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Watchmen – Gibi com Teor Literário (1ª Parte)

Olá pessoas!
Aproveitando a 'deixa' sobre quadrinhos da última publicação aqui no QUIMILOKOS, e minha súbita mudança de cabelo [hahaha!], resolvi reproduzir um material disponibilizado pelo blog Cantos da Subversão, sobre WATCHMEN, demonstrando seu teor literário, mesmo em se tratando de um gibi; situação inusitada, uma vez que as pessoas normalmente não atribuem o devido valor às HQ's.
Eu, pessoalmente, sou apaixonada, e o material postado pelo dono do referido blog, denominado M.A.M.K., é de excelente qualidade! Então, não poderia deixar por menos!
No entanto, como é bastante extenso, está dividido em 4 partes, que estarão disponíveis aqui no QUIMILOKOS em 4 publicações, ok?!
Acompanhem comigo!
Hoje, a primeira parte!!
 
 
Watchmen – Gibi com Teor Literário (1ª Parte – AVISO: Contém revelações do enredo)
por Cantos da Subversão
"Quis custodiet ipsos custodies?"
"Who watches the watchmen?"
"Quem vigia os vigilantes?"

Histórias em Quadrinhos sempre despertaram certo preconceito em versados em literatura devido ao seu conteúdo pouco complexo. Admito que, quando adolescente, já cinéfilo, embora eu ainda estivesse longe da literatura, não simpatizava muitos com HQ – até ler O Reino o Amanhã (The Kingdon Come – 1996). Depois, li o A Piada Mortal (The Killing Joke – 1988), de Alan Moore. Fenomenal! E graças à indicação de um amigo, vi o filme Watchmen (2009), de Zack Snyder. O trabalho de Snyder ficou razoável (excetuando a péssima interpretação de Malin Akerman,  Espectral II), uma adaptação bem fiel ao enredo original, e fez-me conhecer outro estupendo trabalho de Moore, ilustrado por Dave Gibbons. Logicamente, fui atrás do HQ. Já sabia o que esperar por causa do filme; mas, claro, por tratar-se de uma série de 12 volumes, imaginava que apresentaria mais conteúdo. Justamente. Eis minha interpretação sobre essa obra singular:
A começar, não é mais um HQ onde o heroísmo impera; está mais para o fim de um carnaval, onde os mascarados vão para casa, não satisfeitos pela glória de terem sido herois, mas deprimidos pelo fim de seus dias úteis. Em Watchmen, a efusão do heroísmo já passou: o que vemos são apenas os resquícios, as cinzas de uma época magistral. Os poucos heróis restantes foram proibidos por lei – a exceção de dois (já falaremos deles) – e a sociedade os repudia feito criminosos, como se não precisasse deles, embora as cidades ainda fossem violentíssimas. É um trabalho que, apesar do pano de fundo fantástico, preza conceitos reais, pois seus personagens sofrem desilusões, cometem crimes e injustiças, sentem medo, desespero, transam… morrem. São pessoas sem poderes extraordinários, ainda que, por suas características psicológicas, éticas, forças e fraquezas, sejam fascinantes. O interessante da trama é, conquanto os personagens tenham semelhanças com outros personagens de histórias em quadrinho, o alheamento do universo de Watchmen em relação aos outros universos HQ. Ou seja, Superman e Batman existem na realidade de Watchmen do mesmo modo que existem na nossa – ficticiamente. Eles influenciaram os primeiros mascarados a combater o crime – mas não os podiam salvar, por sua inexistência. O terror em Watchmen, o mal que os vigilantes devem impedir é o mais terrível e realista possível: a ameaça da Terceira Guerra Mundial. O pano de fundo é a Guerra Fria. Por causa de uma greve dos policiais, havida em 1977, em razão dos mascarados “impertinentes”. Então, o povo se revoltou, protestou contra os vigilantes, e foi implantada a lei Keene, que proibia a intervenção de heróis na segurança pública.


