & Bischoff descobrem o policarbonato. Esse material só voltou a ser desenvolvido em 1950 e finalmente em 1970 Bakeland sintetiza resinas de fenol-formaldeído. É o primeiro plástico totalmente sintético que surge em escala comercial.
O período entre 1920 e 1950 foi decisivo para o aparecimento dos polímeros modernos. Durante a década de 1960 surgem os plásticos de engenharia. Na década de 1980 observa-se um certo amadurecimento da Tecnologia dos Polímeros: o ritmo dos desenvolvimentos diminui, enquanto se procura aumentar a escala comercial dos avanços conseguidos.
Finalmente na década de 1990 os catalisadores de metaloceno, reciclagem em grande escala de garrafas de PE e PET, biopolímeros, uso em larga escala dos elastômeros termoplásticos e plásticos de engenharia. A preocupação com a reciclagem torna-se quase uma obsessão, pois dela depende a viabilização comercial dos polímeros.
A partir do final da década de 1990, novas técnicas de polimerização começam a ser investigadas, onde se consegue ter um grande controlo da massa molecular e do índice de polidispersividade do polímero. Assim, começam a ser conhecidas as técnicas de polimerização radicalar controlada.

REAÇÕES DE POLIMERIZAÇÃO

A polimerização é uma reação em que as moléculas menores (monômeros) se combinam quimicamente (por valências principais) para formar moléculas longas, mais ou menos ramificadas com a mesma composição centesimal. Estes podem formar-se por reação em cadeia ou por meio de reações de poliadição ou policondensação. A polimerização pode ser reversível ou não e pode ser espontânea ou provocada (por calor ou reagentes).
Exemplo: O etileno é um gás que pode polimerizar-se por reação em cadeia, a temperatura e pressão elevadas e em presença de pequenas quantidades de oxigênio gasoso resultando uma substância sólida, o polietileno. A polimerização do etileno e outros monômeros pode efetuar-se à pressão normal e baixa temperatura mediante catalisadores. Assim, é possível obter polímeros com cadeias moleculares de estrutura muito uniforme.
   Na indústria química, muitos polímeros são produzidos através de reações em cadeia. Nestas reações de polimerização, os radicais livres necessários para iniciar a reação são produzidos por um iniciador que é uma molécula capaz de formar radicais livres a temperaturas relativamente baixas. Um exemplo de um iniciador é o peróxido de benzoíla que se decompõe com facilidade em radicais fenilo. Os radicais assim formados vão atacar as moléculas do monômero dando origem à reação de polimerização.

CARACTERÍSTICAS
Uma das principais e mais importantes características dos polímeros são as mecânicas. Segundo ela os polímeros podem ser divididos em termoplásticos, termoendurecíveis (termofixos) e elastômeros (borrachas).
Termoplásticos
Termoplástico é um dos tipos de plásticos mais encontrados no mercado. Pode ser fundido diversas vezes, alguns podem até dissolver-se em vários solventes. Assim, a sua reciclagem é possível, uma característica bastante desejável atualmente.

EXEMPLOS:

PC - Policarbonato - Utilizado em: Cd´s, garrafas, recipientes para filtros, componentes de interiores de aviões, coberturas translúcidas, divisórias, vitrines, etc.
PU – Poliuretano - Utilizado para: Esquadrias, chapas, revestimentos, molduras, filmes, estofamento de automóveis, em móveis, isolamento térmico em roupas impermeáveis, isolamento em refrigeradores industriais e domésticos, polias e correias.
PVC - Policloreto de vinilo ou cloreto de polivinilo - Utilizado em: Telhas translúcidas, portas sanfonadas, divisórias, persianas, perfis, tubos e conexões para água, esgoto e ventilação, esquadrias, molduras para teto e parede.
PS - Poliestireno - Aplicações: Grades de ar condicionado, gaiútas de barcos (imitação de vidro), peças de máquinas e de automóveis, fabricação de gavetas de frigoríficos, brinquedos, isolante térmico.
PP - Polipropileno - Aplicações: brinquedos, recipientes para alimentos, remédios, produtos químicos, carcaças para eletrodomésticos, fibras, sacarias (ráfia), filmes orientados, tubos para cargas de canetas esferográficas, carpetes, seringas de injeção, material hospitalar esterilizável, autopeças (pára-choques, pedais, carcaças de baterias, lanternas, ventoinhas, ventiladores, peças diversas no habitáculo), peças para máquinas de lavar, etc.
Polietileno Tereftalato (PET) - Aplicações: Embalagens para bebidas, refrigerantes, água mineral, alimentos, produtos de limpeza, condimentos; reciclado, presta-se a inúmeras finalidades: tecidos, fios, sacarias, vassouras.
Plexiglas - é conhecido como vidro plástico.
Termorrígidos (Termofixos)
Elastômeros (Borrachas)
São rígidos e frágeis, sendo muito estáveis a variações de temperatura. Uma vez prontos, não se podem fundir novamente. O aquecimento do polímero acabado promove decomposição do material antes de sua fusão, tornando a sua reciclagem complicada.
Exemplos
Baquelite: usada em tomadas, telefones antigos e no embutimento de amostras metalográficas.
Poliéster: usado em carrocerias, caixas d'água, piscinas, entre outros, na forma de plástico reforçado (fiberglass).
Classe intermediária entre os termoplásticos e os termorrígidos: não se podem fundir, depois de sintetizados, mas apresentam alta elasticidade, não sendo rígidos como os termofixos. A reciclagem é complicada pela incapacidade de fusão.

