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Quando a Química é um dom! =D

Museu das Minas e do Metal recebe Cadú, um menino de 9 anos apaixonado por Química
Frequentador assíduo do MMM e fascinado com a Química, Cadú conta seus sonhos e sua relação com o Museu das Minas e do Metal

Kláudia Kristhinne Araújo e Vander Barbosa de Almeida vivem às voltas com a iniciação precoce do filho pelo mundo da Química. Carlos Eduardo Araújo de Almeida, o “Cadú”, tem apenas nove anos de idade e sonha em montar um laboratório na casa da árvore e em se tornar um Engenheiro Químico para desvendar um meio de ajudar as pessoas que têm colesterol alto, como ele.

Tudo começou quando Cadú era bem novinho – um ano e meio de idade – e brincava de colorir as coisas com anilina. Kláudia conta que ele sempre gostou de misturar as coisas, tintas, produtos de cozinha, para ver o resultado. “Meu bicarbonato, vinagre, fermento, sempre que vou cozinhar, vejo que acabou ou já está no final”, conta a mãe, aos risos. Antes de falar direito, de completar dois anos, ele gostava de brincar com tinta guache, de transferir de um baldinho para o outro, aí ele descobriu que se ele amassasse as flores e deixasse de molho, a água ficava colorida. “A massinha foi outra história”, continua Kláudia, “ele brincava fazendo biscoito de massinha para o toca fitas comer, estragava tudo!”



Cadú vestido para fazer experimentos em laboratório. Foto: Vander Barbosa de Almeida.

Os pais começaram a perceber que Cadú não tinha interesse por brinquedos que os meninos da idade geralmente tinham. Eles compraram, então, óculos de proteção, avental, luvas, enfim, todo o material necessário para proteção durante as “brincadeiras”. Ele preferia um tubo de ensaio a um carrinho. Kits de alquimia, livros sobre plantas e substâncias químicas ao invés de um Playstation. Assim, antes de completar cinco anos, Cadú já tinha feito sua primeira erupção em um vulcãozinho que montou. “É muito fácil, só usar vinagre e bicarbonato para efervescer! É bem legal!”, explica o menino, entusiasmado. O passeio ideal para Cadú, apesar de querer muito ir à Disney com os pais, é ir a São Paulo. “São Paulo tem os melhores laboratórios de química do Brasil, quero conhecer todos”, comenta.

Vander conta que não sabe muito bem como o filho desenvolveu esse interesse, mas garante que ele tem habilidade e interesse. Na biblioteca do colégio onde estuda, o Colégio Espanhol Santa Maria (bairro Cidade Nova), não existem mais livros sobre química que ele ainda não tenha levado para estudar em casa. “Ele entra nas salas dos alunos mais velhos e anota o quadro da aula de química no caderno”, conta o pai.

Cadú no MMM

A primeira visita de Cadú ao Museu das Minas e do Metal foi com a mãe, em fevereiro de 2011. Ela conta que ainda não sabia da existência do MMM, mas entrou no prédio, que estava aberto, de mãos dadas com o filho. Quando viu os seguranças, ficou receosa, pensou que era uma casa de festas, mas eles logo a convidaram para conhecer o Museu. Desde então, além de ir à farmácia para repor seus estoques do Kit de química, um dos passatempos prediletos de Cadú passou a ser o MMM.

João Bracarense, estudante do curso de Química Tecnológica no CEFET e monitor no MMM, é fã de Cadú e já o considera um professor. “Da primeira vez, eu estava na Mesa dos Átomos quando o Cadú chegou, e fui eu quem o recebeu”, conta. João descreve o deslumbre com que logo percebeu que “ele tinha o dom da química”, porque o garoto já sabia o nome de todos os elementos da tabela periódica. “Perguntei se ele conhecia alguns experimentos simples que as crianças fazem, e ele já havia feito todos! Então, a mãe dele me contou que já estava repondo seus refis do Kit de Alquimia pela terceira vez e eu fiquei assustado!”, admira-se João. O monitor, que é outro apaixonado pela química, conta que o ápice de sua surpresa foi quando soube que Cadú levava sucos de limão, vinagre e outras substâncias para a escola e ensinava aos coleguinhas como medir o PH das substâncias.