 São seis os personagens principais de Watchmen: O Comediante (Edward Blake), Rorschach (Walter Covacs), Dr. Manhattan (Jonathan Osterman), Espectral II (Laurie Juspeczyk), Coruja II (Dan Dreiberg) e Ozymandias (Adrian Veidt). Todos eles – à exceção do Dr. Manhatam – não têm poderes. Valem-se de sua perícia em artes marciais, força olimpica, de certos tipos de armas e de seu raciocínio. A história começa com a notícia do assassinato de Edward Blake – foi espancado e arremessado pela janela de seu apartamento, e com a queda, segundo a descrição de Rorschach, sua cabeça foi parar no estômago – que tem maciça repercussão durante os dois primeiros volumes da série. Apesar de Blake, o Comediante, estar morto no tempo presente da história, aparece em muitos flashbacks. Indiferente à dor alheia, sádico, irascível, niilista, asqueroso como um bêbado, podre em vários sentidos, o Comediante foi um dos poucos que conseguiu distinguir, por si só, a face horrível da humanidade (a que a mesma tenta esconder) e procurou refúgio na negra ironia e sabia que todos os esforços dos herois mascarados para tornar o mundo um “lugar habitável” eram nulos, visto que não se pode mudar a natureza humana (nem o onipotente Manhattan, como o próprio admite no final do filme – aliás, ótimo acréscimo). No decorrer da trama se constata o que bons observadores já sabiam: Blake só é amoral porque esta é sua proteção contra o mundo – esta foi sua única saída para suportar tanto horror. Numa das cenas memoráveis do HQ, pouco antes de seu assassinato, ele visita Moloch, um super vilão doente e “aposentado”, para desabafar sobre algo que lhe soa nefasto e incompreensível – mais terrível do que seus crimes. Então, o cético, o sádico, em completa desesperança, pergunta ao vilão decrépito: “Qual é a graça? Onde está a graça? Eu não entendo. Alguém pode me explicar?” Desfecha a segunda edição de Watchmen, “Amigos Ausentes”, o qual retrata o enterro e detalhes da história do Comediante (além da influência que ele exerce sobre os demais), com Rorschach, sozinho em frente à tumba desse sardônico herói, contando uma piada que ele certa vez ouvira:


Um homem vai ao médico e diz que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Conta que se sente só num mundo ameaçador onde o que se anuncia é vago e incerto. O médico então diz: “O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade. Assista ao espetáculo. Isso deve animá-lo.”
O homem, então, se desfaz em lágrimas. E diz: "Mas, doutor... Eu sou o Pagliacci…

Desde o inicio, é evidente a admiração, o respeito, de Rorschach pelo Comediante, por ele ter alcançado conclusões semelhantes às suas. Conclusões desesperadoras, às quais poucos conseguem, de certo modo, resistir. Sobreviver-lhes.
Rorschach, por sua vez, é um dos personagens mais estranhos de Watchmen. E um dos que mais merecem análise. Poderia ser taxado de misterioso também, se boa parte de sua história não houvesse sido revelada nos meados da série (e eu agradeço a Moore por ter tido a ideia de revelá-la, criando assim a melhor edição – minha opinião – de Watchmen: “O Abismo também Contempla”). Rorschach, inspirado no Questão, personagem da DC Comix, é o único que se mantém na ativa mesmo com Lei Keene (que proíbe a intervenção de mascarados no combate ao crime, exceto Dr. Manhattan e o Comediante), e por isso é perseguido pela polícia. Inconveniente, antissocial, demasiado cruel com os bandidos, portador de uma inextinguível revolta, ele tem certas semelhanças com o Comediante (daí o respeito), ainda que, diferente do anti-heroi assassinado em seu apartamento, Rorschach não fazia concessões (já que o comediante aliou-se ao governo). Tido por todos como louco, sendo que o único a prezá-lo como amigo era o Coruja II (Manhattan tratava-o com a mesma “simpatia autista” que tratava os demais), que, aliás, foi seu parceiro, durante certo tempo, antes da proibição. Característica desse atípico anti-heroi é a inconveniência, infiltrando-se em qualquer lugar sem ser notado. Porém, numa dessas, ele caiu numa armadilha e foi preso pelos policiais, encerrando a edição “Terrível Simetria” com a máscara dele sendo retirada (“Tyger! Tyger! Burning Bright / In the forests of night, / What immortal hand or eye / Could frame thy fearful simmetry?”). Na prisão, o psiquiatra humanista Malcolm Long assume o caso de Walter Kovacs, intentando reabilitá-lo. Mas não imaginava que Rorschach fosse um abismo tão imenso e obscuro. Não se pode chamar de duelo a relação entre eles, pois nunca foi um embate nivelado.