EXEMPLOS:

Poliisopropileno - borracha semelhante à natural
Buna S - Aplicações: pneus, câmaras de ar, vedações, mangueiras de borracha.
Buna N ou perbunan
Neopreno ou policloropreno
RECICLAGEMAlguns polímeros, como termofixos e borrachas, não podem ser reciclados de forma direta, pois não existe uma forma de refundí-los ou depolimerizá-los.
Na maioria das vezes a reciclagem de termoplásticos não é economicamente viável devido ao seu baixo preço e baixa densidade. Somente plásticos consumidos em massa, como o PE e PET, apresentam bom potencial econômico. Outro problema é o facto de os plásticos reciclados serem encarados como material de segunda classe.
Quando a reciclagem não é possível a alternativa é queimar os plásticos, transformando-os em energia. Porém os que apresentam halogênio como o PVC e o PTFE, geram gases tóxicos na queima. Para que isso não ocorra esse material deve ser encaminhado para dehalogenação antes da queima.


UTILIZAÇÃO



Os polímeros estão presentes na vida de qualquer pessoa por serem de grande utilidade (doméstica ou industrial). Assim, pode-se apontar algumas das suas variadas aplicações:


Produção de plásticos (poliestireno, PVC, Teflon);

Produção de fibras sintéticas (Nylon, Poliéster, Dacron);
Restauração de pneus;
Isolantes elétricos (borrachas);
Termoplásticos (fabricação de CD’s, garrafas PET, brinquedos, peças de automóveis);

Um dos grandes problemas dos polímeros é a dificuldade reciclagem porque nem todos podem ser decompostos (através de uma nova fusão) ou depolimerizados de forma direta. Além de que a reciclagem pode se tornar várias vezes mais caras do que uma nova produção, assim, deve ser de consciência geral o consumo responsável desses compostos.




POLÍMEROS E POLUIÇÃO:



A partir da década de 1960 iniciou-se o processo de modernização das embalagens para produtos industrializados. Foi a partir daí que começaram os problemas: antes dessa época as embalagens utilizadas para sólidos eram papéis e papelão, e para os líquidos eram as latas e vidros. 

Com a revolução das embalagens, surgiram as embalagens plásticas que são derivadas de polímeros, estas são mais usadas devido algumas vantagens que apresentam. Elas são obtidas a baixo custo, são impermeáveis, flexíveis e ao mesmo tempo são resistentes a impactos. Sendo assim, foram substituindo as antigas embalagens até serem usadas em larga escala como nos dias atuais. 


Durante muitos anos as embalagens plásticas estão sendo despejadas em aterros sanitários, mas o fato de não serem biodegradáveis faz com que se acumulem no ambiente conservando por muitos anos suas propriedades físicas, já que possuem elevada resistência. 


São necessários de 100 a 150 anos (aproximadamente) para que os polímeros sejam degradados no ambiente. Por isso a poluição causada pelos polímeros se tornou uma preocupação em escala mundial, além de poluir rios e lagos, polui também o solo de um modo geral. 


Os grandes vilões deste século são os materiais poliméricos como as garrafas PET de refrigerantes, que acarretam problemas ambientais pelas características de serem descartáveis. A poluição pelos polímeros poderia ser minimizada com a reciclagem dos plásticos ou o emprego de polímeros biodegradáveis.