Cadú já auxilia o público que freqüenta o Museu na Mesa dos Átomos. “Um dia tinha um moço tentando montar um composto, mas ele pegou só um elemento de cada, aí eu indiquei pra ele a quantidade certa de cada um”, explica o menino.

A mãe já mandou e-mail para o Museu e postou na Rede MMM contando, emocionada, que ele havia feito a eletrólise no fim de semana, com a supervisão dela e do pai, por precaução. “Foi fácil, minha mãe me deu a bateria, meu pai me deu os bicos de pato e eu liguei, e aí a água borbulhou”, conta Cadú com simplicidade.

Cadú entre os pais na palestra de Lúcia Fantinel, "Memórias do Planeta", na 9ª Semana de Museus no MMM. Foto: Gláucia Rodrigues

Os pais sempre o acompanharam, apoiaram e ensinaram a lidar com o que ele gosta para que nada de perigoso acontecesse. Cadú usa luvas, avental, óculos próprios para laboratório e não entra em contato com substâncias nocivas para crianças de sua idade.

Kláudia conta que ele gosta de ir à farmácia para comprar bicarbonato e outras substâncias que utiliza em seus experimentos quando lhe dão dinheiro. Cadú também ganha muitas plantas que utiliza na composição de cores, texturas, nas misturas em geral que gosta de fazer, desde os 2 anos de idade.

Ele sonha em ir à Disney e à praia com os pais, mas sua mais nova ambição é um Kit completo de química, chamado “CHEM C 3000”. O Kit é como um mini laboratório de química: de óculos a tubos de ensaio, pipetas e erlenmeyers e tudo o que é necessário para crianças fazerem experimentos. Apesar de o manual ser em inglês, Cadú está no cursinho desde os 2,5 anos de idade.

Há dois anos, os pais descobriram que Cadú tem dislipidemia, o nome que dão para a doença de quem tem colesterol alto. Desde então, os pais passaram a cozinhar com água e azeite, fazer grelhados e substituir salgadinhos por frutas. Mas do que ele sente falta mesmo, é do sorvete. “Conte por que você quer ser engenheiro químico, Cadú”, incentiva a mãe. E Cadú responde: “para eu descobrir um jeito de poder ir à sorveteria e poder comer tudo de bom!”

Valeu Indiamara, por esta dica no twitter!!
Qual químico não quer um filho assim?!
hehehe!!
Menino prodígio!
^^!
O meu filhote parece que já nasceu com a Biologia no sangue!!
Dom é dom e não se dicute!
Uma ótima sexta-feira a vocês!
Um mol de abraços a todos!!

5 comentários:

MÁRLON SOARES disse...

Falta alguém falar para o moleque que como Engenheiro Químico, a química mesmo ele não vai ver...

klaudia disse...

Olá gente, o menino da química é meu filho!!!! Ele ama tudo de química e procuro coisas pra ele fazer. Quem souber de alguma coisa, evento por favor me ajudem, meu email klaudiakaraujo@hotmail.com
Atenciosamente Kláudia

Profª Thaiza disse...

É verdade, Professor Márlon...
Já pensou esse "Fenômeno" em sala de aula?!
Vai fazer qualquer um se apaixonar por química!
hehehe!!

Profª Thaiza disse...

Olá Klaudia!
Que bom tê-la aqui no blog!
Mas que sonho de menino este seu!
xD
Olha, vocês devem estar sabendo que estamos no Ano Internacional da Química, né?!
Temos eventos espalhados pelo Brasil e pelo mundo afora!
Já deu uma olhadinha no site do AIQ-2011?!
Anota aí:
www.quimica2011.org.br/
Um mol de abraços!!!
E sucesso ao Cadú!!
=D

Indiamara Passos disse...

No twitter a gente encontra de tudo..hehe..maluco que escreve poema...e um prodígio..sempre que achar coisas legais te mando professora...Abraço!!

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