Walter Kovacs foi, literalmente, um filho da puta. Humilhado e maltratado constantemente pela mãe, Sylvia Kovacs, sem amparo familiar para suportar as agressões morais nas ruas, e acaba atacando dois garotos que implicavam com ele – cegando, parcialmente, um deles, com um cigarro. Depois disso, é levado a um reformatório, onde denota demonstrou grande desenvoltura física e intelectual. Depois de haver saído do reformatório, arruma um emprego numa loja de roupas. Ao saber do estupro e assassinato de uma jovem – Kitty Genovese – e enojado com descaso dos vizinhos que presenciaram a tudo sem tomar providência alguma, ele dá vida a Rorschach – sua versão altamente impiedosa. Quando não estava disfarçado de superherói, Walter passava boa parte do tempo nas ruas, empunhando uma placa com a incrição “The End is Nigh” (“O Fim está Próximo”), fazendo-se passar por “mendigo louco”, para assim observar melhor as ruas, sem causar o impacto que Rorschach causaria. Deste modo, até a sua “verdadeira” identidade era um disfarce, uma extensão de Rorschach (como será que ele se mantinha? Detalhe supérfluo quando a história é boa). Também, é digna de análise sua real aparência – feia, irrisória, mirrada (parece a versão adulta do Alfred E. Newman, da revista Mad). Além disso, é fedorento, como repetidas vezes é mencionado no HQ. Esses detalhes extirpam o estereótipo de heroi galã e robusto, até hoje tão louvado. É um rato de esgoto limpando a sujeira do mundo… não um anjo alado e sem face.     
Sempre num tom de voz impassível, Kovacs fala sobre seu alter ego incoercível. A consciência de Malcolm Long é esmagada pelo passado do anti-herói, que já presenciou coisas realmente terríveis. Aliás, o sociopata pôde definir de forma mais abrangente quem o analisava, com meia dúzia de palavras, do que os processos sistemáticos (e infantis) aplicados pelo especialista: gordo, rico, que nunca sofreu ou deparou-se com o sofrimento, desconhecedor da verdadeira natureza humana, protegido apenas por uma débil camada de ingenuidade. Ao romperem-se suas inermes defesas, ele é tragado por uma infinda inanidade. Perturbado, após ter desapontado seus familiares num jantar (quando descreveu o caso da menina que foi raptada, morta, esquartejada e dada de comer aos cães), senta-se solitário na cama, olhando os borrões de tinta que mostrou a Walter, em seu tratamento, tentando enxergar uma árvore frondosa com sombras estendo-se sobre o gramado, mas só lhe vinha a imagem de um gato morto que encontrara em frente, repleto de larvas gordas que o adentravam como se necessitassem fugir da luz. Mas, essa perspectiva ainda era uma espécie de eufemismo; pois a imagem não passava de um borrão de trevas, sem significância. Este era o verdadeiro horror… o vazio.
Passado esse momento, Rorschach, alvo constante dos prisioneiros, sobrevive à rebelião causada, indiretamente, por ele mesmo, ao causar a morte de um dos detentos ao jogar-lhe gordura fervente (este morreu no hospital, dias depois), já que todos desejavam matá-lo – grande parte dos detentos foi encarcerada por Rorschach. Nas ocasião, ele é resgatado por Coruja II  e Espectral II. Admito que ficou meio mal-contada essa parte, pois, uma pavorosa rebelião que se gerou por causa de Rorschach, apenas três homens (um gangster anão e seus dois capangas) vão ao seu encalço – talvez, isso deu por ele haver ficado na solitária, talvez, eu não tenha compreendido bem. “Não sou eu que estou presos com vocês, são vocês que estão presos comigo” – Walter Kovacs, após despejar gordura quente sobre o detento que o importunou na fila do almoço. Enfim, “Live Hard, Die Hard”. No final, em minha opinião, apesar de seu final apoteótico, o personagem sofre certo declínio (perde seu ímpeto irrefreável), mas nada que comprometa seu valor.  
 

Químicos e Nerds: O verdadeiro final de "A Caverna do Dragão", em quadrinhos!

Um raridade, que procuro há aaaaaaanosme chega hoje por e-mail!!!
Muitíssimo obrigada, professor Esteban, por encaminhar o link!
E, agora, compartilho com vocês, diretamente do Complexo GeekO verdadeiro final de A Caverna do Dragão em quadrinhos          
Talvez uma das maiores frustrações em nossas infâncias, pelo menos para quem acompanhava o desenho A Caverna do Dragão, que já foi repetida quintilhões de vezes pela Globo, foi de que a série nunca teve um fim. O episódio final nunca aconteceu porque misteriosamente a CBS decidiu encerrar a animação, que estava na sua 3ª temporada.
O roteiro final foi feito por Michael Reaves (ele é um dos 12 roteiristas do desenho animado, responsável pelos 7 episódios mais sombrios da série). Reaves escreveu aquele que pode ser considerado o verdadeiro último capítulo da série, Requiem, em maio de 1985. Mas para sua surpresa (e a de todos), a série foi encerrada bruscamente, como dito, e este roteiro acabou nunca saindo do papel.
Mas ele vazou, e muitos já devem ter o lido em algum site anunciando que “esse era o verdadeiro final de A Caverna do Dragão” O problema é que muitos desses sites, pegaram a história de Reaves e a modificaram para um tom muito mais sombrio, mais até do que o roteirista estava acostumado a trabalhar, e o roteiro acabou virando uma espécie de Creepypasta, que todos sabemos que NUNCA seria o final do desenho.
Mas o roteiro final existia, e o brasileiro Reinaldo Rocha em meados de 2011 o pegou e decidiu ilustrá-lo. O que obtivemos foi uma das coisas mais fantásticas e realizadoras para aqueles que sonhavam com o final do desenho.
Sem mais delongas, eis o final completo de A Caverna do Dragão – Requiem:
0 a caverna

:cry:
O melhor de tudo é conseguir ler a história inteira com a voz dos personagens. Simplesmente ÉPICO

CONCURSO QUIMILOKO - 2013 - RESULTADO!!!

Olá olá olá, pessoas queridas!
É com um prazer imeeeeeenso que hoje divulgo a vocês o[a] vencedor[a] do Concurso de Aniversário do Blog QUIMILOKOS!!!
E, em homenagem ao 'surto' de musiquinhas que andam rodando as aulas de Química pelo Brasil a fora [kkkkkkkkkkk!!], a frase vencedora foi:
"Ser Quimiloko é passar o tempo todo cantando e dançando loucamente ao lembrar da música: 'Analisando essa cadeia insaturada quero descobrir onde a dupla é colocada...' "
E a dona da frase é:
Jackeline Rodrigues
P.A.R.A.B.É.N.S.!!!
Agora é só você escolher os elementos que irá querer no biscuit! ^^!
O meu muito obrigada a todos que participaram, a todas as frases encaminhadas, e aos novos parceiros do Grupo e da Página do QUIMILOKOS no facebook.

Vale da Lua/Chapada dos Veadeiros/Vila de São Jorge - Aula em Campo

Olá pessoas queridas!
Finalizando a disciplina de Conhecimento e Diversidade Cultural no Mestrado, com os Professores Rogério e José Pedro, fechamos com chave de ouro, em uma Aula em Campo, na Vila de São Jorge, passando pelo Vale da Lua e caminhando pela Chapada dos Veadeiros!
Em cada aula que tivemos desta disciplina, um aluno sempre foi responsável por relatar todo o acontecido através de um Diário de Aula.
Para não perder os riquíssimos detalhes tragos no último Diário, escritos pela Suellen e pelo Danillo, vou transcrever aqui o Diário dos mesmos, ok?!
Então lá vai!


Nós, Danillo e Suellen, ou, Suellen e Danillo, vos apresentamos o diário final da disciplina Conhecimento e Diversidade Cultural 01/2013 do Mestrado em Educação em Ciências e Matemática - UFG. Este será um diário diferente, afinal, o momento registrado foi totalmente diferente! Regidos pelos heróis e “ainda” professores José Pedro (PP) e Rogério (Espiga) [pois agora já temos intimidade], que articularam essa aula final - viagem de dois dias para um lindo lugar.
No princípio de tudo...
No dia onze de abril do ano de dois mil e treze, nesta mesma disciplina acima mencionada e no Planetário – UFG, nos foram apresentadas novas pessoas e novas propostas, e a partir deste mesmo dia não seríamos mais os mesmos...
Uma linda relação se firmava ao longo dos deliciosos encontros que tivemos, conversávamos, trocávamos conhecimentos, experiências, por muitas vezes fomos confrontados por novas ideias e ideais, mas também confrontávamos também, aprendemos bastante, que relação gostosa! Comíamos juntos, sempre um lanchinho diferente, no meio da nossa relação tinham uns caras bem diferentes e bem mais velhos, a maioria barbudos, que sempre nos abasteciam com suas sábias reflexões, mas não eram apenas eles, afinal todos éramos sujeitos dessa relação, sem contar com os dois heróis que sempre nos inquietava, e quanta inquietação! Mas então, entre encontros e conversas, sempre aconteciam aprendizados e trocas, gargalhadas gostosas e até lágrimas, como toda relação... E assim, sem detalhes “conteudísticos” e fiéis aos acontecimentos, resumimos essa relação da turma de Conhecimento e Diversidade Cultural que aconteceu nesse semestre, e como toda bela relação com um final feliz, concluímos os encontros com a nossa “lua de mel”, apesar da união já ter sido firmado antes, com a renovação de conceitos, aprendizados, desmistificações, quebras de tabus, o NÂO AO PRECONCEITO, aliás o que é isso (preconceito)?
 A nossa aliança, diferente dos romanos que acreditavam que no quarto dedo da mão esquerda passava uma veia (vena amoris) que estava diretamente ligada ao coração, costume culturalmente seguido até aos dias de hoje, está cravejada e firmada não no nosso dedo, mas em nossa essência, no que hoje sabemos e sentimos: RESPEITO, EDUCAÇÂO, HUMILDADE, UNIÂO, EMOÇÃO, FELICIDADE, VALORIZAÇÃO HUMANA, COMUNHÃO, LIBERDADE, COLABORAÇÃO, CARINHO, PLENITUDE, HARMONIA, FRATERNIDADE, SATISFAÇÃO, VIDA, ALEGRIAS, DETERMINAÇÃO, ESPERANÇA, DIVERSIDADE e claro, muito AMOR!
Mas voltando à nossa “lua, ou sol de mel”, narraremos à nossa maneira Danillo e eu (Suellen) ou Suellen e eu (Danillo), como quiserem...  A NOSSA TÃO ESPERADA VIAGEM, que foi muito bem organizada antecipadamente (no mesmo dia 11 de abril de 2013 quando nos conhecemos), foi preparada considerando cada particularidade de cada uma das 22 duas pessoas dessa relação. Espero que todos gostem de revivê-la como nós gostamos e nos divertimos.
E a nossa historia começa mais ou menos assim...
Em uma manhã de sexta-feira que parecia ser como outra qualquer, havia algo diferente, pois naquele dia a turma do Conhecimento e Diversidade Cultural iria iniciar uma viagem para Vila de São Jorge, próximo a cidade de Alto Paraíso de Goiás, e pelo nome da cidade mais próxima já poderíamos imaginar o que viria.
 Em Goiânia, a galera chegou cedo ao planetário-UFG, mais ou menos, às sete e meia da manhã para darmos início a nossa jornada. Como havíamos dito antes que foram atendidas algumas particularidades, durante o percurso paramos na cidade de Anápolis e em Brasília para atendermos a três pessoas, pois sem elas não seria a mesma viagem, confirmando a nossa aliança.
 Durante toda viagem podemos contemplar, pela janela do ônibus a alegria que a natureza nos recebia.
       
Só não sabíamos se os passageiros corresponderiam com a mesma intensidade ao resplendor natural...
   
Mas, apesar de tudo, nós e os nossos heróis chegávamos próximos ao primeiro destino. O VALE DA LUA. Próximos porque ainda teríamos que enfrentar uma caminhada para estar no vale, pois ônibus só alcançou uma parte do caminho.
      No Vale da Lua apreciamos um dos mais belos lugares naturais do nosso Brasil e nesse cenário iniciamos as nossas atividades. O primeiro a expor sua contribuição foi o Danillo. Ele apresentou uma forma de conduzir os alunos a dialogarem sobre os conteúdos das aulas, onde em pares, um dos alunos falou ao outro o que aprendeu ao longo do semestre e a final o que ouviu, elogiou o companheiro ao final de sua fala, em seguida houve a inversão dos papéis.
 
O próximo a apresentar foi o nosso excelentíssimo Celso. Ele nos narrou uma bela história com bichos extraordinários, que possuíam características inestimáveis só comparáveis com as de algumas distintas pessoas da turma, instigou-nos a perceber qual pessoa se identificava com o animal equivalente ao apresentado.

Mas as surpresas não paravam por aí. Surge então o Ari com a apresentação de duas músicas criticamente reveladoras da nossa realidade cotidiana, compostas pelo grupo Facção Central.
 
Contudo, nesse momento, o sol já anunciava a fim do dia e se punha a caminhar desaparecendo em direção ao horizonte. Assim, após uma breve caminhada, entre trilhas e insetos, chegamos ao ônibus rumo à Pousada Pôr do Sol.
                                           
 Apesar da impressionante primeira impressão que a pousada nos causou, mal tivemos tempo de explorá-la. Tivemos que desbravar a cidade para encontrar o local ideal para apreciar o show da orquestra das estrelas regida pelo nosso maestro Juan Bernardino.
    
Realmente as estrelas brilharam mais naquela noite fazendo mais bonita a sinfonia visual. Ainda envoltos pelo brilho das estrelas, era hora de voltar à cidade e comer a pizza “mais cara” que já havíamos visto. Felizmente podíamos contar com a Gisa para nos lembrar da beleza das estrelas, nos propondo um brinde às conquistas somente alcançadas pela união da turma. Entre estômagos roncando, gargalhadas aleatórias, falta de informação e cálculos errados (na cara dos matemáticos!). Fechamos com “chave de barro”, insaciados, indignados, insatisfeitos e um pouco, “só um pouco mais pobres”. 
     Depois do jantar voltamos para a pousada. Tratamos de banhar e descansar um pouco, mas só um pouco, porque a noite prometia ainda uma “caliente” dança do ventre, momento em que a Letícia nos mostra como os pequeninos pingos de chuva brincam ao passarem pelo arco-íris deleitando-se com a leve brisa vinda do oeste, ou talvez leste.

Eufóricos com a apresentação da Letícia e ainda pensando nas estrelas entramos na sala, onde iríamos apreciar as outras atividades da noite. Eis que começa então o vídeo apresentado pela Luciene.  Em poucos minutos iniciou-se o movimento de majestosas emoções que permeavam o recinto, tais emoções comparáveis somente com a sensação de observar o mais belo pôr do sol... E o clima continuava com o vídeo trazido pela Rosimary, em que a superação marcava a consequência do trabalho duro e da determinação.
     
Acho que nesse momento todos já se sentiam em outro planeta... Ou se sentiam ETs nesse. O que me faz lembrar o divertido filme mostrado pela Thaiza, onde ser normal é ter orgulho de ser diferente, não sendo nem melhor nem pior, sendo apenas diferente.
Mas em se tratando de reflexão a Suellen não ficaria para traz... Mesmo com a “dificuldade de se expressar” ela evidenciou de uma forma eficaz, os sentimentos que ali se faziam presentes, por outro lado, se enganou quem pensou ou nem chegou a pensar que sairíamos daquelas atividades sem algumas das belas obras dos autores que proporcionaram parte dos sentimentos daquele momento. A Lorena, além de evidenciar o quanto se desenvolveu em conjunto com a turma, presenteou alguns de seus colegas com esses tesouros...
Mas enquanto isso a lua seguia seu curso no céu e provocava as marés por não poder participar das apresentações que continuavam a surpreender cada vez mais os espectadores. Foi então que a Camila nos trouxe um pouco mais sobre a impressionante congada, um evento cultural que reflete parte da magnífica história de Catalão e que vem crescendo pouco a pouco no cenário nacional. Surge, nesse contexto cultural, a Darlene que aproveitou para nos dar um belo exemplo da diversidade de pessoas existentes dentro do nosso país, ressaltando a importância de respeitar as diversidades culturais ao fundo musical de Ney Matogrosso.
  
Mas a vontade da lua era tão grande de ver as gloriosas apresentações, que a Zara resolveu dança uma quadrilha junina ao luar. Agora esse é um momento que a lua e os que dançavam sempre vão se lembrar. E assim, naquele instante, todos satisfeitos foram dormir.
 Mas as aventuras da turma não paravam por aí... No outro dia pela manhã a turma e os seus heróis já se encontravam tomando café para uma bela caminhada rumo ao PARQUE NACIONAL CHAPADA DOS VEADEIROS.

Chegamos todos animados, MESMO !!! E pose pra foto...
 
Mas a verdade é que as maiores dificuldades do dia estariam por vir.
Começamos então a deslumbrante trilha rumo às cachoeiras Salto I e II, para enfim podermos nos deliciar na água revigorante fornecida pela sábia senhora natureza.
     
Durante a trilha resolvemos parar para descansar um pouco e foi aí que a Viviane resolveu fazer sua contribuição... Só posso dizer que a pessoa da caixinha era realmente misteriosa, pois ainda tinha muito a conhecer. Por outro lado essa brincadeira deixou a turma literalmente “amarrada”, mas todos sabiam: continuaríamos unidos mesmo depois do barbante desfeito, por um laço de amizades, convicções e esperanças.
      Terminado o descanso e a dinâmica, nos pusemos novamente a caminhar... Ainda estávamos cansados, porém a nossa companheira natureza não se cansava de nos motivar a andar, pois sempre compartilhava conosco sua abundante beleza...
                            
Tais paisagens nos faziam querer, cada vez mais, tomar um banho de cachoeira. Até que chegamos ao nosso destino e não nos decepcionamos em nada!
             
Acho até que a turma não queria mais ir embora... Esse sentimento era reforçado pelo pensamento de ter que voltar caminhando toda a trilha que percorremos para chegar ali rsrs!!! Depois de um belo mergulho a turma se recompôs as energias com um delicioso lanche... Em seguida a Arianne fazer sua dinâmica... No início parcialmente, em praticamente todos os desenhos havia um esboço da natureza, trocamos os desenhos com os nossos companheiros e realmente a obra final demonstrava que estávamos em sintonia com o grupo e ambiente.
         Dando sequencia nas apresentações, vem o Fábio e nos faz sentir criança novamente. Ele nos proporcionou uma maneira inusitada de ouvir a esplendida Aquarela de Toquinho.
      Bem, mas a viagem tinha que continuar... Arrumamos então as coisas para fazermos a volta até a cidade e voltamos a caminhar. Entre conversas e aprendizados, o calor e a respiração ofegante se fizeram presentes no nosso retorno, porém a parceria e entendimento das pessoas, inclusive dos guias de apoio se evidenciaram. 
E nesse momento mandamos um abraço sincero e um muito obrigado a Zara, que apesar de cansada nos deu um belo exemplo de força e determinação.
VALEU ZARA!!!!
Enfim, de volta a entrada do parque a turma estava, vamos dizer rsrs... Todos ainda “muito animados”.
É, não estávamos tão eufóricos quanto na chegada! Tanto era o cansaço que pedimos carona para o pessoal da brigada de incêndio, que complacentemente nos atenderam. Ainda bem que sobrou um pouco de força para subir no caminhão, vulgo “pau de arara”.
               
E assim voltamos, apertados, meio aos trancos e barrancos e “xavecadas?!”, para a cidade, mas estávamos muito contentes pelo maravilhoso e inesquecível dia.
 Após um bom banho na pousada já era hora de jantar... 

                                                               
Terminado o jantar retornamos para a pousada, onde iríamos dar continuidade às apresentações... Foi quando a Patrícia nos proporcionou uma “roda de massagem” que fez a galera andar um pouco nas nuvens e esquecer o que andou na terra, naquela altura do campeonato a turma estava precisando. Logo em seguida veio o Roberto e nos proporcionou um espaço para uma incrível reflexão sobre sua experiência acadêmica, e como um bom amigo nos aconselhou como trilhar a nossa.
                                                                         
 Depois de um caloroso dialogo os nossos heróis, já era hora! Ficaram responsáveis pela ultima dinâmica do dia. Ninguém esperava que iríamos nos sentir como “flores em um belo jardim” e, em conjunto, iniciar um glorioso ritual, contudo, foi assim que aconteceu:
                   
                                      
MARGARIDA??!!

Bom... Ao fim, cantamos e dançamos com a musica Oiepo. Infelizmente, já era hora de voltarmos para casa. Então assim se passaram os majestosos momentos que para sempre ficarão na lembrança daquela turma e que jamais, NUNCA, se esquecerão que: “A MUDANÇA SEMPRE É POSSIVEL E QUE DEVEMOS SEMPRE ACREDITAR EM UM MUNDO MELHOR COM UMA EDUCAÇÃO MELHOR E MAIS JUSTA Prof. Rogério Ferreira.

Ana Flávia, não pense que nos esquecemos de você, esperamos você postar sua contribuição no portal e parabéns! Seu vídeo ficou muito legal e nos fez relembrar de todos os momentos maravilhosos da nossa relação!
GALERA É ISSO... ATÉ A PRÓXIMA, UM ABRAÇÃO A TODOS E QUE TENHAMOS MAIS MOMENTOS RICOS EM NOSSAS VIDAS COMO ESSES...
.
Foi tudo muito lindo e maravilhoso! E eu, Thaiza, já sinto saudades dos momentos compartilhados com a turma e com os Professores, não só nestes dois dias de Aula em Campo...mas a cada quinta-feira que compartilhávamos juntos!
Professor Rogério, Professor José Pedro: o meu muito obrigada por me ensinarem a enxergar e viver o mundo com outros olhos! Muito obrigada por fazerem parte deste momento de minha vida! Muito obrigada por compartilharem não só conhecimento, mas, acima de tudo VIDA!

8 anos de QUIMILOKOS - Concurso de Aniversário

Olá olá olá pessoas queridas!!
Sim! O QUIMILOKOS está completando 8 anos de existência!
Quem é assíduo frequentador daqui sabe bem de toda a origem do blog!
Sabe que esses 8 anos não foram sempre aqui na plataforma do google, sabe que o nome se originou a partir de um grupo de alunos meus lá do CPMG - Ayrton Senna, em uma Feira de Ciências! E que hoje se tornou meu Projeto do Mestrado! [quem diria!!]
Enfim, é uma história legal de ser contada [e ouvida, é claro!], por isso vou criar uma aba para que ela se torne permanente por aqui, e todos tenham acesso quando quiserem!
=]
Bom, mas vamos ao CONCURSO QUIMILOKO da vez?! hehehe!
Prestem bastante atenção nas etapas:
1 - Seguir o blog: Em "Quimilokos de Plantão", bem no início da página ao centro, clicar em "PARTICIPAR DESTE SITE"
2 - Entrar no Grupo do QUIMILOKOS, no facebook: https://www.facebook.com/groups/101289306628063/
3 - Curtir a página do QUIMILOKOS, no facebook: https://www.facebook.com/quimilokos
4 - Completar a frase: " SER QUIMILOKO É......." e enviar a reposta para: quimilokos_professora@hotmail.com
O prazo para fazer tudo é até o dia 27 de julho de 2013!!
O resultado será divulgado dia 30 de julho de 2013!
A melhor frase receberá um kit com 6 elementos químicos [de sua escolha!] em uma caixinha, feitos pela Mariana Mantovani [ veja a publicação: Tabela Periódica em Miniatura ].
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Bom, acho que por hora é só!
Agora fico aqui, no aguardo das participações de vocês!!
Que a Força estaja com vocês!
hehehe!!